quinta-feira, abril 23, 2009

Seleção de coisas legais na web (sem critério algum)

Terror, o tipo da coisa que não é pra mim
O site Hotel 626 foi eleito o melhor de 2008 pelo público do FWA. É um site de terror que só funciona das 18h às 6h, suposto horário de funcionamento do hotel. Entrando à noite, dá mais medo ainda de percorrer os sombrios corredores... Ok, você pode burlar o sistema mudando a hora no seu computador ;)

Com produção de vídeos e 3D de alta qualidade, o site te desafia a sair vivo do hotel. Quando postei esse link no blog da Neotix, há um tempinho, teve nego reclamando que não conseguia usar. Atenção ao horário de funcionamento do site! Outra coisa: no início, é um pouco difícil de se localizar mesmo. Assim, ao entrar no corredor, saia clicando em tudo pra poder entrar em uma das salas e iniciar os desafios...

Tente sair vivo dessa!
http://www.hotel626.com/

Vídeo de outros tempos
Em sua primeira viagem ao Brasil, Pato Donald encontra Zé Carioca. Ao som de Aquarela do Brasil, desbravam a natureza, os costumes e muito do que o país tem a oferecer.



Bem legaus
O blog http://www.bemlegaus.com/ mostra dicas interessantes de decoração, artigos divertidos e modernos e peças de design pra ninguém botar defeito! Este saleiro e esta pimenteira abaixo, por exemplo, foram retirados de lá. Eles são feitos em cerâmica, têm rodinhas em aço inox e pneus de borracha. Foram criados pelo designer de Israel Iris Zohar. Imagina a diversão: passa o sal!


A cada dia, um post diferente.

terça-feira, abril 21, 2009

História, interatividade e muita bola na rede

Sala das Copas

Logo na entrada, um saguão com fotografias e lembranças de colecionadores de todas as torcidas anuncia que a emoção não vai ser pouca. Flâmulas, miniaturas, bandeiras... Tudo é memória na chegada ao Museu do Futebol.

Suba a primeira escada rolante, e você vai se deparar com a imagem do Rei Pelé, em vídeo e tamanho pouco maior que o real, saudando os visitantes em português, inglês e espanhol. Um corredor escuro te levará ao salão dos anjos barrocos, em que grandes ícones do futebol de todos os tempos pairam no ar em projeções e tecidos que rodeiam os visitantes até a chegada da primeira área sobre gols.

De um lado, algumas personalidades como Galvão Bueno e Nelson Motta falam sobre seus gols prediletos, permeados por imagens marcantes; do outro, cabines com estações de rádio permitem que você escolha narrações de gols desde 1900 e as escute bem de perto, como num radinho de pilha, enquanto o que está sendo narrado passa numa tela à sua frente em legendas frenéticas.

Quando você já está achando tudo aquilo uma experiência super divertida, é levado para outra sala escura: a parte de baixo da arquibancada do Pacaembu, com perfis cravados na terra e um clima misterioso. De repente, um jogo de painéis, projeções e caixas de som criam uma sinfonia de gritos de guerra e comemorações de gols de várias torcidas, permitindo que os visitantes se sintam totalmente inseridos naquele ambiente e envolvidos na emoção daqueles apaixonados. É de arrepiar.

A partir daí, começa a parte mais histórica do museu. Quadros com imagens que associam a história do país à chegada do futebol me fizeram lembrar meu avô, que iria adorar tudo aquilo (ainda vou levá-lo). Um corredor mostra grandes heróis de nossa história, das artes à política, passando pela música, arquitetura e, é claro, futebol. Uma verdadeira aula em grandes painéis também com projeções.

Mais um corredor, dessa vez com Arnaldo Antunes narrando a fatídica final da copa de 1950, no Maracanã, em que o Brasil perdeu para o Uruguai por 2 a 1. Uma narração sofrida, acompanhada pelas batidas aflitas de um coração brasileiro. Este é o chamado “Rito de passagem”, que leva os visitantes à super colorida Sala das Copas. São vários totens, representando diversas copas e seus respectivos momentos históricos, políticos, econômicos e artísticos. Dá pra passar horas só olhando as fotos e assistindo aos vídeos.

Após uma breve passagem por dois monumentos, que homenageiam as histórias de Pelé e Garrincha, chega-se ao grande almanaque interativo do futebol. Tudo o que você pode imaginar está ali. São regras, curiosidades, números, recordes, chuteiras e bolas desde a chegada do esporte ao Brasil até os dias de hoje, frases e apelidos famosos, réplicas do cartão e apito do juiz, e até as divertidíssimas mesas de pebolim, trazendo diferentes esquemas táticos!

Para finalizar, um pouco mais de diversão em outro andar. Primeiro, alguns campinhos de futebol projetados no chão são a alegria da criançada, que disputa a bola virtual. Em seguida, uma salinha em que, com óculos 3D, você confere de pertinho a habilidade de um grande jogador. E, por fim, teste a velocidade do seu chute com o goleiro virtual, e ainda tire uma foto que poderá ser encontrada no site do museu.

Não é à toa que o Museu do Futebol já está entre os 5 mais visitados da cidade (segundo levantamento da Revista da Folha), mesmo tendo sido inaugurado em setembro do ano passado. A tecnologia é usada de uma forma muito inteligente, atraindo a atenção de pessoas de todas as idades, e permitindo que elas aprendam sem perceber sobre a história do nosso país e este esporte, incorporado de forma tão natural à nossa cultura.

Reserve um dia todo e se entregue a essa paixão. Garanto que vai valer a pena.

Museu do Futebol
Estádio do Pacaembu – Praça Charles Miller, s/nº
Ingressos: R$ 6,00 (estudantes pagam R$ 3,00)
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 17h
Não funciona em dias de jogo no Pacaembu. Confira agenda em: http://museudofutebol.org.br/

sexta-feira, abril 10, 2009

Placebo


Placebo está com música nova disponível para download :)

Battle For The Sun
http://placeboworld.co.uk/

A música faz parte do novo álbum do trio, que leva o mesmo nome e será lançado em junho. É o primeiro desde a entrada de Steve Forrest, no grupo desde 2008, que entrou para substituir o baterista Steve Hewitt.

Gosto muito do timbre e da afinação perfeita de Brian Molko, ainda que esteja menos "histérico" que de costume nesta faixa. Stefan Olsdal continua me emocionando com seus solos de guitarra, bem entrosados com as batidas do novo integrante. O refrão tem uma bela e melancólica melodia, no melhor estilo Placebo.

Pra ser sincera, só me incomoda um pouco a repetição excessiva das palavras no início e final de várias frases na letra. Acho que tornou a música um pouco maçante.

No link acima, você pode baixar o som e se cadastrar para receber mais informações. Nesta edição, será lançado um pacote com CD, DVD e LP, além de 500 boxes especiais assinados pela banda.

sexta-feira, abril 03, 2009

Ela não é carioca (mas podia ser)

Depois de cerca de quarenta minutos, sendo pelo menos 10 deles de turbulência das brabas, escutamos aliviados a voz do comandante: “atenção! Estamos pousando no Aeroporto Santos Dumont. São 21h e os termômetros marcam 28ºC”. Quente! Um bafo!

