A Cidade do México, assim como vários lugares do mundo, também tem um World Trade Center. É um dos prédios mais altos da cidade e mais parece um caixote com um cilindro em cima.
Este cilindro, em seu topo, é o Bellini, um restaurante giratório. Isso mesmo. Ele é todo de vidro e, de lá, se pode ver quase toda a cidade. Era meu último dia ali, e meu irmão resolveu me levar pra realizar a última experiência da viagem.
Posso dizer que foi bastante interessante. :)
Confesso que nem imaginava que existisse um restaurante giratório e, quando soube, fiquei pensando se o fato de o chão se mover daria um pouco de aflição, mas não. Ele gira muito suavemente, e quando você se dá conta, já apareceu uma paisagem diferente na sua frente e o lustre que estava de um lado já foi parar lá do outro lado, sem você perceber.
Pedi um carré de cordeiro com geleia de menta e batatas. SEN-SA-CI-O-NAL. E, enquanto saboreava, ia acompanhando a paisagem mudar, devagar. E apareceram as montanhas que ladeiam a cidade, e meu irmão foi me mostrando as avenidas por onde havíamos passado... Acho que não tinha uma forma melhor de terminar a viagem.
O Bellini aparece no Guinness Book como o maior restaurante giratório do mundo - tem mais de 1.000m². E eu, que quase não gosto de comer bem, não podia perder essa oportunidade :)
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segunda-feira, janeiro 13, 2014
domingo, janeiro 12, 2014
#12: Conhecer um vulcão desativado e #13: ver a neve pela primeira vez
Minha passagem pelo México foi breve. Foram 5 dias, dos quais tive apenas 1 de folga. E não podia deixar de aproveitá-lo da melhor maneira! Então, neste dia, meu irmão me levou para conhecer um dos lugares mais lindos em que já estive: o Nevado de Toluca.
Toluca é uma das principais cidades do país e fica a cerca de 80km da Cidade do México. O Nevado é um vulcão desativado que, nesta época do ano, fica coberto de neve em algumas partes. Era a oportunidade de viver uma experiência dupla: conhecer um vulcão e ver a neve pela primeira vez. Porque uma coisa é patinar no gelo; outra, é brincar com a neve e pegá-la na mão. :)
Como a cidade tem sempre muito trânsito, saímos às 6h30 e pegamos o dia nascendo. O céu estava azul royal e o sol nascia bem naquela hora. Foram quase 2 horas de viagem, com muita subida no final, e chegamos ao topo de uma montanha, onde deixamos o carro para terminar o trajeto a pé.
Pela primeira vez, entendi o que os jogadores de futebol sentem quando jogam na altitude. É realmente muito difícil viver naquele lugar! São 4.500 metros acima do nível do mar, e já nos primeiros passos percebi o quanto seria sofrido caminhar por ali. O nível de oxigênio é baixo e logo começa a faltar o ar, chegando a dar dor no peito. Inclusive, deu uma certa aflição em ver alguns atletas treinando na estradinha que levava ao vulcão.
Alguns minutos de caminhada na subida, e chegamos a ele. Lindo, enorme, e com uma lagoa de cada lado: a do sol e a da lua, ambas esverdeadas e muito bonitas.
O lugar estava totalmente vazio, o que nos permitiu curtir o silêncio, ouvindo nossa própria respiração (que a propósito estava bastante forte). Paramos na lagoa do sol pra nos refrescarmos, e seguimos a subida até o ponto mais alto, em busca da neve.
A caminhada foi se tornando cada vez mais difícil e o sol brilhava forte, mas isso não nos impediu de continuar subindo até que chegamos ao ponto mais alto da montanha. Ali, a neblina estava densa e a temperatura foi caindo mais e mais. Nem parecia o mesmo lugar que encontramos lá embaixo, onde pudemos tirar os casacos e curtir o sol quente.
Foi quando, buscando entre as pedras, achamos um ponto em que havia uma quantidade considerável de neve! O frio aumentava mais e mais, mas isso não importava naquela hora… Raspamos a neve e ficamos fazendo bolinhas, jogando nas pedras pra vê-las explodindo como crianças felizes.
