Caçamba cheia, estrada vazia. Plena terça-feira, início de férias, vontade de respirar novos ares, de simplesmente parar para respirar sem pensar em nada.
A Anhanguera é uma reta só, do início ao fim. Estrada gostosa de dirigir, você anda, anda, e não vê o fim, só o horizonte largo. Às vezes é assim mesmo: a gente anda e não consegue nem quer ver aonde vai parar. E as horas passam, e as paisagens passam.
E o sol nasceu lá pros lados do interior, e eu lembrei da menina dos textos bonitos que disse uma vez que os primeiros raios de sol escapando pelas nuvens eram parte de Deus, e senti Deus se manifestando por entre as montanhas.
De reta em reta, cruzamos o Estado e, com o fim de São Paulo, terminaram também os resquícios de cinza e os pedágios. Minas passou rápido: percorremos o triângulo mineiro em poucas horas, quando atingimos a divisa com Goiás.
Doze horas de viagem, avistei a capital do país. Muito prazer, senhor céu azul. Meu nome é Mariana e estou feliz em estar aqui. Logo ao entrar na cidade, duas placas me chamaram a atenção:
“Senhores visitantes: em Brasília, os pedestres são respeitados.”
“Senhores visitantes: procurem não buzinar.”
Pouco depois, o carro na minha frente para: uma garota estava passando. Não havia farol nem nada além da educação do rapaz. Fiquei pasma, era verdade. Os pedestres são respeitados.
Confesso que achei que a cidade fosse mais bonita. Não estou falando dos monumentos e cenários de Niemeyer que só tinha visto no Jornal Nacional até então, mas da vista da cidade como um todo. Não sei explicar.
É fato que é organizada, chega-se a qualquer lugar pegando o “eixão” ou o “eixinho” – fazendo a tal da tesoura –, e qualquer um que esteja familiarizado com a disposição das ruas encontra facilmente um endereço sem nenhuma indicação.
No Plano Piloto os prédios não têm mais de 6 andares, todos com o mesmo estilo arquitetônico. Eles têm cara de prédio antigo, todos. Taí uma característica de São Paulo à qual me acostumei. No alto de seus 454 anos, os prédios são modernos, espelhados, enquanto que desde a década de 50, quando da fundação de Brasília, parece que a paisagem da cidade não mudou muito.
Mas não se pode negar o conforto das avenidas largas e do trânsito organizado mesmo com grande volume de carros.
Instalados, resolvemos descansar. À noite, um passeio pelos principais pontos turísticos revelaria mais belezas e novas experiências.
segunda-feira, julho 28, 2008
segunda-feira, junho 30, 2008
Au revoir
Este blog estará em recesso até o dia 15 de julho. Fiquem tranqüilos, eu não estou indo para uma clínica de tratamento para depressivos hehe... Apesar dos posts, meus últimos dias não têm sido assim tão ruins, veja só:Fui assistir Miss Saigon! Os atores cantam, dançam e interpretam maravilhosamente bem, o cenário é lindo, cheio de luzes e efeitos visuais (com direito a fogos de artifício dentro do teatro e projeção perfeita de um helicóptero)... no começo, pra quem não está acostumado a musicais, é um pouco estranho ouvir os atores dando “bom dia” de forma cantada. É até engraçado. Mas você acaba se envolvendo de tal forma com a história dos personagens, que no fim a emoção rola solta de verdade.
Ajudei a idealizar a festa junina mais engraçada em que já estive. Com direito a mesa de guloseimas, fogueira, quadrilha, bandeirinhas (muitas bandeirinhas!) e tudo o mais, só que totalmente exclusiva, entre amigos. Diversão do início ao fim, com o túnel que terminava no fogo, a dança do quadrado coletiva e a despedida do querido Matheuzinho.
Estive também em Jaú, paraíso dos calçados. A viagem é cansativa, são quase 400 km de São Paulo, mas pra quem estava quase zerada de sapatos (meu caso), é uma oportunidade e tanto. São três principais shoppings só de calçados, e batendo muita perna é possível encontrar preços excelentes. Bota de couro cano alto a R$ 95,00 e sapato de salto em couro por R$ 30,00 foram as melhores aquisições.
A partir de amanhã, me encontre em alguma das muitas cachoeiras do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Tipo essa aí da foto. Fui!
sexta-feira, junho 20, 2008
É cada uma...
A Neotix informa que não teve interesse neste serviço, mas, caso a sua empresa tenha, não hesite em entrar em contato com este rapaz.
De: Website - Neotix [mailto:samuelelias01@yahoo.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 19 de junho de 2008 15:01
Para: Contato
Assunto: Contato
Nome: Samuel Elias
Telefone: 31 88910352
Área: Outros
E-mail: samuelelias01@yahoo.com.br
Mensagem: Me chamo samuel, solteiro, 28 anos, com perfeita saude física e mental, NÃO TENHO NENHUMA TATUAGEM, e me proponho a fazer uma tatuagem com a logomarca de sua empresa e permitir o uso da minha imagem, por periodo e valor a combinar contratualmente. Aguardo resposta, uma vez que, não havendo interesse por parte dessa empresa, pretendo fazer proposta identica a outras empresas. Grato Samuel 8891-0352
Perfeita saúde física e mental? Ah, tá.
De: Website - Neotix [mailto:samuelelias01@yahoo.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 19 de junho de 2008 15:01
Para: Contato
Assunto: Contato
Nome: Samuel Elias
Telefone: 31 88910352
Área: Outros
E-mail: samuelelias01@yahoo.com.br
Mensagem: Me chamo samuel, solteiro, 28 anos, com perfeita saude física e mental, NÃO TENHO NENHUMA TATUAGEM, e me proponho a fazer uma tatuagem com a logomarca de sua empresa e permitir o uso da minha imagem, por periodo e valor a combinar contratualmente. Aguardo resposta, uma vez que, não havendo interesse por parte dessa empresa, pretendo fazer proposta identica a outras empresas. Grato Samuel 8891-0352
Perfeita saúde física e mental? Ah, tá.
quinta-feira, junho 19, 2008
Guarde esta fachada para nunca entrar neste local
Sendo este um espaço democrático, e tendo eu indicado o estabelecimento há poucos dias (mais precisamente, há três posts), sinto-me na obrigação de alertar os meus leitores sobre o mau atendimento do Tortula, padaria-mercadinho-pizzaria-cervejaria no Brooklin.Estive lá na noite passada, para comemoração do aniversário de um amigo e, por não ter jantado, pedi um sanduíche (já citado) de salmão, chamado Oslo. Depois de quase meia hora, solicitei ao garçom que verificasse se o sanduíche já estava vindo, visto que não era possível demorar tanto pra montar umas fatias de salmão numa ciabatta com cream chease e alface roxa.
Depois de consultar a cozinha, o garçom (de nome Michel – guarde este nome, foi o pior garçom que já me atendeu na vida) retornou, com a cara mais lavada desse mundo, dizendo que não tinha salmão.