Nunca tinha ido ao Rio de avião (só fazendo conexão), e confesso que deu um frio na barriga de pousar tão junto ao mar. O taxista, vascaíno (ele mesmo se intitulava “vascaindo”), camuflava seu DVD ilegal com uma touca do time. Seu pai, torcedor fanático, morreu cedo do coração. “Também por causa do time”, confessou.

Alguns (muitos) minutos de carro – o Rio é maior que eu pensava! – e chegamos à casa da Lu. Super bronzeada, carioquíssima e pra lá de hospitaleira, mostrou pra gente o seu apê, em que cada detalhe revelava um pouco da sua personalidade.

A cereja do bolo, sem dúvida, era o terraço gostoso com vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas. O fato de estar ao lado do Parque da Catacumba (que recebeu o nome porque outrora fora um cemitério), permitia um contato interessante com macaquinhos e outros bichos. Duas garrafas de vinho e alguns petiscos depois, ficamos admirando a beleza da lagoa à noite, em meio a raios e clarões.

O Rio é lindo. Talvez a cidade grande mais bonita em que já estive. A atmosfera do lugar – tocava MPB em absolutamente todos os lugares por onde passei, dos táxis ao saguão do hotel, da portaria do prédio da Lu ao salão de café da manhã – o clima, a natureza, enfim. Um charme só.

Tá certo, as pessoas dirigem loucamente, o contraste da Praia de São Conrado e da Pedra da Gávea com o morro forrado de barracos da Rocinha é triste de se ver, tem bastante trânsito também, e além de tudo tem aquilo que a gente lê no jornal diariamente sobre a violência (nada que eu não esteja acostumada por aqui).

Mas olha, se alguém me chamasse pra morar no Rio, com emprego legal e moradia em lugar bacaninha (quer mais o quê também, né?), eu ia fácil. E ia me tornar a mais nova super-bronzeada-e-gostosa-que-corre-na-praia-todo-dia-de-manhã da cidade!

segunda-feira, março 23, 2009

Honey’s Island

Acabei não finalizando meu relato de viagem para a Ilha do Mel. Na verdade, fiquei pensando no melhor jeito para fazê-lo...

Não queria ficar contando dia por dia, porque já entendi que este é um formato um tanto cansativo – para mim e para os leitores. Também não tinha muitos causos interessantes para descrever. Então, decidi resumir as atrações do local, assim, quem estiver curioso já conhece tudo de cara por aqui:

Roteiro Gruta – Farol
Para quem está na Praia de Encantadas, é possível fazer este trajeto a pé ou de barco. O barquinho custa R$ 5,00 (preço fixo) e sai a toda hora, mas eu recomendo fazer o percurso a pé mesmo, assim você vai conhecendo as maravilhosas praias pelo caminho. A Gruta das Encantadas é a primeira parada, e é chamada assim porque, segundo a lenda, sereias encantavam os navegantes para dentro dessa gruta. Seguindo pela costa, você passará por praias extensas e praticamente desertas, até que começará a avistar um farol lá longe, no alto de um morro. “Siga aquele farol!”, era o que pensávamos. E seguimos caminhando, o sol forte queimando as costas, até chegar à Praia de Brasília, outro local em que é possível ficar hospedado na ilha. De lá, mais uma trilha até que se abre um clarão e o vento forte anuncia uma paisagem inédita pra mim: uma passagem por cima de um morro, e praia dos dois lados. Aquela água esverdeada, o sol batendo no farol imponente e muito bem conservado (datado de 1870), tudo era um conjunto de belezas que gritava aos olhos. Subimos uma escadaria até chegar ao farol, e a vista à esquerda dispensa comentários.

Roteiro Fortaleza – Baía dos Golfinhos
O dia estava um pouco nublado e ficamos com receio de não encontrar os golfinhos por causa do mau tempo. “Fiquem tranquilos, é até melhor para conseguirmos enxergá-los”, afirmou a bióloga Ana Carla, responsável pelo barco Sea Calm (entendeu o trocadilho? rs), o mais conhecido para este passeio. Saímos às 10h00 rumo à Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres (à direita), construída por volta de 1800 pelos portugueses como uma forma de demarcar território. Dizem que, na época, havia muitos piratas espanhóis à procura de terra e, caso passassem por ali, aquela área já teria donos. Donos muito bem armados, por sinal, para atingir a quem fosse necessário. Segundo a bióloga, houve apenas um combate, em 1850, quando os ingleses buscavam navios com escravos e se deparou com um, bem ali. Pela primeira e única vez, os canhões seriam utilizados num combate, não fosse o fato de que... bem, eles não funcionaram. A batalha foi perdida – neste caso, felizmente, já que os portugueses continuavam praticando a extinta escravatura. O que se diz por lá, entretanto, é o oposto: não faltam menções honrosas aos combatentes que resistiram à luta. Hoje, o local está restaurado e aberto à visitação. É interessante (e cansativo!) seguir pela trilha que leva aos corredores de pedra que abrigam os canhões.

De lá, partimos para a segunda parte do passeio: a esperada Baía dos Golfinhos. Já no caminho para a Ilha das Peças (que recebeu este nome porque era um ponto de comercialização de escravos, chamados de “peças”), os simpáticos mamíferos aquáticos começaram a dar o ar da graça. A bióloga explicou que, antes de tudo, iríamos almoçar e, em seguida, pararíamos o barco onde os botos costumavam se exibir. Não tivemos dúvida: trocamos o almoço por algumas braçadas no mar, perto dos bichinhos. Eles são realmente sociáveis: nadam em grupos, se exibem, e teve até um que resolveu dar um salto cinematográfico para as câmeras! A reação foi unânime: aplausos emocionados ao acrobata do mar.

Fotos: PH Schneider

sexta-feira, março 20, 2009

Descoberta bacanuda na web

Eu sou péssima para lembrar nomes de músicas. Muitas vezes, me pego procurando no Google por trechos de canções que gosto, para conhecer o nome delas. Foi aí que descobri o Just hear it, um site que promete encontrar todas as músicas disponíveis na web com a palavra que você digitar.

Muito simples de navegar, o site encontra todas as músicas que tenham no título, letra ou artista a palavra procurada. E o melhor: você pode escutá-las na íntegra.


E viva a internerd!

terça-feira, março 17, 2009

Sala São Paulo

Na última segunda-feira, tive o prazer de conhecer a maravilhosa Sala São Paulo, espaço para concertos que fica na Praça Júlio Prestes, atrás da Estação da Luz.

Passear pela região não é lá das experiências mais agradáveis. Você encontra tanta miséria, tantos tipos esquisitos e tanta sujeira, que parece uma miragem quando se depara com aquela imensa construção que é o Complexo Cultural Júlio Prestes, onde está a Sala.

Construído onde antigamente era uma estação da Estrada de Ferro Sorocabana, o lugar consegue mesclar tradição e modernidade. A antiga construção mantém as colunas trabalhadas e o teto altíssimo e rebuscado. A modernidade aparece nos detalhes, como as cadeiras do café e o estrondoso forro móvel, responsável pela acústica da casa.

