Rir faz bem. Por isso, valeu a pena assistir ao engraçadíssimo "Borat - o Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América" (Larry Charles).terça-feira, fevereiro 27, 2007
Wa Wa Wee Wa
Rir faz bem. Por isso, valeu a pena assistir ao engraçadíssimo "Borat - o Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América" (Larry Charles).domingo, fevereiro 25, 2007
In the cold light of morning
In the cold light of morningWhile everyone's yawning
You're high
In the cold light of morning
The party gets boring
You're high
As your skin starts a scratchin'
Wave yesterday's action goodbye
Forget past indiscretions and stolen possessions
You're high
In the cold light
In the cold light of morning
While everyone's yawning
You're high
In the cold light of morning
You're drunksick from whoring
And high
Staring back from the mirror's a face that you don't recognise
It's a loser, a sinner, a cock in a dildo's disguise
In the cold light
Tomorrow
As your skin starts a scratchin'
Wave yesterdays action goodbye
Forget past indiscretions and stolen possessions
You're high
In the cold light of day
Tomorrow's only a kettle whistle
Whistle away
In the cold light of day
Talvez o álcool cause ressaca depressiva.
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Brisa eterna de uma mente sem lembranças
O Túlio costuma dizer que “é preciso contar sempre as brisas, para não esquecê-las. Afinal, são tantas que elas acabam se perdendo”!
Portanto, eternizo as brisas e momentos especiais deste carnaval (ordenadas sem critério):
- Descobrir que o passarinho do Túlio estava no carro, assando, enquanto conversávamos no posto
- Chegar com a breja já gelada (obrigada, PH)
- Morrer de rir com a Camilinha e sua carne engasgada
- Ver o Kadu fazer bastão com o pescoço e gritar: “CHORA”
- Jogar “Imagem e Ação” e presenciar mímicas incríveis de coisas impossíveis como “citar”, “trilho de cortina”, “bocal” e “imã de geladeira”
- Jogar “Imagem e Ação” e ganhar o primeiro banho da noite
- Jogar “Master” em dupla com a Mi (AMARELO! AMARELO! A-HÁ! U-HÚ!)
- Conhecer pessoas novas e incríveis (Fran, Pedrinho, Raito e Carol)
- Espantar o “cãovalo surfista” Orfeu de cima do meu sanduíche
- Descobrir onde afinal fica o âmago
- “Dançar na caixa” com a Cá
- Viver um “momento nostalgia” no meio da madrugada
- Escutar o CD “vingança” nesta mesma madrugada
- Acordar com a buzina do vizinho gritando “Seu Moací!!!”
- Escutar as mesmas histórias e rir como se fosse a primeira vez
- Decorar o sítio com bexigas, plumas, máscaras e serpentinas
- Fazer fogueira e tomar vinho de garrafão, mesmo sem frio
- Escutar o Fabrício tocando violão (e o Dani falando: “Vou dormir com esse cara”)
- Fazer strogonoff com o PH e quatro quilos de frango
- Fazer macarrão com a Fran
- Ter um especialista em animais peçonhentos (Pedrinho) para identificar que aquele monstro se chamava “aranha armadeira”
- Chafurdar na lama pra encontrar o PH arrumando a bomba de água
- Fazer caipirinha de limão que acabou de sair do pé
- Brincar de dança da cadeira (e ganhar!)
- Experimentar a goiaba que o PH acabou de colher (mesmo eu não gostando)
- Estabelecer meu primeiro contato com um bicho de goiaba original
- Acordar com o Chico Buarque da Déia
- Ver o Dani com uma peruca de Xuxa falando: “Vai mandar um beijo pra quem?”
- Fazer plaquinhas para a ducha (que era uma torneira) e para o “guia de como aprender a ferver” (Túlio, plaquinha é coisa de frito, já não te expliquei?)
- Ver o Túlio com peruca e cartola gritando: “Tô parecendo o Slash”
- Ver todo mundo cheio de adereços, máscaras, perucas e chapéus, realmente “no clima”
- Ouvir a Déia lançar a pérola “Aí vai virar o bonequinho da Michelin”
- Iluminar a escuridão e descobrir que o barulho era “apenas um ruminante”
- Fazer fotossíntese debaixo de um sol arrebatador
- Fazer muitos malabares com minhas amigas
- Ver o Kadu dançar e cantar absolutamente TODAS as marchinhas de carnaval possíveis
- Literalmente ir ao chão de rir todos os dias
- TERCEIRIZAR, SEMPRE!
Lembrando de novas, acrescentem!
Obrigada a todos pelos momentos mais que especiais!