Indignada, perguntei se ele tinha esquecido de anotar o pedido, pois só depois de ter cobrado o sanduíche, ele me avisara disso. Ironicamente, ele respondeu: “eles estavam procurando lá dentro”. Como se demorasse meia hora para alguém descobrir se tem salmão ou não! Achei aquilo um desrespeito enorme, mas, com muita fome, preferi pedir que ele trouxesse então o cardápio, para que eu pudesse fazer outro pedido.
E ele voltou, com o cardápio DE CERVEJAS. Porque lá são duas opções de cardápio: de cervejas e de comida. E o idiota, além de não ter anotado o meu pedido, não teve sequer o cuidado de prestar atenção ao cardápio que ia me levar. Fui até ele, mas como não sou de barraco, só falei um tom mais alto: “VOCÊ SÓ PODE ESTAR DE BRINCADEIRA COMIGO, NÉ??”
Depois de muito desgaste, pedi um hambúrguer com catupiry. Depois de um tempo, chega o sanduíche, GELADO, hambúrguer CRU. De tanta fome, preferi comer mesmo assim. E ainda me fez mal.
Me senti absurdamente desrespeitada neste estabelecimento. Não foi a primeira vez que fui lá, mas com toda certeza foi a última.
terça-feira, junho 17, 2008
Sobre como minha segunda-feira se tornou um dia difícil
Segunda-feira já é um dia estranho... na maioria das vezes, você não descansou o suficiente no final de semana, pelo contrário! Você aproveita os momentos de folga pra encontrar os amigos, tomar umas cervejas, e acaba ficando mais cansado ainda pra começar a semana.Aí você acorda com o despertador tocando às 06h30, e se lembra que era pra ter ajustado pras 06h10, pra dar tempo de fazer as coisas com calma. Mesmo assim, resolve adiar o martírio por mais 5 minutos.
Antes dos 2 minutos de sono extra, você se lembra que tinha retorno no ortopedista. Como foi esquecer? Bom, então você dá um pulo da cama e corre pra se arrumar... tem que ser alguma roupa confortável, afinal, você tem uma maratona pela frente, porém tem que estar arrumada, pois tem reunião no cliente de tarde.
Você chega no hospital e pega o resultado da ressonância que fez. Diagnóstico: condromalácia patelar nível IV, nos DOIS JOELHOS. Legal, porque agora que você está pegando o ritmo na academia, começando a ver os resultados, você vai ter que parar por causa desses benditos desgastes na cartilagem. Murphy entrando em ação.
O médico recomenda: pare de malhar por dois meses pelo menos. Faça fisioterapia. Bolsa de gelo durante 20 minutos, 3 vezes ao dia. Ah tá, ninguém trabalha, não é mesmo? Aí você fica bem chateada com isso, e vai embora com algumas receitas na mão. Não sabe se para de malhar, se adapta o treino para tratar o joelho, se casa ou compra uma bicicleta. Espera o ônibus a caminho do trabalho passando o maior frio da sua vida, já que - pra variar - você errou na roupa. Ela era confortável, era um mínimo elegante para encontrar o cliente... mas não aquecia, que ótimo!
Chega ao escritório por volta das 09h00 e, ao ir ao banheiro, nota um fio de cabelo branco. Não pode ser! Eu tenho só 23 anos! Bem que meus pais sempre falam: "você é preocupada demais, filha." Aí você resolve achar que não é um fio de cabelo branco, mas sim é um fio que tomou sol e ficou clarinho. E ai de quem discordar!
Já meio arrasada com a condromalácia e com o fio de cabelo, você liga seu computador e nota que há MUITO a fazer. Você tenta loucamente resolver todas as questões pendentes e almoça correndo às 13h30, pois a reunião terá início às 14h00. Aí você sai, e o projeto mais importante da sua vida simplesmente não impressiona.
Tudo bem, ninguém olhou a fundo pra identificar todos os textos que você escreveu sobre os 40 produtos da empresa, e só o que comentam é que uma determinada frase está "tosca" e precisa ser substituída. Você engole seco, e só pensa que seu esforço vai ser recompensado quando o projeto estiver dando resultados fantásticos pra empresa. Deixe estar.
Depois de 4 horas de reunião, você retorna e vê que ainda há muito o que fazer. É uma questão de comprometimento, e, depois de ouvir elogios emocionados do seu chefe, você acaba ficando no trabalho até às 21h30, quando seu santo namorado se oferece para ir te buscar. Nunca uma mexerica e meia hora de papo pareceram tão gratificantes. Parece que as coisas vão melhorar, enfim.
Você chega em casa, arranca a roupa do dia todo e só pensa no seu banho quente. Já está ligando o chuveiro no melhor estilo "hoje eu só quero que o dia termine bem", mas é claro, Murphy surge como uma nuvenzinha acima da sua cabeça, e a água não esquenta. Ótimo!
De toalha, você atravessa a casa, sob um frio de 9 graus (ok, dentro de casa devia estar uns... 10 graus), e finalmente consegue tomar um banho quente e demorado. Não muito, porque a conta de água tem vindo catastrófica, e a de luz também. Só o que importa é que o dia estava chegando ao fim.
Já de pijamas, você janta um macarrão maravilhoso que a sua mãe fez, e pensa que, dentro de poucos minutos, você vai deitar na sua cama, com o seu travesseiro. Tsc tsc tsc. Ledo engano. Você chega no quarto e a sua irmã, como um anjo, dorme na sua cama, porque a dela está bagunçada demais pra servir de cama pra alguém. Você até tenta chamar, mas acaba ficando com dó de tirá-la de baixo das cobertas.
Então, você vai dormir na cama do seu irmão, mais dura que a sua, e num quarto mais frio que o seu. Só que você não consegue desligar a cabeça e fica pensando em tudo o que aconteceu no dia. Então, resolve ligar o rádio bem baixinho, até pegar no sono.
sexta-feira, junho 06, 2008
Trocadilho infame do meu pai na noite de ontem
Oi, George! O Ringo Starr?
Não, ele foi Paul McCartney no correio.
Pra quem?
Pro John!
Mas o John não sabe Lennon!
Digna de Túlio essa, hein? Tsc, tsc, tsc.
Não, ele foi Paul McCartney no correio.
Pra quem?
Pro John!
Mas o John não sabe Lennon!