Estive lá para assistir, pela primeira vez na vida, a um concerto da Osesp. Em uma apresentação exclusiva para assinantes da Folha de São Paulo, o evento contou com a regência de Cláudio Cruz, que também é violinista, e teve em seu repertório “As Bodas de Figaro”, de Mozart; “Danças Eslavas”, de Dvorák; e “Sinfonia nº5 em mi menor”, de Tchaikovski.

Foi uma cena belíssima: todos entrando, elegantes, as mulheres de longo preto e os homens de fraque, e assumindo seus postos diante dos instrumentos. Com a entrada do maestro, as palmas enérgicas do público e o início de uma apresentação emocionante.

Parecia que estava passando um filme da minha vida. Talvez, em minha memória, a música clássica estivesse muito ligada a desenhos animados e filmes da Disney, não tenho certeza. Só sei que, de repente, me veio uma vontade de sair dançando, como num baile de princesas, a deslizar pelo enorme salão imaginário com lustres de cristal.

De repente, eu queria ser aquelas batutas do maestro, a correr pelo ar, ordenando quem tocaria a que momento, e com qual intensidade.

Eu queria ser aquelas melodias que saíam cantaroladas das bocas das pessoas após o espetáculo, e que certamente ficaram em suas mentes durante dias e dias, a contar suas histórias, assim como ficaram na minha.

Faça um tour virtual pela Sala São Paulo aqui.

Foto de Luiz Carlos Felizardo

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

O elevador

Eram 8h30 e, como de costume, o elevador demorava para chegar. Isso fez com que mais de dez pessoas se acumulassem no pequeno hall de entrada, mudas, como se fossem as únicas que esperassem ali. Impacientes, olhavam no relógio e batiam os pés no chão.

O apito do elevador anunciava sua chegada, e as pessoas se puseram a entrar. Nada de cavalheirismo, nem preocupações com idosos. Um senhor, que aparentava ter 80 anos, esperou pacientemente a sua vez.

Espremeram-se todos no elevador, lutando para que seus olhares não se encontrassem. A vaidosa conferia a maquiagem no espelho, enquanto ouvia-se o rock pesado do fone de ouvido do adolescente no outro canto. Ouvia-se a respiração de uns e outros.

Pouco a pouco foram descendo em seus andares, até que ficamos eu e o senhor de idade. Antes de descer, com um sorriso, ele sabiamente me falou:

"Não existe nada mais solitário que um elevador lotado."

Eu ri e concordei, acenando com um bom dia que ainda não me havia sido permitido desejar.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Over my shoulder

Um acessório fundamental para quem gosta de viajar é uma boa mala de viagem. Se o objetivo for acampar ou percorrer vários lugares em uma mesma viagem, a melhor opção é colocar nas costas a boa e velha mochila.

Você deve pensar: mas as malas de rodinhas são tão mais confortáveis! Sim, mas as rodinhas se desgastam muito rapidamente, e você não vai querer ficar carregando na mão todo aquele peso o restante do trajeto.

Recentemente, tomei conhecimento sobre o modelo “cargueiro”, uma opção perfeita para quem vai unir viagem de avião + passeio por vários países. Isso porque conta com um compartimento destacável na parte da frente – a chamada “mochila de ataque” – que pode ser levada como bagagem de mão ou para um final de semana em um país ou cidade vizinha, por exemplo.

Além disso, a mochila transforma-se rapidamente em uma mala: da parte de baixo, tira-se uma cobertura que, se fechada, esconde as alças. Perfeita para despachar em aeroportos sem precisar embalar naqueles plásticos tipo filme. Na lateral, há uma alça reforçada, que permite que você carregue por ali mesmo.

Com uma pesquisa, verifiquei que algumas das marcas mais procuradas são: Kailash, Trilhas e Rumos, Deuter e Curtlo. Cada uma com sua diferença de preço, qualidade e com várias opções de tamanho (medido em litros).


A Kailash (à esquerda, modelo de 70 litros), por exemplo, é linda e resistente, porém as alças são muito estreitas e não oferecem o conforto que se precisa ao carregar um peso grande nas costas.






Já a Trilhas & Rumos (à direita, modelo de 68 litros) parece ser bem confortável e vem com capa de chuva embutida.










A Deuter, marca alemã (ooohh, jura? Rs), é considerada a melhor do mundo. Obviamente, é também a mais cara – custa cerca de 60% mais que os outros modelos que você vai encontrar na loja. O modelo à esquerda, chamado de traveller, é o maior da linha, com 80 litros fora a mochila de ataque.





Já a Curtlo, também importada, mas menos cara que a Deuter, possui costura reforçada e todos os itens já citados. Em minha opinião, tem a melhor relação custo-benefício. Você pode vê-la à direita, na versão 60 litros, fora os 15 da mochila.







Vale lembrar que todas as marcas citadas acima possuem garantia vitalícia. É isso mesmo! Você pode levar a sua mochila na própria loja em que adquiriu, ou entrar em contato com o fabricante, e eles consertam o que tiver que ser consertado pro resto da sua vida.

Outra diferença fundamental entre as mochilas tipo cargueiro e as convencionais de acampamento é a questão do zíper. A maioria das mochilas possui o formato de saco, e são fechadas por cordão. Isso impede que se possa trancá-la. No caso das marcas acima, todas possuem fechamento com zíper, ou seja, é colocar um cadeado e correr pro abraço!

Boa viagem!

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Catástrofes no Photoshop

O blog Photoshop Disasters é um dos preferidos da galera de criação, que adora rir das trapalhadas cometidas por usuários do programa em revistas de famosos, anúncios de filmes, entre outros.

Aí o Abduzeedo selecionou as 20 piores mancadas de 2008. Veja abaixo algumas delas:





Todos os 20 piores estão aqui. Hilário!

terça-feira, fevereiro 10, 2009

As pazes com Tortula

Resolvi voltar ao Tortula, mistura de padaria, confeitaria, restaurante, pizzaria e chopperia que fica no Brooklin. Há alguns meses, passei pelo pior atendimento da minha vida nesse local, entretanto uma amiga informou que, após tantas reclamações, a casa tinha finalmente dado um jeito em seus funcionários mal-educados.

E foi no último domingo que nós fizemos as pazes. Tudo bem, não era horário de pico e o local estava vazio (o que possivelmente permitiu o melhor atendimento), mas o fato é que descobri um novo lugar pra almoçar aos finais de semana. O buffet custa R$ 29,90, com variedade de massas, saladas e outros pratos, mas preferimos ficar no saguão e escolher dentre os pratos à la carte da casa.

A experiência foi ótima. Um strogonoff de filet mignon, por exemplo, custa R$ 17,90 e acompanha uma big salada (à escolha do cliente), arroz e fritas. Muito bem servido e muito saboroso, conseguiu apagar a má imagem que eu fazia do lugar.