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Literatura Médica
Sim, eu caí na deles. Li na Época que o trabalho mais completo já escrito no Brasil sobre os traumas modernos e a ansiedade chamava-se "Mentes com Medo - da Compreensão à Superação", da Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva (2006, Ed. Integrare, R$ 21,90 no Submarino).quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Blockbuster
Os filmes são excelentes opções de divertimento. Se não há paciência, tempo ou dinheiro para ir ao cinema, a melhor opção é alugar um filme na locadora mais próxima. Custa mais barato, você pode ver a hora que quiser e também pode pausar para ir ao banheiro ou beber água. Além do mais, você pode ver deitado, de pijama, colocar a luz do jeito que quiser e ajustar o som pra altura que lhe agradar.
Só neste ano, já assisti muitos filmes em DVD. Coisa que não costumava fazer com tanta freqüência. Se continuar nesse ritmo, em 2007 vou ter assistido mais filmes do que na minha vida toda. (EBA!) Até agora, os assistidos foram:
- “O Código da Vinci” (Ron Howard) – não tinha lido o livro, mas resolvi saber mais sobre a intrigante história que causou polêmica no mundo todo. Achei interessante, principalmente porque muito do que é dito acerca da Igreja Católica faz realmente sentido, e quebra com alguns dogmas nos quais as pessoas cismam em acreditar. Além disso, pude rever a Audrey Tautou (Amèlie Poulain).
- “Vinicius” (Miguel Faria Jr.) – até então, o que eu tinha de Vinicius de Moraes era um livro de poesias que amo e um CD do Baden Powell, o maior violonista brasileiro de todos os tempos e parceiro de Vinicius em incontáveis músicas. Depois do filme-documentário, que às vezes é um pouco cansativo, pude saber mais sobre este apaixonado homem, que adorava grandes paixões e muito whisky. Vale pelo peso cultural dos depoimentos.
- “Obrigado por fumar” (Jason Reitman) – o nome não é dos mais atrativos, ainda mais para uma ex-fumante, mas foi indicação de expert, então resolvi arriscar. Valeu a pena. O filme mostra, através da atuação excepcional de Aaron Eckhart, como a lábia humana é capaz de grandes feitos. “Quem tem boca, vai à Roma”, ou “Quem tem boca, VAIA Roma”, como era o ditado na versão original.
- “Herói” (Ying Xiong, apresentado por Quentin Tarantino) - ok, confesso que eu dormi uns pedaços. Logo nos primeiros momentos percebe-se a beleza deste filme. A luta de espadas, por vezes irreal; a cultura oriental em sua essência; a violência; e principalmente, a fotografia, são ótimos. O contraste de cores dos cenários e figurino encantam os olhos. Um filme de arte, como os do Akira Kurosawa.
- “Clube da Luta” (David Fincher) – sem dúvida um dos melhores filmes que já assisti. Top 5 da vida toda com certeza. Edward Norton está P-E-R-F-E-I-T-O em sua atuação, e a história é intrigante. Tudo tem qualidade no filme, tanto a trilha sonora, cheia de ação, quanto os cenários, o roteiro, enfim. Um filme de 140 minutos onde eu não consegui pregar o olho, por Deus! Tem que ser muito bom.
Ranking dos filmes de fevereiro:
1° Clube da Luta
2° Obrigado por fumar
3° O Código da Vinci
4° Vinicius
5° Herói
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
GUDEBRISH
Ele faz o melhor salmão do mundo. E o melhor shimeji, e o melhor strogonoff.
Ele me leva no cinema, no parque, no zoológico. Onde precisar.
Ele me traz um filme pra assistir à noite, e de manhã me acorda com um beijo carinhoso.
§
Amo-te enfim, com liberdade/Dentro da eternidade e a cada instante
Vinicius de Moraes
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Uma viagem ao zoológico
Um dos passeios que toda pessoa deve fazer pelo menos uma vez na vida é ir ao zoológico. Sim, eu sei que os bichinhos estão lá presos, fora de seu habitat natural. Mas como experiência é MUITO legal.Eu tinha ido quando pequena, com poucos meses, por isso nem me lembrava de nada. Adorei. Não imaginava que a diversidade de animais era tão grande, tanto que nem tive tempo de ver tudo! Ficaram faltando alguns répteis, anfíbios e insetos (o formigueiro estava fechado). Até porque estava bem cansada já.
O dia estava lindo, e por isso os macacos pulavam e brincavam alegremente. Como sempre diz minha mãe, "eles impressionam pela semelhança com os humanos". E é um fato. Os bugios ficavam fazendo graça, deitavam na grama, coçavam a cabeça... engraçadíssimo. Lá tem todo tipo de macaco, até o tão famoso mico-leão-dourado, que realmente é inteirinho dourado e lindo.