Digna de Túlio essa, hein? Tsc, tsc, tsc.
terça-feira, maio 27, 2008
Overdose gastronômica
Menu do feriado (aconselho não ler se estiver com fome):
Quarta-feira
Paprika de filet para comemorar o aniversário da mamis. Filet mignon grelhado com molho paprika e knödel. No Jucalemão: Rua Nhu-Guaçú, 303 - Aeroporto - Tel: 5531-4747
Quinta-feira
Sobremesa com dois maravilhosos doces (trufa E mousse, sim, acreditem!) na Bella Paulista. É bem difícil que alguém não conheça. Rua Haddock Lobo, 354 - Centro - Tel: 3214-3347
Sexta-feira
A boa e velha pizza, prato comum às sextas-feiras, com borda recheada de catupiry. Com direito a brigadeiro autoral de sobremesa. Na pizzaria mais próxima da sua casa :)
Sábado
No almoço, camarão ao catupiry na moranga (esse é da mamis, qualquer hora passo a receita). No jantar, uma visita ao Tortula para comemorar o aniversário do PH apreciando porções de bolinho de mandioca, o d-e-l-i-c-i-o-s-o sanduíche Oslo (salmão defumado, cream cheese, alface roxa, limão e pimenta do reino na ciabatta) e, como não poderia deixar de ser, o melhor mousse de chocolate da cidade. Av. Santo Amaro, 4371, esquina com R. Bernardino de Campos - Brooklin. Tel: 5041-6680
Quarta-feiraPaprika de filet para comemorar o aniversário da mamis. Filet mignon grelhado com molho paprika e knödel. No Jucalemão: Rua Nhu-Guaçú, 303 - Aeroporto - Tel: 5531-4747
Quinta-feira
Sobremesa com dois maravilhosos doces (trufa E mousse, sim, acreditem!) na Bella Paulista. É bem difícil que alguém não conheça. Rua Haddock Lobo, 354 - Centro - Tel: 3214-3347
Sexta-feira
A boa e velha pizza, prato comum às sextas-feiras, com borda recheada de catupiry. Com direito a brigadeiro autoral de sobremesa. Na pizzaria mais próxima da sua casa :)
Sábado
No almoço, camarão ao catupiry na moranga (esse é da mamis, qualquer hora passo a receita). No jantar, uma visita ao Tortula para comemorar o aniversário do PH apreciando porções de bolinho de mandioca, o d-e-l-i-c-i-o-s-o sanduíche Oslo (salmão defumado, cream cheese, alface roxa, limão e pimenta do reino na ciabatta) e, como não poderia deixar de ser, o melhor mousse de chocolate da cidade. Av. Santo Amaro, 4371, esquina com R. Bernardino de Campos - Brooklin. Tel: 5041-6680
Domingo
Pernil de carneiro com batatas e brócolis na Cantina Montecchiaro. Dá pra cortar a carne com colher, de tão macia, e serve 3 pessoas com muita fome. Rua Santo Antônio, 844 - Bexiga - ao lado da 13 de maio. Tel.: (11) 3257-4032
Pernil de carneiro com batatas e brócolis na Cantina Montecchiaro. Dá pra cortar a carne com colher, de tão macia, e serve 3 pessoas com muita fome. Rua Santo Antônio, 844 - Bexiga - ao lado da 13 de maio. Tel.: (11) 3257-4032
Peço desculpas públicas ao meu aparelho digestivo por tamanha gula :P
sexta-feira, maio 23, 2008
Teatro
Para assistir durante a semana...
Quem gosta de teatro já ouviu falar na Oficina dos Menestréis. Mesmo que não tenha assistido nada, já leu por aí a respeito dos musicais que eles promovem. A Oficina é, na verdade, um curso de teatro, dividido em grupos (há cursos para cadeirantes, pessoas da terceira idade, jovens, etc). Ao final do curso, os alunos apresentam um dos musicais do grupo (conheça os musicais aqui).
Todas as quintas-feiras, no teatro Bibi Ferreira, está em cartaz a peça "Intimidades.com", monólogo humorístico com o ator baiano Renato Piaba. Piaba fez uma pesquisa na internet com homens e mulheres, buscando informações sobre as intimidades de cada um, e descobriu coisas interessantes, como os tipos de beijo que os homens gostam, ou a forma com que as mulheres se comunicam secretamente com os olhares....
Tudo isso é mostrado na peça de uma forma engraçadíssima, com o ator interagindo com o público (tirando onda com absolutamente todas as pessoas) e com uma tela de plasma, em que dois repórteres se alternam fazendo perguntas. Pra dar muita risada com coisas bobas, é uma boa pedida.
Intimidades.com
Teatro Bibi Ferreira
Todas as quintas às 21h - até 31 de julho
Av. Brigadeiro Luis Antônio, 931 - Bela Vista
Tel: (11) 3105-3129
§§
Para assistir aos finais de semana...
Quem gosta de teatro já ouviu falar na Oficina dos Menestréis. Mesmo que não tenha assistido nada, já leu por aí a respeito dos musicais que eles promovem. A Oficina é, na verdade, um curso de teatro, dividido em grupos (há cursos para cadeirantes, pessoas da terceira idade, jovens, etc). Ao final do curso, os alunos apresentam um dos musicais do grupo (conheça os musicais aqui).Até o dia 1º de junho, está em cartaz o musical "Friks". Com um elenco numeroso (e muito entrosado, diga-se de passagem), a peça fala de emoções humanas. Seja o dia-a-dia estressante no trabalho, um momento de depressão, ou a emoção de uma partida do seu time. Com uma talentosa banda ao vivo, o espetáculo realmente mexe com os sentimentos. Ah sim, e o caipirinha apaixonado é meu amigo Fabrício Teixeira, que estréia como ator em grande estilo. :)
Friks
Teatro Dias Gomes
Rua: Domingos de Moraes, 348
Sábados, às 21h; domingos, às 20h
Tel: (11) 5575-7472
terça-feira, maio 20, 2008
Mês do jumento
Porque tem épocas em que a gente se sente feito o jumento dos Saltimbancos.
O pão, a farinha, feijão, carne seca
Quem é que carrega?
Hi-ho
O pão, a farinha, o feijão, carne seca
Limão, mexerica, mamão, melancia
Quem é que carrega?
Hi-ho
O pão, a farinha, feijão, carne seca
Limão, mexerica, mamão, melancia
A areia, o cimento, o tijolo, a pedreira
Quem é que carrega?
Hi-ho
A jumenta está carregando os pães, limões e areias de muita gente.
Mas quando a carcaça ameaça rachar
Que coices
Que coices
Que coices que dá.
Antes de sair dando coice, tente acreditar: TODO ESFORÇO SERÁ RECOMPENSADO.
Não estou pregando nada, gente, não é auto-ajuda. É pra mim mesma isso.
O pão, a farinha, feijão, carne seca
Quem é que carrega?
Hi-ho
O pão, a farinha, o feijão, carne seca
Limão, mexerica, mamão, melancia
Quem é que carrega?
Hi-ho
O pão, a farinha, feijão, carne seca
Limão, mexerica, mamão, melancia
A areia, o cimento, o tijolo, a pedreira
Quem é que carrega?
Hi-ho
A jumenta está carregando os pães, limões e areias de muita gente.
Mas quando a carcaça ameaça rachar
Que coices
Que coices
Que coices que dá.