Um pouco de minha história de amor e ódio com o Tortula:
Overdose gastronômica
Guarde essa fachada para nunca entrar neste local

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Parabéns, Chico!

Nunca fui muito fã do Pânico na TV. Salvo raras exceções, acho as brincadeiras deles desrespeitosas e sem graça. Sinto vergolha alheia pelo constrangimento que eles causam nas pessoas.

Mas, dessa vez, sou obrigada a admitir que eles foram muito engraçados.

Me disseram que já faz um tempo, mas só hoje ouvi falar na brincadeira de aniversário que fizeram com o Chico Pinheiro, fazendo com que uma faixa de parabéns fosse erguida por balões com gás hélio e aparecesse bem atrás do estúdio do SPTV.

Brincadeiras saudáveis são sempre bem-vindas.

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Diário de Mariana

Quem leu o post anterior soube que a minha avó fez uma viagem ao sul do Brasil com minha mãe em 1983, a qual rendeu até um livrinho em sua homenagem. Aproveitando o gancho, no final do ano passado tive a oportunidade de percorrer parte deste mesmo trajeto, rumo à Ilha do Mel.

Os meios de transporte foram muitos: metrô até o Tietê, ônibus até Curitiba, trem até Morretes, van até Pontal do Sul, barco até a ilha... ufa! Mas deu tudo certo, mais certo impossível. Vamos por partes:

Chegamos à rodoferroviária de Curitiba por volta das 6h da manhã. Nosso trem sairia às 08h15, então deu tempo de tomarmos um café e retirarmos as passagens com calma. Existem algumas categorias de viagem: a executiva sai por R$ 36,00, a turística (que foi a que escolhemos) custa R$ 58,00 e inclui guia e lanche, e o camarote custa R$ 85,00. Ainda é possível fechar um camarote exclusivo para até 6 pessoas por R$ 503,00.

Pontualmente às 08h15, nosso trem partiu. Beatriz Barbosa, mais conhecida como BB (à direita), foi a nossa guia, e não parou de falar um minuto sobre as belezas da região da serra e os fatos históricos que envolveram a construção da ferrovia, como a Ponte São João, na foto abaixo, que foi totalmente construída sem porcas ou parafusos. Diz a lenda que quem encosta na ponte tem 7 anos de prosperidade na vida. Na dúvida, encostamos.

Mesmo com o trem a no máximo 15km/hora, totalizando 4 horas de passeio, a viagem passou rápido e foi excelente. As paisagens são espetaculares: trechos forrados de hortênsias, o belo Rio Ipiranga, túneis de pedra escuros e misteriosos, o dia (como em raras ocasiões) ensolarado...

Algumas antigas estações (como esta à direita) foram transformadas em cafés, um charme só. Porém, a maioria delas encontra-se em ruínas, prestes a desabar, uma judiação (como esta abaixo). Fica um apelo à ALL (América Latina Logística), empresa que tem a concessão da ferrovia: restaurem essas construções! Aproveitem enquanto ainda há pelo menos as fachadas para que se possa ter uma referência de como foram!

Aos domingos, o trem vai até Paranaguá, com paradas em Marumbi (onde se acampa para escalar o pico de mesmo nome) e Morretes. Nos outros dias, vai somente até Morretes. Pedimos uma orientação sobre o melhor caminho para a Ilha do Mel, e fomos informados de que era melhor descer em Morretes, pegar uma van até Pontal do Sul e, de lá, pegar o barco que em meia hora chegaria à Ilha. Caso optássemos por descer em Paranaguá, pegaríamos o barco direto, que leva duas horas para chegar lá.

Fizemos a primeira opção, e descobrimos depois que foi a melhor, já que o trem demora absurdamente para chegar a Paranaguá e, por lá, não existe paisagem bonita. Por ser uma região portuária, há pouca gente na rua e muito lixo, além do trem parar pra os carros passarem, o que torna o trajeto ainda mais maçante.

Em Pontal do Sul, nos deparamos com uma grande placa que dizia: “Limite de pessoas na Ilha do Mel – 5.000. Estamos em 3.100”. Acho importante ter este domínio, porque a Ilha é composta por muita mata fechada, e há uma preocupação enorme não só com a preservação, mas também com o controle das pessoas em locais inapropriados.

Para chegar à Ilha, é preciso preencher um cadastro e comprar a passagem de barco para ida e volta. Recebe-se uma pulseira, e é solicitado que você se mantenha com ela durante toda a estadia, mas depois do terceiro dia todo mundo já retirou a sua.

Meia hora naquelas águas azuis debaixo de sol forte, e chegamos ao trapiche da praia das Encantadas. Nossa pousada ficava a apenas 50 metros dali, o que dispensou os rapazes que cobravam para levar suas malas de carrinho de mão.

E a brincadeira estava só começando...

terça-feira, janeiro 27, 2009

Diário de Filó

Meus avós maternos sempre levaram uma vida muito dura. Com 12 filhos pra criar (não é à toa que a vida era difícil), abriram um bar em Monsenhor Paulo, que se tornou a fonte de renda da família. Desde crianças, os filhos ajudavam os pais no bar, enquanto os mais velhos também iam criando os mais novos, sempre sob a rígida disciplina do meu avô Américo.

Lembro que minha mãe costumava falar que, no Natal, eles ganhavam apenas um bombom dos pais. Isso mesmo: um bombom para cada um. E que então não era pra gente reclamar caso quisesse algum presente que eles não pudessem comprar.

Quando minha mãe começou a trabalhar, juntou um de seus primeiros salários, mais uma ajuda de minha tia, e levou meus avós para passar um carnaval no sul do Brasil. Foram até Curitiba, desceram de trem pela serra do mar em um passeio histórico até Paranaguá, e conheceram algumas das principais cidades da região.

Depois da morte de minha avó, descobrimos que ela havia feito um diário durante o passeio, contando com suas palavras todas as impressões que tivera dos restaurantes, praias... Não resisti: digitei todos os textos (respeitando erros de português e linguagem da época), digitalizei as fotos e montei um livrinho, com a ajuda da minha amiga e gerente Andrea, para distribuirmos no Natal lá em Minas.

Foi um sucesso! As pessoas se emocionaram muito. Posso dizer que deu um trabalho absurdo, mas valeu muito a pena resgatar a lembrança da minha avó Filó, que prezava tanto o Natal e a união em família.

O livrinho você vê abaixo:

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Segura a peruca

O maior inimigo do São Paulo agora é do São Paulo. Em sua estreia (sem acento) ontem, marcou os dois gols da vitória do tricolor sobre a Portuguesa.

Washington comentou que precisaria adaptar seu jogo ao restante do novo time, se afastando um pouco da área. Em contrapartida, Muricy afirmou que ele não deve alterar muito seu jogo, pois o time também deve aproveitar o que ele tem de melhor e se adaptar: "sabemos que, se receber dentro da área, dificilmente perderá o gol." Clima de amor no Morumbi.