Tem de tudo.... girafas elegantérrimas, com seu couro todo pintado; hipopótamos que se refrescavam, girando embaixo da água; um avestruz de desenho animado, com suas longas pernas e seu andar desengonçado; muitos felinos, entre eles o tigre branco (pena que os leões e os tigres siberianos estavam dormindo); cobras, rinocerontes, lagartos, tartarugas, jacarés, muitos, muitos bichos.
Algumas áreas totalmente dedicadas às aves também me chamaram a atenção. Descobri que os flamingos dormem em posição de yoga, com uma perna pra cima. Finalmente pude conhecer um tucano, pássaro que gosto tanto mas que nunca tinha visto. As araras, nossa como são coloridas! Queria uma pena pra fazer um brinco. Mas daquelas que caíam no chão, claro!
Descobri até que existe um pássaro chamado Marianinha! Escandalosa, precisa ver! :D
O passeio foi o máximo, me senti uma criança. Quando tiver meus filhos, certamente vou levá-los para conhecer o Zoológico. Mas vou ensinar a eles algo que muitos pais que passam por lá não ensinam: JOGAR LIXO NO LIXO. É sim, apesar de muitas lixeiras espalhadas, inclusive de coleta seletiva, muitas crianças e adultos emporcalharam a casa dos animais.
Em junho de 2007 o Zoológico completa 50 anos. Vale a pena conhecer!
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Babel
Quando "Babel" foi lançado no Brasil, na Mostra de Cinema, eu não fui vê-lo (vergonha). Mas prometi a mim mesma que iria assisti-lo no cinema assim que estreasse.
Feit0. O filme estreou e, já no primeiro final de semana, assisti. Olha, eu devia ir mais ao cinema. O filme é sensacional, em todos os aspectos.
O nome "Babel" se deve às falhas de comunicação entre os países, e como isso afeta as relações humanas. Marrocos, Estados Unidos, México e Japão se unem por um só acontecimento.
Uma criança marroquina, ao brincar com um rifle, acaba acertando uma turista americana (Cate Blanchett), que viajava com o marido (Brad Pitt) para superar o trauma de um filho que morreu.
Enquanto isso, a babá Amelia (Adriana Barraza, que concorre ao Oscar de melhor atriz coadjuvante) cuida dos dois filhos do casal, e pensa numa forma de não faltar ao casamento de seu filho, no México.
No Japão, uma adolescente surda-muda tem problemas de relacionamento com o pai (o dono do rifle que atingiu a turista americana) e encara as mudanças de seu corpo e sua mente.
Estes fatos que ligam as diferentes histórias mostram como o mundo "globalizado" ainda sofre com os problemas de comunicação.
As atuações estão perfeitas, a trilha sonora (étnica) é muito especial, a fotografia, sobrepondo diferentes contextos e paisagens dos países, é incrível. Mas principalmente, gostei da forma com que o roteiro foi montado, com colagens de cenas que me lembrou o Eisenstein (cineasta soviético de mili anos atrás que inseriu a colagem de cenas como forma de transmitir metáforas).
Enfim, um filme que vale a pena. Indicado ao Oscar de melhor filme, melhor roteiro original, duas atrizes coadjuvantes, trilha sonora e acho que só. Ir mais ao cinema já está na lista das mudanças comportamentais de 2007! ;)
E é só o começo.
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Impulsivo
Desde pouca idade, logo depois de aprender que 2 mais 2 são 4 e que a capital do Brasil é Brasília, a menina aprendeu que "é preciso pensar duas vezes antes de falar ou fazer qualquer coisa".
Bobagem, pensava ela. Imagina só o tempo que ia perder pensando DUAS VEZES antes de fazer qualquer coisa! Ainda mais sendo tão agitada!
Hoje ela TEM que parar pra pensar. Duas, três vezes. Mesmo que ela não queira, mesmo que não consiga. Ela vai ter que tentar. Porque senão, ela sai fazendo burrada e depois fica aí, chorando pelos cantos, arrependida por ser tão impulsiva.
terça-feira, janeiro 16, 2007
Jornalismo Cultural
Em tempo:Primeiro material produzido por mim e pelo Paulo sobre o Universo Paralello 2007!
FOTOS
E pra não passar sem uma imagem, coloquei esta foto minha fazendo malabares de luz!
Adivinha quem tirou??
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Onde o respeito ainda existe!