Antes de sair dando coice, tente acreditar: TODO ESFORÇO SERÁ RECOMPENSADO.
Não estou pregando nada, gente, não é auto-ajuda. É pra mim mesma isso.
quinta-feira, maio 15, 2008
Dica
Mesmo nestes dias de friozinho gostoso, quando você reluta pra sair da cama e pega a primeira blusinha-velha-quente-de-manga-comprida pra colocar por baixo das trocentas blusas de lã e jaquetas que você vai vestir, pense bem.
O tempo pode virar totalmente e você vai passar o dia suando feito uma porca. Ou, se conforto for uma prioridade na sua vida, você vai passar o dia desfilando por aí com uma blusa horrenda, talvez manchada, quem sabe até furada, veja só!
A situação pode se complicar ainda mais se o seu chefe te chamar para uma reunião de última hora. Neste caso, o conforto vai ser deixado de lado, você vai colocar a blusa de lã por cima e torcer para o seu novo cliente ter uma sala de reunião com ar-condicionado, e ainda: torcer para que o ar esteja ligado em temperatura glacial.
Um dia eu aprendo.
O tempo pode virar totalmente e você vai passar o dia suando feito uma porca. Ou, se conforto for uma prioridade na sua vida, você vai passar o dia desfilando por aí com uma blusa horrenda, talvez manchada, quem sabe até furada, veja só!
A situação pode se complicar ainda mais se o seu chefe te chamar para uma reunião de última hora. Neste caso, o conforto vai ser deixado de lado, você vai colocar a blusa de lã por cima e torcer para o seu novo cliente ter uma sala de reunião com ar-condicionado, e ainda: torcer para que o ar esteja ligado em temperatura glacial.
Um dia eu aprendo.
segunda-feira, maio 12, 2008
Pari(mos) um novo filho
Revista Company 25 anos no formato NeoReader
Se você já precisou fazer um trabalho acadêmico, provavelmente passou pela situação de encontrar várias publicações na internet, mas não saber ao certo qual a sua procedência. Dá um medinho de fazer citações a autores-fantasma, ou de ler uma grande bobagem bem escrita que engana qualquer um, menos o professor que vai avaliar o seu trabalho.
Se você já precisou apresentar algum texto ou portfólio a alguém, pode ser que tenha encontrado dificuldades em enviar arquivos muito pesados por email. Ah! Pode ser também que você tenha escrito um livro, um conto, poemas ou até um gibi, mas nunca tenha tido um espaço para mostrar este material para as pessoas.
Foi pensando nisso que a Neotix criou o NeoReader, um portal para publicação e compartilhamento de arquivos. Para se cadastrar é muito simples: basta inserir seu nome e e-mail, e começar a publicar. As pessoas cadastradas podem personalizar a página inicial, nomeando as caixinhas conforme os assuntos de seu interesse. Assim, ela é avisada sobre novas publicações com o assunto desejado.
A versão beta do portal entrou no ar na semana passada, e já conta com centenas de publicações. Esta blogueira que vos fala foi a responsável por todos os textos do site, e aproveitou para criar também um novo blog. Lá, eu falo sobre dicas de uso e conto todas as novidades sobre o projeto!
sexta-feira, maio 09, 2008
Bernardo e sua musa
Bernardo tem 19 anos. Parece menos, quando se olha pra ele. Parece mais, quando se começa a conversar. Acostumado a ajudar em casa desde pequeno, tem uma maturidade incomum aos garotos de sua idade.É um menino romântico. Pouco se importa com as atrizes pornôs que seus colegas cismam em mostrar a ele. Porque ele quer um amor de verdade. Apesar da pouca idade, ele prefere escolher uma só menina e se dedicar a ela.
Foi assim no amor platônico que nutriu pela filha de seu chefe. Conheceram-se na internet, e mesmo sabendo do abismo que havia entre eles, e do risco de perder o emprego, ele insistiu. E ela dava bola, do tipo que sabe que é bonita. Mas eram muitas as diferenças, e a qualquer momento o chefe poderia descobrir e acabar com a vida dele. Não deu certo.
E foi na estação de metrô que ele nomeou sua nova musa. A menina aparentava ter a mesma idade dele. Linda, cabelos castanhos caídos nos ombros, olhos verdes. Cruzaram-se alguns dias, ele a caminho do curso, ela provavelmente a caminho da faculdade, porque levava sempre muitos livros, e ele tinha vontade de pedir pra ajudar a carregá-los.
Passadas duas semanas, depois de se cruzarem diversas vezes na mesma estação, Bernardo teve uma idéia: havia trocado de celular naquela semana e, na ocasião, portava o novo e o antigo. Resolveu entregar a ela o antigo, com a desculpa de que ligaria mais tarde para conversarem. Tomou coragem e foi até a garota que, sem falar nada, pegou o celular e seguiu seu caminho.
Um pouco aliviado por ter feito tudo conforme o planejado, mas ainda sem saber o que na verdade a menina tinha achado, Bernardo desceu em sua estação e foi para a fila do ônibus. Pegou o celular novo nas mãos, estudando a melhor abordagem, a hora certa de ligar... Iria propor um almoço? Um cinema? Não sabia ao certo.
Foi quando uma nuvem pairou sobre a sua cabeça. Como naqueles desenhos, em que você anda e a nuvenzinha acompanha, e todo o restante está ensolarado e só você está nublado e os pensamentos se misturam e sua visão fica embaçada...
Naquela hora ele se lembrou que NÃO HAVIA LIGADO O CELULAR!
Ou seja, se houvesse alguma possibilidade de a menina querer falar com ele, ela não conseguiria, porque o celular exigiria uma senha para ser habilitado e, obviamente, ela não sabia esta senha! E, pra completar, com o final de seu curso ele não poderia mais sair naquele horário em que se cruzavam.
Sentiu-se um completo idiota. Como poderia ter esquecido esse detalhe tão importante? Pensara em tudo, a forma de falar, a roupa que estava vestindo, a abordagem... Mas esquecera do principal.
Perdera a garota e o celular.
quinta-feira, maio 08, 2008
Fordunço cultural
Eu era uma das espremidas aí no meio.Eram muitos os locais em que iriam acontecer as apresentações da Virada Cultural, por isso optei pela região central, pois os principais shows seriam por lá. Vários palcos, cada um com um tema, traziam artistas de todo tipo e todo Brasil.
No primeiro horário, precisava escolher: Mariana Aydar ou Dona Inah? Confesso que a primeira faz mais o meu tipo, mas, como paramos perto do Largo de Santa Efigênia, acabei assistindo à apresentação da sambista, convidada da comunidade Samba da Vela. Como estava no início do evento, a pista ainda estava vazia, o que me permitiu sambar e cantar horrores... Adorei.