PS: Não, eu não estive no Parque da Independência ontem, apesar de ser louca pela Roberta Sá. Com a probabilidade de chuva, desisti. A julgar pelos dois últimos anos, em que encarei fila, chuva e fordunço para ver Tom Zé, Cordel, Nação Zumbi e outros, acho que estou ficando velha.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Nascidos em 4 de agosto

Há algum tempo, fui apresentada a um site que mostra quais personalidades fazem aniversário junto com você. Achei o máximo. Desde pequena ficava me preparando para assistir ao Video Show no dia do meu aniversário, pra saber quem comemorava junto comigo, entretanto nunca consegui lembrar no próprio dia (ou estava ocupada demais) pra conferir.

Aí alguém resolveu indexar os dados de aniversário de várias pessoas famosas e colocou aqui. Foi bacana, Louis Armstrong, Rainha Mãe Elizabeth... legal, mas ainda não tinha aparecido alguém que me fizesse ter real orgulho do meu dia (vocês vão dizer: mas você queria mais que a rainha??? Sim, eu queria alguém que me despertasse mais empatia).

Foi então que, hoje cedo, descobri que o OBAMA nasceu em 4 de agosto. Quer uma coisa mais legal do que essa? O político mais em alta no mundo neste momento, inteligente, simpático, educado, simples, esperança de toda uma nação...

Obrigada, Obama, o nosso dia estava mesmo precisando de um verdadeiro ícone. Agora, não me decepcione!

terça-feira, janeiro 20, 2009

A Troca

Imagine-se na década de 20, em Los Angeles, com um filho de 9 anos, e abandonada pelo pai da criança. Um dia você volta do trabalho e seu filho simplesmente não está mais em casa. A polícia da época, com histórico de corrupção, encontra um menino e diz ser seu filho, mas, ao encontrá-lo, você sabe que não é. Você saberia identificar, óbvio, você é a mãe da criança. Mas todos querem te enlouquecer, dizendo que é seu filho sim, inclusive o próprio menino.

Você encara a polícia, vai aos jornais denunciá-la, utiliza argumento de professores e médicos do garoto para provar que aquele não é o verdadeiro procurado. Então a polícia te coloca em uma clínica psiquiátrica, submetendo você a remédios e lavagens cerebrais.

Com a ajuda de um pastor, você sai da clínica e continua a sua busca até que, um dia, descobre-se um assassino de crianças, suspeito de ter matado o seu filho. Um menino reconhece uma foto dele como sendo um dos meninos capturados, e então todos ficam sabendo que realmente a polícia errou. Você ainda não sabe se seu filho está morto ou conseguiu fugir. na verdade, jamais viria a encontrá-lo novamente. Ainda assim, sente-se satisfeita pela justiça feita.

Essa é Christine Collins (Angelina Jolie, perfeita no papel) em "A Troca". Uma história real, dirigida por Clind Eastwood. O trailer você confere abaixo.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Mais uma do BK

Depois da interessante campanha viral que o Burger King fez em parceria com o Facebook (Whooper Sacrifice: exclua 10 amigos da sua lista e ganhe um Whooper), agora a rede de lanchonetes criou o projeto "Whooper virgins".

Uma equipe visitou comunidades distantes do mundo todo que jamais haviam comido um hambúrguer antes, sequer sabiam do que se tratava. Ofereceram um Whooper e um Big Mac, e analisaram a reação das pessoas ao experimentar pela primeira vez o lanche.

Muitos não sabiam sequer como manusear o sanduíche. Alguns até preferiram o Big Mac, mas a grande maioria preferiu o Whooper. A idéia era verificar realmente qual era o melhor sabor, já que as pessoas que experimentaram jamais tinham visto propagandas das lanchonetes antes, ou seja, não seriam influenciadas por possíveis pré-conceitos.

O resultado foi interessante, e mais ainda ver a diversidade do povo que aparece na campanha:


segunda-feira, janeiro 12, 2009

Menos é mais

O doloroso ano de 2008 acabou, felizmente.

O que importa é que as férias coletivas foram aproveitadas ao máximo (veja as fotos aqui, depois conto com detalhes) e que estou mais do que empolgada para este novo ano.

Aliás, para 2009, eu quero menos!

Menos gastança
Menos comilança
Menos grosseria
Menos agito
Menos bagunça
Menos exageros

Agora é botar em prática! =D
Um excelente 2009 a todos!

terça-feira, dezembro 23, 2008

Cego sonha?

“Quem já enxergou um dia sonha normalmente. Consegue formar imagens no sonho como quando enxergava. Mas pra mim, que nunca enxerguei, o sonho é como um programa de rádio. Minha mente trabalha com sons e sensações. Consigo sentir calor, frio, sabor, tudo durante o sonho.”

Zoom, último espetáculo do grupo de cadeirantes, deficientes auditivos e visuais da Oficina dos Menestréis. Infelizmente, a peça já saiu de cartaz, mas não deixe de acompanhar os próximos espetáculos em oficinadosmenestreis.com.br

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Chega de boas festas!


Ano passado a gente teve uma idéia: e se parássemos com essa história de todo ano desejar boas festas para os clientes e criássemos algo que lembrasse as pessoas, no final de cada ano, dos desejos que ela pretende realizar, como uma forma de pensamento positivo para o novo ano?

Dessa idéia nasceu o Natal dos Desejos Neotix, em que a gente pede que você não deseje boas festas, porque isso todo mundo faz todo ano e é um saco. Ao invés disso, faça com que seus desejos se realizem de fato. Anote-os em algum lugar visível e ande sempre com eles, saiba da prioridade que eles têm pra você e lute por eles.

Se você não quiser andar com os desejos escritos pra lá e pra cá, use a nossa árvore dos desejos. A gente lembra você todo ano até que os realize! A novidade este ano é que todos os que enviaram desejos no ano passado vão receber um e-mail perguntando se o desejo se realizou. Os realizados vão aparecer de uma forma diferente no site para todos os usuários.
Se você não usou nossa árvore o ano passado, pode enviar seu desejo agora mesmo e ser lembrado sobre os seus sonhos durante todo o ano, até que eles se realizem :)

Agora contamos com a sua ajuda esse ano para que nossa árvore EXPLODA de desejos.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

És fascinação, amor.

“Liszt”, era como ele a chamava nos primeiros anos de casamento. Uma homenagem ao pianista húngaro, já que Iracema tocava piano lindamente. Estudou o instrumento durante toda a juventude, apesar de nunca ter tido um em casa e, mesmo após o nascimento de seus três filhos, não parou de se dedicar às melodias que saíam daquelas teclas pesadas.

Com o tempo, Iracema acabou se afastando naturalmente de sua paixão. Começou a trabalhar como professora em sua cidade natal, Campinas, e não tinha mais tempo suficiente para se dedicar ao instrumento.

E aí o destino quis que sua neta herdasse o interesse pelo piano.

No final de 1995, um grande pacote colorido anunciava o sonho realizado: a menina ganhara um teclado de presente. Ainda viria a estudar apaixonadamente por seis anos, até se distanciar das teclas. Tomaram seus lugares outras teclas por aí.

Em uma manhã de domingo, tempos depois, Mariana se pegou limpando seu velho Casio, deixando-o prontinho para receber sua nova fonte de alimentação. Sentia que era o momento de retomar o costume de chegar em casa e descarregar toda a energia acumulada em belíssimas músicas.