Troca de energia by PH SchneiderO festival foi incrível, como sempre. Cresceu em estrutura e número de pessoas (me parece que passaram de 7 mil). A decoração estava incrivelmente integrada à natureza, não contrastava! Acrescentava.
Tendas multi-coloridas, quatro pistas de dança que tocaram os mais variados estilos musicais. Sol forte, o inconfundível sol da Bahia, sob o qual nem mesmo o protetor fator 60 conseguia fazer muita coisa.
Quer sair correndo? Vai! Ninguém se importa se você é branco, negro ou japonês. Ou se você dança esquisito, usa roupas esquisitas ou age de forma esquisita. Lá todo mundo se entende e interage. Você é livre para ser quem quiser, contanto que respeite os outros. E nesse clima de união e respeito, seis dias de festival aconteceram, proporcionando momentos incríveis para todos que estavam lá. Aguardem a cobertura jornalística completa!
EU comecei 2007 com dois feitos históricos:
- Dirigi na estrada! Isso mesmo! Fui de Ituberá (BA) a Eunápolis (BA) e, depois, de Rezende (RJ) a Guarulhos! Essa iniciativa me trouxe uma auto-confiança jamais antes vivenciada no volante... hehe Vamos ver se neste ano eu deslancho!
- Matei uma barata. Era pequena, mas isso não vem ao caso.
Enfim, feitos inéditos só anunciam que este ano promete! E pra finalizar, trecho de um texto do Carlos Drummond de Andrade que eu li na Época:
"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí, entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente".
Assino embaixo.
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Viva vida - retrô 2006 - parte II
Mas continuando...
- Julho: tive a feliz oportunidade de cobrir o Festival Fora do Tempo, que aconteceu no final do mês na Chapada das Mesas, em Carolina, sul do Maranhão. Confesso que o esforço foi grande para chegarmos lá, pois a viagem de van de Palmas até Carolina foi bem desconfortável. Mas valeu a pena. Cada segundo, cada centavo, valeu a pena assim que pus os olhos no céu do cerrado. Nunca vi nada tão incrível como o céu do Maranhão, nunca com tantas cores. Oportunidade única de conhecer mais a fundo a cultura e opiniões de jovens de Brasília, Alagoas, Goiás, Belém. Oportunidade de fazer amigos do outro lado do país. Um pouco da cobertura do Festival: fotos , matéria e entrevista.

- Agosto: a nossa amizade começou quando o PH foi viajar para a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, e conheceu uns meninos bem especiais. A partir daí, nossas turmas se fundiram, e em agosto deste ano completou-se um ano que nos conhecemos. O encontro destas pessoas foi bem interessante, pois no início tínhamos visões bem distorcidas de quem realmente cada um era, e com o tempo fomos criando uma amizade sólida com aqueles com os quais realmente nos identificamos. Para comemorar o primeiro ano de amizade, um encontro casual no sítio do Túlio. Acho que nunca tinha parado pra pensar o quanto jogar tranca a céu aberto num sítio com amigos pode ser especial.
- Setembro: neste mês de setembro, papai do céu levou pra perto de si o meu tio Natal. Eu já havia perdido a minha avó e o meu avô maternos, mas nunca tinha perdido alguém com quem eu convivesse tão constantemente. É incrível perceber que, assim como pessoas nascem, as outras morrem, e que isto é inevitável e dolorosamente incontrolável. Como é ruim não conseguir controlar o tempo... no caso de meu tio, a morte foi a melhor solução para seu sofrimento. E eu, vira e mexe, sinto a presença dele próximo a mim, antes de dormir.
- Outubro: fui contratada como free lancer para ser a redatora oficial do núcleo Psyde & Kaballah. Excelente acontecimento para quem estava completando um ano fazendo cobertura de festas rave! O núcleo acabava de inaugurar uma agência de djs, a Crash, e precisava de um(a) jornalista para desenvolver os releases dos artistas e os textos promocionais. Adorei a experiência, e principalmente a visibilidade que isto está me dando dentro da cena eletrônica brasileira.
- Novembro: completei neste novembro de 2006, quatro anos ao lado do PH. Se eu começasse a escrever aqui novamente tudo o que isso significa na minha vida, não pararia hoje. Por isso, fica o link para um post anterior.
- Dezembro: o mês ainda não acabou (está prestes a), mas um fato BEM desagradável marcou o mês e o ano. Pela primeira vez, fui assaltada. Três moleques, se aproveitaram que estava uma chuva torrencial e atacaram a garota, que andava assustada e rapidamente para trocar um presente de amigo secreto. Aquele celular, sabe? Aquele que eu paguei em dez parcelas! Certamente foi trocado por uma pedra de crack. Minha carteira, documentos, tudo. Me deixaram com o guarda-chuva na mão, toda encharcada, sozinha, no meio da Pompéia, onde eu nunca estivera antes. Nunca me senti tão indignada e injustiçada em toda a minha vida.