Eram mais de 19h quando deixei o Palco dos Bambas, em direção ao Pateo do Colégio. Talvez desse tempo de pegar alguma coisa do Mundo Livre S/A, não fosse a pouca noção do centro que tinha, somada à falta de orientação dos policiais que tentaram me auxiliar. Resultado: cheguei ao palco Bandas Independentes na contramão de centenas de pessoas, que deixavam o show. Mas peguei o Vanguart, grupo folk de Cuiabá, que estava animadíssimo e demonstrou muita qualidade musical.
Terminado o Vanguart, passei pela pista de reggae, onde o rastafári Sine Calmon começava sua apresentação. Centenas de regueiros se amontoavam para ver o músico, que já foi muito criticado por sua postura religiosa em relação à música. Arrumei um lugar bacana na lateral, e vi o show inteiro.
Depois disso, corri para tentar pegar alguma coisa do show da Gal, que acontecia no palco São João. Que sorte! Consegui escutar as duas últimas músicas, e senti que talvez não precisasse ter ouvido mais que isso. Foi lindo participar de um coro de milhares de pessoas cantando “Trem das Onze”, e do final emocionante com “Sampa”.
Daí, era escolher: assistir Marina De La Riva na Rio Branco, enfrentar uma fila para tentar assistir Sá, Rodrix e Guarabyra, ou ficar por lá mesmo e aguardar o Zé Ramalho. Como muitas pessoas saíam do local, preferi ficar por lá mesmo, e me posicionei perto do palco. Mal sabia eu que, em poucos minutos, o lugar se transformaria num inferno.
Se não foi o momento mais claustrofóbico da minha vida, foi um dos três mais. Faltando meia hora para o show, muitas e muitas pessoas queriam se aproximar do palco, causando um empurra-empurra que me fez sentir como uma porta giratória de banco. Está rindo? É porque você não sabe o que eu passei. De rasteirinha ainda, meu Deus! Será que eu não aprendo nunca?
Muitos pisões e empurrões depois, decidi sair dali. Caminhei muito lentamente, até que cheguei a um local em que pelo menos dava pra respirar com tranqüilidade. Ou melhor, mais ou menos, porque era próximo aos banheiros químicos e, por mais que se quisesse respirar, o odor não era dos melhores.
Enfim, assisti (ops, escutei) ao show do Zé Ramalho de lá mesmo, assustada com os moradores de rua que escalavam os banheiros químicos e quase os derrubavam. Medo, muito medo. Tanto que sequer cogitei esperar os Mutantes às 3h da matina, e fui embora assim que Zé Ramalho finalizou.
No domingão, mesmo com várias opções bacanésimas para assistir (não queria ter perdido Cachorro Grande e Arnaldo Antunes, buá), não tive ânimo pra voltar pro centro. A noite anterior fora extremamente desgastante. Preferi sentar no Bar do Peixe com as amigas e apreciar patinhas de camarão e porções de cação regadas a uma cerveja bem gelada. Juro que não me arrependi.
(Foto: Marcus Desimoni - Uol)
No primeiro horário, precisava escolher: Mariana Aydar ou Dona Inah? Confesso que a primeira faz mais o meu tipo, mas, como paramos perto do Largo de Santa Efigênia, acabei assistindo à apresentação da sambista, convidada da comunidade Samba da Vela. Como estava no início do evento, a pista ainda estava vazia, o que me permitiu sambar e cantar horrores... Adorei.
Eram mais de 19h quando deixei o Palco dos Bambas, em direção ao Pateo do Colégio. Talvez desse tempo de pegar alguma coisa do Mundo Livre S/A, não fosse a pouca noção do centro que tinha, somada à falta de orientação dos policiais que tentaram me auxiliar. Resultado: cheguei ao palco Bandas Independentes na contramão de centenas de pessoas, que deixavam o show. Mas peguei o Vanguart, grupo folk de Cuiabá, que estava animadíssimo e demonstrou muita qualidade musical.
Terminado o Vanguart, passei pela pista de reggae, onde o rastafári Sine Calmon começava sua apresentação. Centenas de regueiros se amontoavam para ver o músico, que já foi muito criticado por sua postura religiosa em relação à música. Arrumei um lugar bacana na lateral, e vi o show inteiro.
Depois disso, corri para tentar pegar alguma coisa do show da Gal, que acontecia no palco São João. Que sorte! Consegui escutar as duas últimas músicas, e senti que talvez não precisasse ter ouvido mais que isso. Foi lindo participar de um coro de milhares de pessoas cantando “Trem das Onze”, e do final emocionante com “Sampa”.
Daí, era escolher: assistir Marina De La Riva na Rio Branco, enfrentar uma fila para tentar assistir Sá, Rodrix e Guarabyra, ou ficar por lá mesmo e aguardar o Zé Ramalho. Como muitas pessoas saíam do local, preferi ficar por lá mesmo, e me posicionei perto do palco. Mal sabia eu que, em poucos minutos, o lugar se transformaria num inferno.
Se não foi o momento mais claustrofóbico da minha vida, foi um dos três mais. Faltando meia hora para o show, muitas e muitas pessoas queriam se aproximar do palco, causando um empurra-empurra que me fez sentir como uma porta giratória de banco. Está rindo? É porque você não sabe o que eu passei. De rasteirinha ainda, meu Deus! Será que eu não aprendo nunca?
Muitos pisões e empurrões depois, decidi sair dali. Caminhei muito lentamente, até que cheguei a um local em que pelo menos dava pra respirar com tranqüilidade. Ou melhor, mais ou menos, porque era próximo aos banheiros químicos e, por mais que se quisesse respirar, o odor não era dos melhores.
Enfim, assisti (ops, escutei) ao show do Zé Ramalho de lá mesmo, assustada com os moradores de rua que escalavam os banheiros químicos e quase os derrubavam. Medo, muito medo. Tanto que sequer cogitei esperar os Mutantes às 3h da matina, e fui embora assim que Zé Ramalho finalizou.
No domingão, mesmo com várias opções bacanésimas para assistir (não queria ter perdido Cachorro Grande e Arnaldo Antunes, buá), não tive ânimo pra voltar pro centro. A noite anterior fora extremamente desgastante. Preferi sentar no Bar do Peixe com as amigas e apreciar patinhas de camarão e porções de cação regadas a uma cerveja bem gelada. Juro que não me arrependi.
(Foto: Marcus Desimoni - Uol)
terça-feira, maio 06, 2008
Quase duas semanas depois...
Os leitores mais assíduos devem estar se perguntando: mas que diabos aconteceu com essa menina? É, eu realmente fiquei um bom tempo sem postar, mas espero que vocês não tenham desistido de mim hehe.
Estivemos no Sky Live Multimídia, um evento patrocinado pela TV por assinatura Sky que tinha como objetivo mostrar diversas formas de interação entre música e imagem. Por isso, o Espaço das Américas foi equipado com diversas instalações, como um totem que mesclava imagens de celebridades e partes do corpo de pessoas que se deixavam filmar; um lounge (foto), em que se podia interagir com as projeções que desciam nos tecidos; e a oficina de VJ, onde pessoas aprendiam os princípios de um software de mixagem de imagens.