Luz acesa, tudo funcionando como há sete anos, quando da última vez que foi ligado.
Resgatou seus antigos livros, com partituras que narravam diferentes fases de sua vida. De Carruagens de Fogo a Tempo Perdido, passando por Penny Lane, sinfonia 9 de Beethoven...

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Bom, mas o que realmente interessa nessa história toda é que, no último domingo, minha avó foi me visitar e, vendo que depois de tanto tempo o teclado estava armado, se adiantou para tocar “Fascinação”, sua maior especialidade.

E nada do que eu tocasse depois poderia ser tão bonito e emocionante.

terça-feira, novembro 25, 2008

Lágrimas no escuro

Até por volta de seus 15 anos, Adélia jamais tinha visto sua mãe chorar. Quando criança, achava que mãe não chorava mesmo, e que era algo normal. Até que, na segunda série, fez uma breve pesquisa entre seus colegas, que foram unânimes: sim, mãe chora também.

Pra falar a verdade, sua mãe sempre representou uma fortaleza inabalável. Nem a felicidade exacerbada, tampouco a tristeza, a afetavam profundamente. Era ela quem resolvia tudo, e pronto. Não podia se dar ao luxo de fraquejar.

Quando começou a entender melhor a vida, Adélia passou a encaixar os fatos. Sabia da infância difícil de sua mãe, tendo que dividir a atenção dos pais com seus 12 irmãos, começando cedo no trabalho na lavoura, e tudo o mais. Imaginou que, devido à criação, sua mãe tivesse construído um muro dentro de si, que impedia a entrada das emoções.
Já tinha ouvido falar de vários problemas resolvidos em divãs, e então resolveu propor à sua mãe uma terapia.

Meses se passaram, até que um dia, a mãe de Adélia chegou em casa com os olhos inchados, vermelhos, soluçava tal qual uma criança. Um pouco assustada, a menina correu para o quarto de seus pais para aguardá-la. Sabia que, naquela hora, a mãe iria procurar se afastar das pessoas. Não estava acostumada a se desequilibrar emocionalmente na frente de ninguém.

Mãe! O que foi? E a mãe aos prantos, sem saber o que dizer nem pra onde olhar. Se abraçaram. E o desabafo: filha, rompi uma barreira dentro de mim. Está doendo, mas me sinto mais leve!

A partir de então, a mãe de Adélia se tornou outra pessoa. Mais alegre, carinhosa, sensível. E se permitiu descobrir a dança. E a dança fez cócegas no seu coração, e ela passou a se apaixonar pela vida, a se gostar mais, a se sentir bonita de verdade.

Na volta de um grande encontro de dança no interior, chamou Adélia para contar as novidades. E ficaram horas papeando, rindo, como se tudo ao redor não tivesse a menor importância. Ao final da conversa, dentro da sua imensa humildade, a mãe agradeceu: filha, muito obrigada por me ouvir com tanto entusiasmo.

E foi a primeira vez que Adélia viu sua mãe chorar de alegria.

segunda-feira, novembro 17, 2008

O barquinho vai

Primeiro foram os apagões, que o deixavam desesperado durante tortuosos minutos até que recobrasse a visão. Aí veio o cateterismo, que resultou na cirurgia. Um sucesso, felizmente.

O clima no local já não era dos melhores - não vinha sendo, na verdade, nas últimas semanas ou até meses, quiçá anos. Os momentos bons e ruins se alternavam rapidamente, provocando uma confusão mental digna de quem adora se preocupar em excesso com as coisas.

As responsabilidades, paralelamente, aumentaram. E com elas, os problemas também. Falta de dedicação de algumas partes, dedicação exacerbada de outras... Nesse desequilíbrio, sofreram os mais sensíveis, sofrerão ainda, talvez, mas agora cientes de seu verdadeiro papel por ali. Mais maduros, a cada dia. Na marra.

Daí eu tirei férias de tudo isso e fui curtir dois dias infinitamente lindos e azuis na praia.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Neo-Neotix

A Neotix mudou MUITO nos últimos meses. O novo escritório ganhou mais mesas, mais funcionários e até uma nova - e corintianíssima - sócia. A empresa comprou um Wii, a Aninha comprou um R2D2 que projeta DVDs na parede, e isso tem gerado noites mais que divertidas ao pessoal.

Profissionalmente, a agência mudou muito também. Deixamos de ser uma "empresa que faz sites" e nos tornamos uma verdadeira agência interativa, com especialização em estratégias online, criação de campanhas, além de importantes parcerias com outras empresas.

Como a Humex, que promove formatos diferenciados de mídia (tela e chão interativos e até o divertido ad-walker), e a Real Media, com expertise em track-it - para os leigos, basicamente é inserir códigos que permitam rastrear o comportamento dos usuários na internet, verificando quais as páginas visitadas e o caminho percorrido por cada usuário depois de clicar em um banner... enfim, fornecer resultados reais das campanhas realizadas. Nas palavras de um cliente nosso, "colocar o sininho no pescoço dos bichanos".

Por essas e outras mudanças, o nosso site estava ultrapassado, recebíamos muitos contatos de pessoas interessadas nos serviços que oferecíamos lá atrás, mas que agora já não eram mais interessantes. Por isso, resolvemos substitui-lo temporariamente por um blog. Mudamos o formato, a linguagem e, principalmente, o conteúdo.

Agora todo mundo colabora, escrevemos sobre os assuntos mais recentes de tecnologia e, é claro, divulgamos tudo de mais legal que acontece por aqui. Se você se interessa por tecnologia, design ou ainda quer saber de todas as baboseiras que aprontamos, clique aqui.

domingo, outubro 26, 2008

Uma noite especial


Carlos foi meu chefe durante dois anos, quando trabalhei na Terroir. Divertido, era muito amigo das doze meninas que dividiam o escritório, o que garantia respeito mútuo.

Adriana era uma das minhas melhores amigas nesta época. Trabalhávamos juntas, nos ajudávamos nos estudos e voltávamos juntas todos os dias, de ônibus. Isso garantiu horas e horas de conversa no ponto de ônibus, bastante união e histórias hilárias pra contar.

Carlinhos e Drica fizeram parte do meu dia-a-dia em uma fase muito importante da vida: o início da vida profissional. Era só o segundo ano de faculdade, explodia a curiosidade para conhecer tudo e mais um pouco sobre a empresa, o mundo dos vinhos, a arte das vendas...

O fato é que, nesta época, fiz algumas amizades muito sinceras mas, com o passar do tempo e com a saída de muitas delas da empresa, acabamos nos afastando quase por completo. As desculpas da vida moderna: correria, trânsito... está tudo uma loucura!

Na noite do último dia 24, Drica e Carlinhos se casaram. A cerimônia foi um misto de emoções. Reencontrar as amigas que eram tão intensas durante aquele período, e sentir que, passe o tempo que for, aquela base que criamos lá atrás se mantém até hoje.