Mas é isso aí. O ano passou, a vida pra variar colocou algumas provações na minha frente, como se dissesse: "vamos ver como você se sai". Posso falar? Acho que me saí bem. Os bens materiais, recupero aos poucos. A documentação, já refiz. A mágoa, ok, ainda está aqui. Mas passa.
Hoje é o meu último dia de trabalho de 2006. Estou com uma sensação boa de missão cumprida, sabe?! Sinto que fiz tudo o que pude em nome dos meus objetivos e compromissos.
Na terça-feira, partimos novamente rumo a Pratigi, rumo a um universo diferente de tudo, um universo paralelo. E lá, ao lado de algumas das pessoas mais importantes pra mim, vou refazer as energias, entrevistar meio mundo, descansar, relaxar, e pensar em tudo o que me aconteceu neste ano, pra voltar renovada e animada para cumprir todas as missões que aparecerem e enfrentar todos os obstáculos. Que venha 2007!
Viva vida - retrô 2006 - parte I
É difícil elencar os fatos mais importantes, fazer uma retrospectiva dos melhores e piores fatos, então vou escrever um post com o primeiro semestre, e outro com o segundo, para não ficar cansativo:
- Janeiro: o meu ano começou na Praia de Pratigí (sul da Bahia), no festival Universo Paralello, também conhecido como paraíso ou "o-exato-lugar-onde-eu-gostaria-de-estar-neste-momento". Mágico, como o próprio dono do festival, o qual entrevistei meses depois, definiu. Mágico. Encantador. Uma semana de U.P., depois outra semana descansando em Barra Grande (foto).Música, arte, cultura alternativa, praia, boa comida, boas companhias, cores, sol. Eu não poderia ter começado o ano de um jeito melhor.
- Fevereiro: como sempre, fugimos do agito do carnaval para nos refugiarmos em alguma praia afastada e sem luz. Pela terceira vez, a escolhida foi a Praia do Bonete, em Ilhabela, um dos lugares mais lindos que eu já conheci, e também o lugar de onde os borrachudos saem para o mundo. Os companheiros desta vez, além do PH, claro, foram a sempre amiga Camilinha e o grande amigo Kadu. Passamos o carnaval fazendo trilhas, vi uma cobra viva e várias mortas, vivemos fortes aventuras e também um dos carnavais mais engraçados dos últimos anos.
- Março: neste mês, começaram as minhas aulas de pós graduação em jornalismo cultural da Metodista. As primeiras matérias foram "Teorias da Arte Contemporânea" e "Sociedade e Cultura Contemporânea". É, foi apenas uma pequena amostra do que este curso viria representar pra mim. Um novo passo, um novo conteúdo, novos amigos e conhecimentos. Adoro.
- Abril: graças à minha amiga Helô, consegui o emprego que sempre quis. Neste mês, comecei a trabalhar como redatora na Neotix Interactive Media. Empresa jovem, procurava jornalista com vontade de crescer com a empresa e pique para reformular a comunicação empresarial. Jornalista jovem, procurava empresa que apostasse em suas habilidades para agarrar a oportunidade com todas as forças. Mais ou menos como juntar a fome com a vontade de comer.
- Maio: minha mãe comemorou seus 50 anos de forma histórica: fizemos uma grande festa de crepes, com direito à surpresas e homenagens - mais que merecidas. A festa foi linda e contou com convidados muito especiais.
- Junho: comecei a escrever paralelamente para o portal Webinsider, de tecnologia. Claro, porque agora estando numa empresa que faz sites, desenvolve ferramentas e soluções para internet, tinha a obrigação de saber mais sobre temas relacionados, e com isso passei a escrever artigos para o portal. Uma boa experiência, devo dizer. Apesar de, meses depois, ainda saber muito pouco sobre tecnologia. Aqui, alguns dos artigos que publiquei.
Continua...
Foto by PH Schneider, só pra variar.
sexta-feira, dezembro 15, 2006
O dia em que meu ídolo me reconheceu na balada
Na Tribe do dia 08 de julho, tive a oportunidade de (tentar) entrevistar o israelense Eli, responsável pelo projeto Pixel, referência mundial em trance psicodélico. Ele tinha acabado de tocar na festa e, pela primeira vez, eu havia me emocionado ao escutar uma música de psytrance ao vivo.