Fiquei devendo um retorno sobre o final de semana mais cultural de todos os tempos, certo? Pois, de início, saibam que eu não consegui fazer tudo o que queria. Acabou não sendo o final de semana mais cultural de todos os tempos. Hunf.
Bom, comecemos pela sexta-feira:
Estivemos no Sky Live Multimídia, um evento patrocinado pela TV por assinatura Sky que tinha como objetivo mostrar diversas formas de interação entre música e imagem. Por isso, o Espaço das Américas foi equipado com diversas instalações, como um totem que mesclava imagens de celebridades e partes do corpo de pessoas que se deixavam filmar; um lounge (foto), em que se podia interagir com as projeções que desciam nos tecidos; e a oficina de VJ, onde pessoas aprendiam os princípios de um software de mixagem de imagens.As atrações musicais foram o coletivo Embolex, formado por 5 integrantes (entre produtores musicais e VJs) e que contou com a participação do MC Gaspar. Não se pode negar a qualidade musical do grupo, mas confesso que não me surpreendeu. Eu sabia que o melhor ainda estava por vir.
Em seguida, tocou durante apenas meia hora o brasileiro Nepz, que despertou diferentes sensações ao mixar batidas do hip hop e elementos do jazz, além, é claro, da fusão entre imagem e som.
Pontualmente às 23h30, conforme o line-up, os britânicos do Addictive TV (que eu já tinha visto no Skol Beats do ano passado e foi fantástico) subiram ao palco. Macaquinhos levantavam placas no telão, dizendo: "Olá, São Paulo! Somos o Addictive TV", e os poucos presentes se animaram ainda mais. Poucos mesmo.
Apesar de o som ter falhado algumas vezes (para indignação de Graham Daniels e Nick Clark), a apresentação fez bastante sucesso entre os presentes, com mixagens de filmes como "O Gordo e o Magro" e "Cães de Aluguel", além de clipes do Queen e imagens de Vinícius de Moraes. Tudo isso regado a muita batida eletrônica. Não é à toa que são considerados os mestres na modalidade DVJ (disco and video jockey).
(Foto: Paulo Henrique Schneider. Mais aqui)
quinta-feira, abril 24, 2008
Música até dizer chega (dicas para o final de semana cultural na metrópole)
SEXTA-FEIRA
Sky Live Multimídia
Com Embolex Live (X), Dj Nepz (Y) e ADDICTIVE TV (EXCELENTE!)
SÁBADO
Virada Cultural com:
Mariana Aydar
Dona Inah
Mundo Livre S/A (PE)
Vanguart (MT)
Gal Costa
Sine Calmon e Morrão Fumegante
Marina De La Riva
Zé Ramalho
Sá, Rodrix e Guarabyra – Passado, Presente, Futuro (1972)
DOMINGO
Zé Ramalho
Sá, Rodrix e Guarabyra – Passado, Presente, Futuro (1972)
DOMINGO
Virada Cultural com:
Hamilton de Holanda e Danilo Brito - Vibrações de Jacob do Bandolim (1967)
Jair Rodrigues, Fabiana Cozza & Zimbo Trio - O Fino da Bossa (1964)
Mutantes
Osvaldinho da Cuica e Sílvio Modesto
O Teatro Mágico
Overcoming trio: Mallu Magalhães, Helio Flanders e Zé Mazzei
Cachorro Grande
Bruna Caram
Arnaldo Antunes
Orquestra Imperial
Dona Ivone Lara e Nelson Sargento
Lobão
Inezita Barroso - Vamos Falar de Brasil (1958)
Jorge Ben Jor
Ultraje a Rigor - Nós Vamos Invadir Sua Praia (1981)
Jair Rodrigues, Fabiana Cozza & Zimbo Trio - O Fino da Bossa (1964)
Mutantes
Osvaldinho da Cuica e Sílvio Modesto
O Teatro Mágico
Overcoming trio: Mallu Magalhães, Helio Flanders e Zé Mazzei
Cachorro Grande
Bruna Caram
Arnaldo Antunes
Orquestra Imperial
Dona Ivone Lara e Nelson Sargento
Lobão
Inezita Barroso - Vamos Falar de Brasil (1958)
Jorge Ben Jor
Ultraje a Rigor - Nós Vamos Invadir Sua Praia (1981)
Mais informações em: http://viradacultural.org/
(Quadro: Music Life, de Gockel)
quarta-feira, abril 16, 2008
Onde eles trabalham e se divertem
Logo na recepção, os tapetes de bolinhas vermelhas, amarelas, verdes e azuis faziam lembrar uma loja de brinquedos.Fomos recebidos por uma tela LCD, que anunciava: "bem-vindo! Digite seu nome e assine ao lado." Havia uma tablet, em que colocamos nossas assinaturas e, automaticamente, foi impresso um adesivo com nossos nomes. "Colem em algum lugar visível", anunciou a recepcionista.
Sentamos para aguardar o representante comercial da empresa, em confortáveis sofás coloridos. Tudo em vermelho, amarelo, verde e azul. Uma caixinha de madeira, no formato dos chiclet´s, continha muitos deles dentro. À vontade, só pegar.
Alexandre nos recebeu com um belo sorriso no rosto. Possuía uma simpatia natural, não parecia que ele estava forçando, apenas para nos conquistar como clientes. Vai saber, o povo da área comercial é sempre meio suspeito. "Querem um café, um chocolate quente?"
Então, nos levou ao refeitório da empresa, no quinto andar. Além de um buffet farto, mesas brancas contrastavam com as cadeiras coloridas - vermelhas, amarelas e azuis. No canto esquerdo, ao lado das grandes janelas de vidro, toda sorte de jogos: pingue-pongue, pinball, pebolim... Imagina só, acabar de almoçar e disputar um mini-campeonato de pebolim? Sempre fui boa nisso, ser canhota me ajudava a defender os chutes...
"Café, chá, cappuccino?" Aceitamos um café, é claro, porque uma reunião às 13h30 logo após o almoço pedia algo forte para acordar. E descemos para o sexto andar, onde ficavam as salas de reunião.
O saguão do andar de baixo era semelhante ao anterior: potes com balas diversas, sofás e cadeiras coloridos e funcionários sorrindo o tempo todo. "Que vida boa eles devem ter por aqui", supus, e confirmaria mais tarde.
Passamos pelas salas Pense bem, Pogobol e Peteca. "Nossa reunião é na sala Playmobil", disse Alexandre, e despertou boas risadas. "Aqui, cada sala tem um nome de brinquedo. E o mais legal é que, dentro das salas, há o brinquedo que as nomeiam." Fez questão de nos mostrar o Pogobol da sala ao lado, e o pião da sala que ficava no fim do corredor.
