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sábado, dezembro 14, 2013

#6: Trabalhar fora do Brasil

Quem me acompanhou ao longo deste ano sabe o quanto eu queria passar um período trabalhando em NY. Perdi a conta de quantas vezes comentei com as pessoas que meu grande objetivo deste ano era conhecer a cidade. Pois bem, papai do céu foi generoso comigo e, no mês de novembro, finalmente consegui a oportunidade de passar 15 dias trabalhando na Y&R NY.

Tem no mundo todo :)
Há mais de 2 anos, tenho contato diário com a equipe de lá, então seria mais do que justo que nos conhecêssemos pessoalmente. Estava muito curiosa para conviver com eles, entender seus processos, enfim, viver uma rotina diferente de trabalho, fora do Brasil.

Fachada do prédio da Y&R NY, na Columbus Circle
E posso dizer que somos diferentes em quase tudo. Algumas impressões:

Eles não costumam sair pra almoçar. Os almoços no Brasil são parte importante do nosso dia. Às vezes, passamos um bom tempo discutindo sobre onde comer e outro bom tempo pra almoçar. Isso quando não temos que passar na farmácia ou no sapateiro. Enfim, o fato é que costumamos levar pelo menos uma hora. Eles não. É muito raro saírem pra comer, o que torna cada almoço um super programa. O costume é pedir algo e comer na mesa, ou, no caso da Y&R, ir até o terceiro andar onde tem um café e comprar uma salada ou um lanche. E também não tem muito horário certo pra isso.

Terceiro andar do prédio, onde fica o café e restaurante
Eles entram cedo e saem cedo. A rotina é muito diferente da nossa no Brasil. Lá, eles chegam às 9h, 9h30 no máximo, e por volta das 19h não se encontra mais ninguém praticamente. Tenho a impressão de que rendem muito mais também, porque ficam muito mais focados e concentrados desde cedo. Raramente se vê um grupinho de pessoas jogando conversa fora (igualzinho a gente rs) e mesmo as pausas são rápidas.


Eles não se apegam às pessoas. Estão lá pra trabalhar e pronto. No máximo, alguém te pergunta por educação como foi o seu fim de semana, mas pouca gente está de fato interessada em saber como você está e o que fez. Não se vê muita amizade entre eles e mesmo algumas pessoas com as quais tenho contato próximo não se despediram quando foram embora no meu último dia.

Meu cantinho por 15 dias.
Mesmo assim, de um modo geral me senti muito bem recebida por todos e vi que, apesar das diferenças, a rotina em si - e-mails, calls, reuniões de status - é muito parecida. Os problemas com os clientes são os mesmos, as discussões com a criação também. Com a diferença de que é tudo um pouco mais estruturado e menos "jeitinho brasileiro".

Voltei com saudade dos longos almoços e conversas regadas a saladas de frutas. Do calor das pessoas, das risadas… Mas, também, voltei disposta a trabalhar mais focada e concentrada. Vamos ver no que vai dar!

:)

Em tempo: passei mais uma semana no México, pra conhecer a Y&R e a Colgate. Lá, eles entram às 8h e saem às 17h30, e também não costumam sair pra almoçar. A grande maioria leva comida. Ah, também fui muito bem recebida por nossos amigos chicanos.

Escritório mudérno da Colgate México

sábado, setembro 07, 2013

#3: Saltar de paraquedas

Sempre tive vontade, nunca tive coragem. Até de ir em varanda de prédio às vezes me dava um pouco de aflição, então imaginei que jamais me animaria de saltar de paraquedas. Até que resolvi comprar um salto na Sky Dive Thru, uma das empresas/escolas de salto em Boituva, interior de São Paulo.

Então, era hora de achar uma companhia, afinal, tudo fica mais fácil quando compartilhado. Nada feito, fui sozinha mesmo, o que no fim das contas tornou a experiência ainda mais interessante.

Fui presenteada com um maravilhoso dia de sol. Sem nenhuma nuvem no céu, peguei a Castello Branco por 116 km até a saída de Boituva, e é super fácil chegar até o Centro Nacional de Paraquedismo. Sim, porque meu segundo grande medo era de me perder na estrada (até pelo meu histórico nada favorável), mas deu tudo muito certo!


Também dei sorte com o horário. Quando se agenda o salto, há vários avisos de que a pessoa deve dispor do dia todo, pois eles organizam os saltos por ordem de chegada e às vezes é preciso aguardar por horas. Pois o fato de eu estar sozinha fez com que eles me encaixassem logo no primeiro avião, que sairia em 20 minutos.