A música era "Face it", uma versão que ele fez versus o Gabe (Wrecked Machines), que por uma série de motivos virou a trilha sonora de uma importante fase da minha vida. Bom, ele tocou, eu me emocionei, e lá estava eu poucos minutos depois, com gravador em punho - e tremendo um pouco - para falar com o Eli.
Confesso que a decepção foi grande. Eu lá, superempolgada, desenvolvendo perguntas profundas e carregadas de emoção, e ele, monossilábico. A conversa começou mais ou menos assim:
- Eli, no que você pensa quando está produzindo?
- (Silêncio)
- Você imagina a pista de dança, o público, a energia?
- Claro!
- E o que você acha sobre as parcerias, como forma de aprimorar ainda mais os projetos?
- Acho ótimo!
E por aí foi, ou melhor, não foi. Ao escutar a fita, constatei que simplesmente não seria possível colocar no ar uma exclusiva com o Eli. O papo se transformou em um grande monte de informações vagas, sem nenhum conteúdo nem nada de interessante. Cheguei a pensar que ele havia feito isso só de birra, porque não gosta de imprensa, sei lá.
Massss.... como o mundo dá voltas, ontem finalmente tive a oportunidade de mudar minha opinião sobre o Eli, ou então recuperar a tietagem e o interesse pelo trabalho desse cara.
Estávamos na D-Edge, vendo um dos grandes nomes do house mundial discotecar com maestria: o alemão D-Nox. A casa, como sempre, estava ótima, não muito cheia, com sua decoração de luzes coloridas que já ganhou até prêmio de melhor decoração de club da América Latina.
Dançávamos bem próximos ao palco, o D-Nox como sempre dando aula de house progressivo, quando comecei a avistar alguns dos principais artistas de psytrance do mundo. Como a Tribe 6 anos vai ser no próximo sábado (16/12), todos os djs do line-up já se encontravam no Brasil ontem, e resolveram dar o ar de sua graça na baladinha da Barra Funda.
O Pixel foi o primeiro que vi, parado, também próximo ao palco. Passava despercebido entre as pessoas que dançavam, ainda mais porque estava escuro, mas eu não tinha como não reconhecê-lo. Ele deu uma 0lhadinha para mim e para o PH, acenou, sorriu, e eu fiquei contente em pensar que ele talvez tivesse lembrado de nós, da entrevista.
Pouco tempo depois, encontramos toda a patota que iria tocar na Tribe: Black & White (um dos dois hehe), Tristan, Edoardo, DUVDEV do Infected Mushroom (com o qual inclusive tiramos uma foto histórica), Du Serena, Marcelo V.O.R. (que não vai tocar mas resolveu ir aproveitar a baladinha), enfim, só a "nata", rs.
Estávamos eu e PH passando, quando senti uma mão me puxando: era o Eli!! ele abriu um sorriso e disse, em seu inglês de israelense: "I remember you! You did an interview with me!"
Óxente. Minha perna ficou até mole.
Ele me reconheceu!! Conversamos sobre a Tribe, viagens, Universo Paralello... eu percebi que ele não havia respondido à minha entrevista daquele jeito por birra. O cara fala "pra dentro" mesmo! ele é tímido, recatado, o famoso "homem de poucas palavras". Percebi que ele realmente havia gostado de conversar comigo naquela festa - mesmo que eu tenha entendido pouca coisa -, e me senti lisonjeada por ter sido reconhecida por um dos meus maiores ídolos do psytrance.
Tem coisas que só o seu ídolo pode fazer por você.
terça-feira, dezembro 12, 2006
José Arcadio Buendía e sua trupe
Primeiro, o detalhe: o livro havia sido comprado em um sebo. Com as páginas amareladas, a capa e a contra-capa soltando, o livro já trazia consigo uma carga de emoção. Emoção de todas as pessoas pelas quais o livro passou, inclusive a minha amiga.
Nunca tinha lido nada do Gabo (como é chamado por seus amigos) - sei que isso pode parecer uma vergonha para uma jornalista interessada em cultura, mas é a pura verdade - e me encantei com seu modo hipnotizante de escrever.
Durante viagens e viagens de ônibus, García Márquez me acompanhou, contando a história de José Arcadio Buendía e sua família. O homem, com alguns amigos e sua esposa Úrsula, fundou o povoado de Macondo, onde as leis e regras eram sustentadas pelo caráter dos moradores.
Com uma série de filhos, netos, bisnetos e tataranetos, todos com suas particularidades e exotismos, a história da família é contada durante cem anos, de forma brilhante. O autor utiliza descrições impecáveis das personagens e do povoado, fazendo com que o leitor se aprofunde na história e queira saber cada vez mais.