Na sala Playmobil, uma mesinha lateral continha copos d´água e uma série de bonequinhos. Divertidíssimo. Durante mais de duas horas, Alexandre nos mostrou as novas ferramentas disponibilizadas pela empresa, sempre muito didático. Contou-nos que chegara do México naquela manhã, pois estava em um congresso, e que estava um pouco gripado. Mas que tudo bem, porque em breve ele iria pra casa.
A reunião terminou por volta das 16h30, e Alexandre nos levou para conhecer o local de trabalho das pessoas de lá. Bom, eu não sei em que horário eles trabalham, mas quando passamos por lá não havia quase ninguém. Somente duas meninas, que baixavam as fotos da viagem para o México pra colocar no Orkut.
Chamou a atenção a quantidade de bonequinhos nas mesas das pessoas, um mais interativo e moderno que o outro. "Nós temos uma verba destinada a comprar miniaturas para as mesas", disse, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Em que outra empresa isso acontece?, fiquei me perguntando.
E foi então que ele nos levou para conhecer a "sala de descompressão". Eu devo ser meio caipira, porque fiquei completamente deslumbrada com a gigantesca mesa de sinuca com o logo da empresa, e com o sofá de almofadas coloridas, e com a tela de 42 polegadas, e com as guitarras e o controle do wii...
Em um dos cantos da sala, um frigobar cheio de Red Bull. Ao lado dele, uma geladeira com refrigerantes, água, chás gelados de todo tipo. Uma parede forrada de salgadinhos e chocolates, que sonho. "É aqui que fazemos happy hours", Alexandre explicou.
Abobada, fui embora. E assim foi minha tarde no Google Brasil.
domingo, abril 13, 2008
Um dia desses, num desses encontros casuais
- Moça! Moça! Bom dia!
- Bom dia.
- Posso falar com a senhora um minuto?
- Eu não posso perder o ônibus, se você quiser me acompanhar até o ponto pode vir.
- Já que a senhora está falando, então eu vou.
- Não me chama de senhora.
- Tudo bem. É o seguinte, meu nome é Márcio e eu tenho 27 anos. Você mora por aqui?
- Moro.
- Então, eu moro embaixo daquele viaduto. Eu, minha esposa e minha filha Beatriz, de dois anos. Ela é a coisa mais linda do mundo, moça.
- Sei.
- Então, eu já fui até analista na Embraer, mas acabei caindo nas drogas e fui preso.
- Preso por que?
- Assalto à mão armada.
- Hmm.
- Mas agora eu estou solto, e preciso dar de comer pra minha filha.
- É, eu já fui assaltada. Complicado... essas coisas podem traumatizar uma pessoa. Será que você se arrependeu do que fez?
- Muito, moça.
- Então menos mal, pelo menos pagou pelas coisas que fez. Toma - entregando uma nota de R$1.
- Obrigado. Mas, infelizmente, a minha sentença já foi dada - finalizou, triste, mostrando as feridas que se espalhavam pelos braços e pernas, decorrentes do HIV. E saiu.
Chorando, a moça seguiu seu caminho, sem saber a quem culpar.
- Bom dia.
- Posso falar com a senhora um minuto?
- Eu não posso perder o ônibus, se você quiser me acompanhar até o ponto pode vir.
- Já que a senhora está falando, então eu vou.
- Não me chama de senhora.
- Tudo bem. É o seguinte, meu nome é Márcio e eu tenho 27 anos. Você mora por aqui?
- Moro.
- Então, eu moro embaixo daquele viaduto. Eu, minha esposa e minha filha Beatriz, de dois anos. Ela é a coisa mais linda do mundo, moça.
- Sei.
- Então, eu já fui até analista na Embraer, mas acabei caindo nas drogas e fui preso.
- Preso por que?
- Assalto à mão armada.
- Hmm.
- Mas agora eu estou solto, e preciso dar de comer pra minha filha.
- É, eu já fui assaltada. Complicado... essas coisas podem traumatizar uma pessoa. Será que você se arrependeu do que fez?
- Muito, moça.
- Então menos mal, pelo menos pagou pelas coisas que fez. Toma - entregando uma nota de R$1.
- Obrigado. Mas, infelizmente, a minha sentença já foi dada - finalizou, triste, mostrando as feridas que se espalhavam pelos braços e pernas, decorrentes do HIV. E saiu.
Chorando, a moça seguiu seu caminho, sem saber a quem culpar.
quinta-feira, março 27, 2008
Minha semana e a nova campanha da Seda
25/03 - Mariana folheia a Revista Caras enquanto aguarda para fazer as unhas. Lê uma notícia a respeito da apresentação do Cirque de Soleil "só para celebridades", em que Taís Araújo e Adriane Galisteu apareceram com o mesmo vestido. Perguntava-se: coincidência? Olhando bem, reparei que não. Os dois vestidos eram cor-de-rosa, com pequenas exclamações onduladas. A-há!
26/03 - Mariana vai à farmácia comprar shampoo. Bate o olho em um shampoo Seda com um símbolo que lhe parece familiar: uma exclamação ondulada. Resolve ligar para o 0800 e saber do que se trata. Taís Araújo atende o telefone, explicando que em breve surgirá uma novidade, não se sabe sobre o que. Só fala sobre a relação das mulheres com seus cabelos e diz que, ao final da gravação, poderia ser gravado um depoimento, com o tema: A vida não pode esperar, e que as gravações seriam exibidas no site de mesmo nome.
27/03 - Mariana acessa o site http://www.avidanaopodeesperar.com.br/. Lá, podem-se ouvir as gravações feitas por mulheres de todo o Brasil, falando sobre momentos em que a vida não pode esperar. Não fala nada a respeito do produto que será divulgado, somente abre espaço para cadastro de e-mail e telefone e anuncia mais uma vez a "breve novidade".
No início, eu me perguntava: mas por quê diabos eles não colocaram um site? Em nenhum lugar (nem no MSN Messenger, que reparei depois que continha uma janela com aquela bendita exclamação no fundo cor-de-rosa) eles colocaram o site. Somente o 0800.
Só depois eu fui lembrar que as ações de mobile estão começando a entrar no Brasil, e provavelmente a Seda é uma das primeiras grandes empresas a investir neste tipo de publicidade. Ao entrar no site A vida não pode esperar, há a opção de se cadastrar para receber mais novidades, em que são obrigatórios nome e e-mail, e também há a opção de inserir o celular e assinalar: "quero receber mais informações em meu celular". Espertinhos... eu me cadastrei! Mas não coloquei o celular.
quinta-feira, março 20, 2008
Quem saberá a cura se não eu
Tudo começou no dia 15 de novembro do ano passado. Estávamos no Ipiranga, sentindo aquele cheiro gostoso de carro novo e tendo a difícil função de escolher um modelo confortável, minimamente equipado, bonito e dentro das possibilidades financeiras.