Foi só o tempo de conhecer o Guga, meu instrutor, vestir a roupa e o equipamento e receber um breve treinamento de como se posicionar no salto. Sem segredo: cabeça pra trás, pernas dobradas, segurar o equipamento até que ele dê o sinal. Dando o sinal, pode soltar os braços, dar tchauzinho pra câmera, mandar beijo… isso se conseguir, é claro.

Entramos no aviãozinho que subiria a 12 mil pés de altura (aproximadamente 4 mil metros). Fui uma das últimas a entrar no avião - o que quer dizer que fiquei perto da porta e, consequentemente, seria uma das primeiras a saltar.
Só tranquilidade :)

Aos poucos, Guga foi conectando meus equipamentos aos dele, prendendo meus óculos e me mostrando o que fazer na hora certa: nos arrastaríamos pra porta e eu deveria ficar nas pontas dos pés, bem na beirada do avião, com a cabeça pra trás.

De repente, a portinha se abre e o primeiro salto acontece. Era um aluno que terminara o curso pra saltar sozinho. Depois, mais dois caras saltaram sem instrutor, também alunos. Nessa hora, o frio na barriga veio forte. Era a minha vez.

Nos arrastamos para a porta, e de fato não dá muito tempo de pensar em nada. O bom é que você não precisa tomar a decisão de pular: o instrutor faz isso pra você. Quando menos se espera, já está em queda livre a mais de 200km/h, com aquela paisagem toda lá embaixo, adrenalina percorrendo o corpo todo. Só conseguia gritar, mas não sentia medo.



Quase 1 minuto depois em queda livre, chega o grande momento de puxar a cordinha e abrir o paraquedas. Dá um tranco e você é puxado pra cima, e a partir daí é só aproveitar a sensação incomparável de liberdade. Guga me deixou comandar o paraquedas, puxando para um lado e para o outro, e até brincou comigo, puxando um dos lados com força - o que fez com que a gente ficasse girando no ar em alta velocidade.



Muito experiente, o instrutor conseguiu me deixar bem tranquila o tempo todo, e me passou as últimas orientações para descermos no local estabelecido. Basta puxar as laterais da calça e colocar as pernas bem pra cima. A gente desce sentado e o impacto é zero.

Com o corpo inteiro tremendo, com vontade de gritar de alegria e êxtase, chegamos ao solo. Só conseguia pensar emocionada no quão lindo tinha sido tudo aquilo e no quanto isso representa minha coragem de encarar o que vier pela frente, sem medo.

Neste último sábado, 7 de setembro, comemorei a independência do Brasil e a minha própria.


Mais informações: www.querosaltar.com.br

domingo, agosto 04, 2013

Hoje completo 29 anos.

E me lembrei que, uma vez, fui a um festival de arte no sul do Maranhão e conheci uma senhora xamã, linda, que sob todas aquelas tendas e panos coloridos, naquele sol de mais de 40 graus e olhando para a paisagem incrível da Ilha dos Botes, me explicou a relação entre os 4 elementos e as diferentes fases da vida de uma pessoa.

Dos 0 aos 7 anos, você é terra. É grudado na mãe (sua raiz), engatinha, tem uma relação forte com a terra. Aos 7 anos, seu pulmão está formado, e você vira ar. Então, dos 7 aos 14, só quer saber de correr, brincar, rir, e fazer circular todo esse ar. Dos 14 aos 21, você é fogo, os hormônios explodem e a sexualidade aflora. Incendeia a casa toda se alguém ousar te contrariar. Então, aos 21, você vira água. E, sendo água, dos 21 aos 28 passa a percorrer caminhos novos e estabelecer seu espaço.

E então, chegam os 29 e a pergunta: quem você é agora? Porque você já foi de tudo um pouco e, pela ordem natural das coisas, teve tempo e oportunidade pra se conhecer. E a vida vem cheia de perguntas aos 29: o que você conquistou até aqui? O que pretende conquistar a partir de agora? Você já tem um caminho traçado? É feliz dessa forma? Quem é você, afinal?

Posso dizer que me sinto feliz e satisfeita com minhas conquistas até agora.

Mas quero mais!

Então, inspirada em minha amiga Regina, resolvi lançar um autodesafio: 30 novidades antes dos 30. Minha meta é viver e escrever sobre 30 novas experiências, que podem ser novos lugares, novas comidas, aventuras, qualquer coisa que represente uma novidade, seja boa ou nem tanto.

Acompanhe por aqui ou pela hashtag #maribaldin30news :)