É um romance cercado de desgraças, pra falar bem a verdade. Muitas mortes, guerras, traições, relacionamentos conturbados... tipo um "Almodóvar da literatura". Só que um pouco menos escrachado e mais romântico.
Mas mesmo sendo tão sensível como sou, não consegui ficar triste diante dos acontecimentos contados. Não é o tipo do livro - pelo menos no meu caso - que faz chorar. Mas sim pensar. Com pitadas de muita beleza.*
E é isso que faz de "Cem anos" um livro tão instigante. Fundamental para entendermos melhor as relações humanas e analisar profundamente certos tipos de comportamento. Sensacional para pensarmos em como as coisas pequenas fizeram aquele povoado feliz, até que a civilização estragou tudo com as grandiosidades modernas.
A leitura é deliciosa, vale a pena. Obrigada, Camilinha. Obrigada, García Márquez. E até a próxima, com certeza.
* Sempre tento fugir das metáforas gastronômicas. Mas tá difícil!
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Os opostos se distraem. Os dispostos se atraem.
Ganhei da minha tia um cd do Teatro Mágico, "Entrada para raros". Eu já tinha ouvido falar muito neste grupo, inclusive todas as pessoas que conversaram comigo até hoje sobre o T.M. disseram a mesma coisa:- É a sua cara, você vai amar.
Inclusive a tia Maria, quando me deu o cd. Eu achei o máximo, já que realmente estava curiosa para conhecer o grupo que, junto às suas apresentações musicais, faz também performances teatrais. Não podia ter vindo em melhor hora.
O álbum é simplesmente P-E-R-F-E-I-T-O!!!
Sedenta por coisas novas, devorei o cd, faixa por faixa, e agora ele tem sido a trilha sonora de todas as minhas tardes... realmente, é a minha cara.
Fernando Anitelli, o vocalista do grupo, e também responsável pela maioria das letras, tem uma voz bem agradável, gostosa de ouvir... os instrumentos são os mais diversos, com destaque para um violino lindo, principalmente na instrumental "22-11". A percussão é bem marcada, naipe Cordel do Fogo Encantado - daquelas que dá vontade de bater o pé no chão, muito mais do que qualquer psytrance.
Mas o que mais me encantou no Teatro Mágico foram as letras... uma poesia limpa, profunda, que faz refletir... um pouco do que mais gostei por enquanto:
Toda cura pertence a nós, toda resposta e dúvida
Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto
Nenhum predicado será prejudicado
Nem tampouco a vírgula, nem a crase nem a frase e ponto final!
(Sintaxe à vontade, Fernando Anitelli)
Como arroz e feijão, é feita de grão em grão
quarta-feira, novembro 29, 2006
Catherine, a mais bela do mundo
Em dias de TPM, nada melhor do que um elogio para alimentar a auto-estima.Não me lembro quem indicou, um dia, o site My Heritage, mas sei que disseram pra colocar minha foto lá, que o computador iria mostrar com quais celebridades sou parecida.
Ok, sei que isso tudo é feito automaticamente, é o computador quem rastreia e - não sei com que critérios - escolhe as atrizes com as quais sou parecida. Provavelmente eu não teria nada a ver com nenhuma atriz famosa, mas resolvi tentar.
Bom, você entra lá, preenche um cadastro, e faz o upload de sua foto. Em poucos segundos, lá está!! Aparece uma lista de celebridades que se parecem com você, e a porcentagem de semelhança entre você e elas...
O que mais me impressionou é que, segundo o My Heritage, EU SOU 80% PARECIDA COM A CATHERINE ZETA-JONES!! (cara de pasma)
Não, vocês não estão entendendo... a Catherine Zeta-Jones, é para mim a mulher mais linda do planeta! Passa por cima de qualquer Angelina Jolie, Carolina Dieckman ou Gisele Bündchen... ela é tuuudoo!! até quando estava grávida e toda inchada estava linda!!
Meu Deus! acho que o My Heritage adivinhou que eu estava precisando de uma dessas!!
Eba, meu dia com certeza vai ser mais feliz depois disso. Poder ser que o My Heritage tenha me enganado, ou eu mesma esteja me enganando... rs... E daí?
terça-feira, novembro 28, 2006
Tá doendo, manhê!
- Você está assim porque nunca passou por nada parecido, filha.- Mas tá doendo! Latejando! Pulsando! Incomodando!
- É porque é a primeira vez que você faz uma cirurgia. Você nunca passou por nada agressivo no seu corpo... mesmo que tenha sido algo relativamente simples, a extração de um dente do ciso, sabia que você iria ficar assim.