Por fim escolhemos, mas eu sabia que não seria o suficiente para quebrar aquela muralha dentro de mim. Sempre tive muito medo de dirigir, ou pelo menos achava que tinha. A simples possibilidade de pilotar um carro já me causava os sintomas básicos do pânico: pernas tremendo, mãos suando, coração acelerado...
Como pessoa aficionada por listas, fiz a minha relação de objetivos para 2008, que incluía desde coisas materiais até metas de comportamento e postura em relação à vida. O primeiro item da lista era: "perder o medo de dirigir". Já estava insustentável ter que depender de outras pessoas para fazer o que quisesse. Um evento no Sesc Pompéia, por exemplo, esquece! Visitar as amigas em um sábado à tarde, só de metrô ou ônibus!
Eu nunca tinha tido coragem de sair sozinha - e veja bem, isso depois de 5 anos de carta - e já estava acostumada com a insegurança minha e dos meus pais. "Fechou, filha, fechou!", diziam eles sobre o farol, que se tornava amarelo dali a 100 metros. "Breca, breca!", muitos e muitos metros antes do carro da frente.
Até que eles viajaram, e o meu carrinho ficou lá, lindo, cheirando a novo, pedindo que eu saísse nele. "Vamos lá, mulher! Uma pessoa que pega a BR-101 e ultrapassa caminhões com AQUELES buracos, AQUELA chuva..."
Foi então que resolvi pegar o carro sozinha pela primeira vez. Nunca vou esquecer: foi no dia 8 de fevereiro. Confesso que não dormi muito bem na noite anterior, pensando no que me aguardava, refazendo o trajeto na cabeça... sim, porque além do medo de dirigir, tinha (e tenho) o agravante de não ter NENHUM senso de direção!
Antes de sair, separei o primeiro cd do Otto: "é você quem vai me acompanhar nessa, meu querido". Respirei fundo, ajeitei os espelhos, liguei o som baixinho pra não me atrapalhar e liguei o carro.
Só sei que as minhas pernas não tremeram naquele dia. Nem o coração ficou acelerado, nem as mãos suaram. Tranquilamente, percorri os quilômetros que separam minha casa do escritório, enfrentando toda sorte de problemas: inconseqüente na contra-mão, ambulância, trânsito paradíssimo... entrei no prédio como se subisse num pódio: "é a primeira etapa, e eu venci".
A partir daquele dia, percebi que não tinha mais medo. Vi que toda aquela insegurança e aquele medo eram fantasmas, que eu exorcizava ao som de "o celular de Naná é a lua/a lua é o celular de Naná"...
Agora eu venho de carro todos os dias, e já consigo trocar de CD e passar batom enquanto dirijo (periiiigo...). É, ainda faço umas barbeiragens - lógico - mas também, não tinha especificado nada disso no desejo de ano novo!
Por fim escolhemos, mas eu sabia que não seria o suficiente para quebrar aquela muralha dentro de mim. Sempre tive muito medo de dirigir, ou pelo menos achava que tinha. A simples possibilidade de pilotar um carro já me causava os sintomas básicos do pânico: pernas tremendo, mãos suando, coração acelerado...
Como pessoa aficionada por listas, fiz a minha relação de objetivos para 2008, que incluía desde coisas materiais até metas de comportamento e postura em relação à vida. O primeiro item da lista era: "perder o medo de dirigir". Já estava insustentável ter que depender de outras pessoas para fazer o que quisesse. Um evento no Sesc Pompéia, por exemplo, esquece! Visitar as amigas em um sábado à tarde, só de metrô ou ônibus!
Eu nunca tinha tido coragem de sair sozinha - e veja bem, isso depois de 5 anos de carta - e já estava acostumada com a insegurança minha e dos meus pais. "Fechou, filha, fechou!", diziam eles sobre o farol, que se tornava amarelo dali a 100 metros. "Breca, breca!", muitos e muitos metros antes do carro da frente.
Até que eles viajaram, e o meu carrinho ficou lá, lindo, cheirando a novo, pedindo que eu saísse nele. "Vamos lá, mulher! Uma pessoa que pega a BR-101 e ultrapassa caminhões com AQUELES buracos, AQUELA chuva..."
Foi então que resolvi pegar o carro sozinha pela primeira vez. Nunca vou esquecer: foi no dia 8 de fevereiro. Confesso que não dormi muito bem na noite anterior, pensando no que me aguardava, refazendo o trajeto na cabeça... sim, porque além do medo de dirigir, tinha (e tenho) o agravante de não ter NENHUM senso de direção!
Antes de sair, separei o primeiro cd do Otto: "é você quem vai me acompanhar nessa, meu querido". Respirei fundo, ajeitei os espelhos, liguei o som baixinho pra não me atrapalhar e liguei o carro.
Só sei que as minhas pernas não tremeram naquele dia. Nem o coração ficou acelerado, nem as mãos suaram. Tranquilamente, percorri os quilômetros que separam minha casa do escritório, enfrentando toda sorte de problemas: inconseqüente na contra-mão, ambulância, trânsito paradíssimo... entrei no prédio como se subisse num pódio: "é a primeira etapa, e eu venci".
A partir daquele dia, percebi que não tinha mais medo. Vi que toda aquela insegurança e aquele medo eram fantasmas, que eu exorcizava ao som de "o celular de Naná é a lua/a lua é o celular de Naná"...
Agora eu venho de carro todos os dias, e já consigo trocar de CD e passar batom enquanto dirijo (periiiigo...). É, ainda faço umas barbeiragens - lógico - mas também, não tinha especificado nada disso no desejo de ano novo!
sexta-feira, março 14, 2008
É de noite, é de dia
O pedreiro faltou.
A faxineira também.
O pedreiro não calculou a quantidade certa de azulejos.
Aliás, errou feio.
E ainda cortou o dedo com a serra elétrica.
A obra não sai como desejado.
A faxineira não faz metade do que lhe é solicitado.
A conta de água subiu de R$ 25 para R$ 670.
A tv a cabo cobra serviços a mais.
A chefe a assedia moralmente todo dia.
Ela bateu o carro.
Ele também.
Transferiram-no pra onde não queria.
Querem roubar seu melhor cliente.
E isso lhe faz sentir-se no direito de não dizer "bom dia".
Eles reclamam.
E com motivo.
Mas que eu não aguento mais, eu não aguento.
A faxineira também.
O pedreiro não calculou a quantidade certa de azulejos.
Aliás, errou feio.
E ainda cortou o dedo com a serra elétrica.
A obra não sai como desejado.
A faxineira não faz metade do que lhe é solicitado.
A conta de água subiu de R$ 25 para R$ 670.
A tv a cabo cobra serviços a mais.
A chefe a assedia moralmente todo dia.
Ela bateu o carro.
Ele também.
Transferiram-no pra onde não queria.
Querem roubar seu melhor cliente.
E isso lhe faz sentir-se no direito de não dizer "bom dia".
Eles reclamam.
E com motivo.
Mas que eu não aguento mais, eu não aguento.
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