Ver os noivos, lindos, transbordando felicidade entre seus parentes e amigos. Minha amiga arrasando nos votos – de Dante Alighieri a Shakespeare em 20 segundos – e meu ex-chefe-amigo tremendo nas bases antes da entrada da sua noiva. Os filhos das minhas amigas, cada vez maiores e mais falantes... A constatação de que algumas coisas nunca mudam, mesmo.

Uma cerimônia diferente, com lambada no lugar de valsa, muita comida boa e um clima delicioso de reencontro. Ah, sim, regada a prosecco italiano.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Trancendence, 9 a 14 de julho (e o fim das férias)

Com Paulo Henrique Schneider (texto e fotos)

Após três anos de muita saudade e boas lembranças, os núcleos Solar Flares e Tranceformation se uniram para realizar a sexta edição da Trancendence, um dos principais festivais alternativos do Brasil.

Cerca de 4 mil pessoas (incluindo a produção e convidados) participaram do evento. Ônibus escolares foram utilizados para levar as pessoas do estacionamento/portaria até a entrada da festa (foto acima). O público tinha duas opções de camping: um deles ficava ao lado da pista alternativa e o outro, com maior volume de barracas, ficava próximo à Oca (chill out da festa).

Todos os campings estavam equipados com chuveiros e banheiros que contavam com equipes de limpeza 24 horas por dia. Próximo ao segundo camping, passava o belo rio Macaco (foto), que oferecia um banho refrescante e silencioso para aqueles que procuravam escapar do agito.

Um local que certamente recebeu uma atenção especial foi a Oca, uma construção circular de madeira e palha com uma abertura no centro, decorada com tecidos, painéis e uma grande borboleta mecânica que parecia ter vida própria. No centro, uma fogueira queimava durante as noites, trazendo uma atmosfera ainda mais especial.

Destaque para a tarde memorável em que tocou o trio Yagé, quando um grupo de artistas vestidas de azul realizava coreografias e convidava os participantes para a formação de uma grande roda no centro da oca (foto).

Com suas lojas coloridas, repletas de roupas e artesanato do Brasil e do mundo, a Feira Mix ficava entre a Oca e Pista Alternativa, que além da diversidade de produtos, contava com um guarda volumes eficiente, uma loja de conveniência e uma exposição em homenagem póstuma ao fotógrafo Carlos Levistrauss.

A consciência ambiental também estava presente neste “corredor artístico”. A organização disponibilizou o Espaço Fotossíntese, idealizado por um grupo de Uberlândia, em que era possível criar mandalas com sementes coloridas gratuitamente (foto à direita). Crianças e adultos se divertiram no espaço, onde também foram distribuídas sementes nativas para plantio.

Havia mais dois espaços culturais em pleno funcionamento no festival: o Espaço Hoffman de Artes Integradas, em que ocorreram diversas oficinas, e o Zen-Dô Multicultural, que durante o dia contava com atividades como pilates, meditação e palestras, e à noite oferecia mostra de filmes.

A Pista Alternativa possuía um design diferenciado, com uma grande lycra branca instalada em formato de serpente, e as inusitadas árvores prateadas (foto à esquerda), que contavam com uma decoração magnética interativa – ímãs permitiam que se mudassem alguns elementos de lugar.

O espaço foi dedicado a vertentes do house, techno e electro. Por ser uma experiência inédita em uma Trancendence, a pista não funcionou o tempo todo e em poucos momentos ficou “lotada”.

Após uma subida, avistavam-se os enormes leques feitos com bambu e estopa do Main Floor, que formavam um círculo perfeito. A arquitetura oferecia bastante sombra e espaço para dançar, além de um palco central no formato de uma estrela em que foram vistas performances artísticas incríveis, que mesclaram artes cênicas e circenses (fotos).

No local, esteve presente o bom trance psicodélico em suas mais variadas vertentes, do progressive ao dark. Foi feito um bom trabalho por parte tanto dos artistas quanto da equipe de som – foram raros os problemas técnicos – e as apresentações reuniram, sem dúvida, um dos melhores line ups do ano.

Assim como em 2005, neste ano o evento foi alvo de mais uma ação da Polícia Civil de Goiás. Surpresa para alguns, previsível para outros, o fato gerou um clima de tensão entre os participantes e houve uma série de “enquadros” nas pistas de dança e campings. Houve relatos de muitas pessoas que haviam sido indiciadas como usuários de drogas.

Mesmo com esta repressão, sem dúvida a Trancendence será lembrada como uma celebração respeitosa, bonita e integrada de forma harmônica ao cerrado. Quase não se via lixo no chão (com exceção das bitucas de cigarro) e os resíduos produzidos foram devidamente separados para reciclagem. Sem dúvida, uma experiência memorável.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Fazenda São Bento, 5 de julho, 9 horas da manhã.

Acordei às 6h30 e saí de pijama mesmo pela rua da pousada, como vinha fazendo todos os dias. Quase não passa gente ali naquela hora e, se passar, ninguém vai se preocupar se você está de meias com chinelo ou descabelada. Fiquei um tempo ali, parada, sentindo os primeiros raios do sol e a brisa fresquinha da manhã.

Foi quando escutei o barulho característico dos tucanos, um “croc-croc” que jamais vou conseguir narrar por aqui. No alto de uma árvore, avistei o bico grande e amarelo de um tucano solitário. E olha que é difícil encontrar um tucano sozinho: eles geralmente andam em casais.

Aproximei-me devagarzinho até ficar bem em frente à árvore. E ele desfilou sua beleza pra mim durante alguns minutos, dos mais lindos da minha vida.

Café-da-manhã tomado, fomos ao passeio pela Fazenda São Bento, onde se encontram as cachoeiras de Almécegas I e II. Mas, antes, uma parada no ninho das araras. Será que dessa vez seria possível vê-las?

Não demorou muito para que elas notassem a nossa presença e começassem um verdadeiro show de “aeromodelismo”. Eram cinco, azuis na parte de trás e amarelas no peito, e pareciam querer esquentar suas asas ao sol enquanto se exibiam pra nós.

Voavam em duas, e sempre ficava uma tomando conta de um dos filhotes que parecia ainda não ter coragem o suficiente pra encarar o vôo. Gritavam muito, um barato! Não consegui sair de lá até que todas alçassem vôo em busca de alimento, inclusive o filhote medroso, que depois de muito custo deixou seu lugarzinho no tronco do velho buriti e rasgou o céu ao lado de seus pais.

Lindo, lindo. Emocionante, inesquecível. O sol batendo e elas voando, rodando, bem acima das nossas cabeças.

Um dia que começa assim não tem como ser ruim, né? Seguimos pela estrada até a entrada da fazenda. Atualmente, há uma tiroleza neste local, são 850m de comprimento com uma vista linda da chapada, mas preferimos ficar só (só??) nas quedas, mesmo.

Almécegas I é de longe a cachoeira mais gelada em que já estive. O sol bate ali durante poucas horas do dia, o que, juntamente com a vegetação que cresce entre as pedras, dá um ar selvagem ao local (foto à esquerda). Paulo pulou de uma altura de 12 metros, eu não tive coragem. Depois de gelar a alma, partimos para Almécegas II, uma bela queda com um poço bom de nadar.