- É porque você não viu a cara que o dentista fez quando arrancou. Ele disse: aaahhh, é por isso que estava tão difícil de arrancar! E eu, sem poder falar, claro, pensei: nossa, o que será que aconteceu?
Terminando a cirurgia, com a compressa de gelo na minha bochecha que já começava a latejar, pude ver porque ele tremia tanto e fazia tanta força para arrancar meu primeiro dente do ciso: era o maior dente da história da humanidade. Seria algo como dois dentes juntos, com raízes triplas e enormes, que se entrelaçavam.
Pedi pra guardar, como um troféu. Pelo que passei e estou passando até agora com essa bochecha inchada. Ai... me dá arrepios só de pensar que no ano que vem terei que arrancar mais dois...
- Quanto drama! - minha mãe iria dizer.
E quem iria me conhecer melhor do que ela?
quinta-feira, novembro 23, 2006
SPFC em: "Cansei de ser vice"
É, pessoal.... depois de ser vice na Libertadores e no Paulista - jogando com muita garra até o fim - o São Paulo, meu time de coração desde sempre, meu e de toda a família, empatou com o Atlético Paranaense e acabou com um jejum de 15 anos sem vencer um campeonato brasileiro.Claro, porque mesmo sem vencer, o campeonato de pontos corridos diz que o melhor é realmente quem acumulou mais pontos durante todo o campeonato, e não aquela injustiça do mata-mata que pode acabar com um time em uma partida, como aconteceu com o São Paulo e com o Santos não me lembro em qual ano.
E o tricolor, mesmo tendo empatado com o Atlético, obteve uma pontuação que nenhum outro mais conseguiria alcançar, mesmo estando a duas rodadas do final do campeonato.
Quem foi o responsável pelo primeiro gol da partida foi o Fabão, de cabeça - do jeito que ele melhor sabe fazer gols - aos 25 do primeiro tempo. O Atlético respondeu no segundo tempo, empatando a partida, mas já era tarde.
A torcida gritava empolgada os nomes de todos os jogadores: um time entrosado, redondo, completo, onde cada um teve sua participação importante, onde todos jogaram com amor à camisa e ao clube, onde, como disse certa vez o Aloisio, "somos tratados como reis pela organização e pela torcida".
É isso, tricolor campeão brasileiro, TETRA CAMPEÃO! Agora, é pensar no paulista de 2007. Só espero que os carniceiros europeus não desfalquem ainda mais o meu time de coração, porque o Fabão e o Danilo já estão indo..... um grupo bom de jogadores como esses, já viu né?
terça-feira, novembro 21, 2006
Parce que c'était lui, parce que c'était moi
Certa vez, li uma citação de Montaigne sobre sua amizade inexplicável com La Boétie, que dizia "Parce que c'était lui, parce que c'était moi", que significa "Porque era ele, porque era eu". Baseado nesta frase, o Chico Buarque fez a música "Porque era ela, porque era eu", e eu concordo com ele que esta frase pode muito bem representar uma história de amor.Tem coisas que a gente não explica, simplesmente são. E acho que com a gente também é assim. Não tem o que explicar, simplesmente é assim porque é você, e porque sou eu, e as coisas acontecem!
Neste último dia 19 de novembro completamos quatro anos juntos, e tamanha é a minha alegria em pensar que não deixamos o tempo desgastar nossa relação, muito pelo contrário (olha eu falando no tempo novamente). O tempo só nos ajudou a amadurecer e entender cada vez mais a personalidade um do outro.
Eu só tenho a agradecer por tudo, os pequenos, médios e grandes momentos que vivemos.
Obrigada por seu abraço incrivelmente quentinho, seja dormindo numa canga no Goa Gil ou numa noite fria no sul do Maranhão.
Obrigada por entender meu jeito nervosinho e aturar pacientemente as minhas TPMs (que não são fáceis).
Obrigada por me trazer sempre uma palavra de conforto, uma palavra só que muda o meu dia, a minha vida.
Obrigada por ser meu grande companheiro em todas as horas, companheiro de faculdade, de trabalho, de vida. Você sabe o significado do que é ser companheiro.
Obrigada por cuidar de mim. Seja por doença ou simples manha.
Obrigada por me ensinar a dirigir.
Obrigada por me fazer sempre comidinhas gostosas, o melhor cozinheiro que este mundo já viu.
Obrigada por me fazer crescer, pessoalmente e profissionalmente, e por permitir que eu também te ajudasse a crescer.
Você me motiva a ser melhor, e, juntos, seremos melhores a cada dia. Obrigada por tudo.
EU AMO VOCÊ. Há quatro anos, e por muitos outros ainda.