Lá, sim, eu saltei, de mais ou menos 6 metros de altura. Que frio na barriga! Nadamos por lá bastante tempo, até resolvermos finalizar com a última parada do dia: São Bento (foto à direita), uma enorme queda que desemboca em um gigantesco poço, onde inclusive ocorrem as etapas brasileiras do mundial de pólo aquático. “É um barato, gente do mundo todo acampando aqui em volta, jogando nessa água gelada”, escutamos por lá.

Por falar em gente do mundo todo, quando entramos n’água avistamos um grupo de mais ou menos 40 indianos (não estou brincando), dentre crianças, homens e mulheres. Uma situação totalmente non-sense, todos vestidos com panos, vestidos e muitos, muitos acessórios. Anéis no pé, pulseiras, brincos... É bonito de ver o quanto são vaidosos. Os homens tiraram as camisas e entraram com as crianças na água. As esposas preferiram molhar só os pés e ficar conversando.

Saímos da água e passamos entre eles, nas pedras, sem entender uma palavra do que diziam, tampouco de onde haviam saído. Coisas que você só vai ver na Chapada dos Veadeiros.

Fotos: PH Schneider

sexta-feira, outubro 03, 2008

Parque Nacional, 4 de julho, 8 horas da manhã.

Até por volta de 1950, a região do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros era tomada por buracos feitos por garimpeiros em busca de cristais. Com a chegada de Juscelino Kubitschek ao poder, o local tornou-se parque nacional e os buracos foram desativados.

Desde então, os garimpeiros tornaram-se guias turísticos, e formaram a comunidade de São Jorge, vizinha a Alto Paraíso. Hoje, o parque serve de modelo para os outros tantos do Brasil, e estudiosos do mundo todo viajam até lá para conhecer a organização do lugar e também, é claro, para explorar as belezas naturais.

Para desbravar o parque, existem duas trilhas: Saltos e Cânions, com três quedas cada uma. Só se pode escolher uma trilha por dia, já que não se pode ficar no local depois das 17 horas. Também não é possível entrar depois do meio-dia (não dá tempo de fazer a trilha inteira).

Há um número limite de pessoas em cada trilha, e só é permitido fazer quaisquer dos passeios acompanhado por um guia credenciado. Por isso, fomos ao Centro de Atendimento ao Turismo buscar algum guia que tivesse um requisito: caber na cabine estendida do carro. A funcionária nos passou o contato de Hananda, uma menina pequena o suficiente para caber na parte de trás, e esperta o bastante para nos conduzir pela Trilha dos Cânions, a escolhida para aquele dia. Só pra variar, não havia uma nuvem no céu.

Percorremos a espetacular trilha sobre cristais de quartzo branco. Toda a extensão da trilha é forrada por cristais, lindo de se ver. Dizem até que, se olhar uma foto de satélite ali da região, aquele lugar emana uma luz branca lindíssima. Passamos por diversos buracos de garimpo desativados, e por plantas que jamais imaginei conhecer (como essa plantinha carnívora aí do lado).

“O cerrado corresponde a 33% da biodiversidade brasileira”, dizia a placa. E logo em seguida, fomos apresentados a uma espécie de árvore super interessante, da qual infelizmente não lembro o nome. Dela nasce uma frutinha saborosa, mas que se você comer demais causa dor no estômago. Mas não se preocupe: das folhas dessa mesma árvore, faz-se um chá que, curiosamente, é tiro-e-queda para dor de estômago. Pode essa natureza ser mais perfeita?

Passamos também por pedras com uns líquens coloridos: roxo, cor-de-laranja, amarelo (veja foto)... da primeira vez que eu vi, cheguei até a pensar que poderia ser algum tipo de vandalismo, porque as cores eram tão fortes que parecia tinta. Hananda explicou que esses líquens só nascem em locais em que o ar é extremamente puro. Oba, virou regra: toda vez que passava por uma pedra daquelas, respirava fundo...

A primeira queda a que se chega é a Cachoeira das Carioquinhas (foto). Diz a lenda que duas cariocas desbravavam a região quando encontraram esta belíssima queda. E assim ficou o nome. Um mergulho gelado e delicioso, alguns minutos de descanso, e seguimos o passeio até chegar ao Cânion 2.

Era uma grande piscina natural, com duas plataformas para quem se arriscasse a pular (eu pulei das duas – frio na barriga master hehe) e um corredor ladeado por paredões de água que, nessa época da seca, dá pra nadar e ver de baixo, tranquilamente. Fiquei boiando naquela água e pensando no privilégio que é poder fazer pelo menos uma viagem desta por ano.

E seguimos para a terceira e última parada: Cânion 1. Este fica fechado na época das chuvas, mas neste período dá pra sentar na parte de cima e ficar admirando os paredões. Neste último, não há jeito de mergulhar, só de contemplar (foto).

Importante lembrar que cada parada dentro do parque possui dois bombeiros, o que reforça a sensação de segurança e de organização. Ah, sim! E paga-se a simbólica taxa de R$ 3,00 para entrar, além da diária do guia, fixada em R$ 60,00.

Felizes e cansados, chegamos novamente à entrada do parque. Já na volta, conversando com Hananda, demonstramos nossa vontade de ver araras. Então, ela nos contou sobre um casal de araras que se alojou em uns troncos mortos de buriti para ter seus filhotes, e tiveram três mas, em vez de seguir caminho, elas se estabeleceram ali, e de lá não saíram. Passamos em frente, paramos o carro (era bem próximo à estrada), mas nada delas.

Não desistimos. Passaríamos em frente todos os dias, até conseguir vê-las. Mal sabíamos nós das espetaculares surpresas do dia seguinte.

Fotos: PH Schneider

quinta-feira, outubro 02, 2008

Get back to where you once belonged

Mais de um mês sem escrever por aqui. Desculpa, amigo leitor. Se é que ainda tem alguém que passe por aqui, depois de acessar tantas vezes e dar de cara com o mesmo texto. Eu mesma faço muito isso: se acesso um blog durante alguns dias, e não encontro atualização periódica, ele vai aos poucos caindo no esquecimento.



As coisas não têm sido muito fáceis, em quase todos os aspectos em que se pode ter dificuldade na vida. Mas agora (espero) tudo vai ficar menos difícil – já está um pouco, eu diria – e prometo nunca mais demorar tanto para postar. Prometo!

O cúmulo da falta de tempo é aproveitar alguns momentos e traçar, à mão, os três últimos textos sobre as férias – ah! As férias, agora tão distantes – e não conseguir sequer digitá-los, ou chegar em casa tão saturada de olhar para um computador, que aquela máquina do lado da cama causa repulsa.

Ou ainda, o cúmulo da falta de tempo é aproveitar um momento na reunião com o cliente em que ninguém está prestando atenção em você, para rabiscar um pedido público de desculpas aos seus leitores, que é o que eu faço neste exato momento.

Espero sinceramente que vocês não tenham se esquecido deste humilde blog.