Sentamos em uma pedra, entre os montes de neve, e ficamos abraçados um bom tempo, sem ouvir qualquer barulho, admirando a vista incrível, absorvendo aquela energia e agradecendo a oportunidade de ter um lugar daqueles só pra gente, mesmo que por algumas horas.
Toluca é uma das principais cidades do país e fica a cerca de 80km da Cidade do México. O Nevado é um vulcão desativado que, nesta época do ano, fica coberto de neve em algumas partes. Era a oportunidade de viver uma experiência dupla: conhecer um vulcão e ver a neve pela primeira vez. Porque uma coisa é patinar no gelo; outra, é brincar com a neve e pegá-la na mão. :)
Como a cidade tem sempre muito trânsito, saímos às 6h30 e pegamos o dia nascendo. O céu estava azul royal e o sol nascia bem naquela hora. Foram quase 2 horas de viagem, com muita subida no final, e chegamos ao topo de uma montanha, onde deixamos o carro para terminar o trajeto a pé.
Pela primeira vez, entendi o que os jogadores de futebol sentem quando jogam na altitude. É realmente muito difícil viver naquele lugar! São 4.500 metros acima do nível do mar, e já nos primeiros passos percebi o quanto seria sofrido caminhar por ali. O nível de oxigênio é baixo e logo começa a faltar o ar, chegando a dar dor no peito. Inclusive, deu uma certa aflição em ver alguns atletas treinando na estradinha que levava ao vulcão.
Alguns minutos de caminhada na subida, e chegamos a ele. Lindo, enorme, e com uma lagoa de cada lado: a do sol e a da lua, ambas esverdeadas e muito bonitas.
| Vale a pena ampliar :) |
A caminhada foi se tornando cada vez mais difícil e o sol brilhava forte, mas isso não nos impediu de continuar subindo até que chegamos ao ponto mais alto da montanha. Ali, a neblina estava densa e a temperatura foi caindo mais e mais. Nem parecia o mesmo lugar que encontramos lá embaixo, onde pudemos tirar os casacos e curtir o sol quente.
Foi quando, buscando entre as pedras, achamos um ponto em que havia uma quantidade considerável de neve! O frio aumentava mais e mais, mas isso não importava naquela hora… Raspamos a neve e ficamos fazendo bolinhas, jogando nas pedras pra vê-las explodindo como crianças felizes.
Sentamos em uma pedra, entre os montes de neve, e ficamos abraçados um bom tempo, sem ouvir qualquer barulho, admirando a vista incrível, absorvendo aquela energia e agradecendo a oportunidade de ter um lugar daqueles só pra gente, mesmo que por algumas horas.
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sábado, dezembro 14, 2013
#6: Trabalhar fora do Brasil
Quem me acompanhou ao longo deste ano sabe o quanto eu queria passar um período trabalhando em NY. Perdi a conta de quantas vezes comentei com as pessoas que meu grande objetivo deste ano era conhecer a cidade. Pois bem, papai do céu foi generoso comigo e, no mês de novembro, finalmente consegui a oportunidade de passar 15 dias trabalhando na Y&R NY.
Há mais de 2 anos, tenho contato diário com a equipe de lá, então seria mais do que justo que nos conhecêssemos pessoalmente. Estava muito curiosa para conviver com eles, entender seus processos, enfim, viver uma rotina diferente de trabalho, fora do Brasil.
E posso dizer que somos diferentes em quase tudo. Algumas impressões:
Eles não costumam sair pra almoçar. Os almoços no Brasil são parte importante do nosso dia. Às vezes, passamos um bom tempo discutindo sobre onde comer e outro bom tempo pra almoçar. Isso quando não temos que passar na farmácia ou no sapateiro. Enfim, o fato é que costumamos levar pelo menos uma hora. Eles não. É muito raro saírem pra comer, o que torna cada almoço um super programa. O costume é pedir algo e comer na mesa, ou, no caso da Y&R, ir até o terceiro andar onde tem um café e comprar uma salada ou um lanche. E também não tem muito horário certo pra isso.
Eles entram cedo e saem cedo. A rotina é muito diferente da nossa no Brasil. Lá, eles chegam às 9h, 9h30 no máximo, e por volta das 19h não se encontra mais ninguém praticamente. Tenho a impressão de que rendem muito mais também, porque ficam muito mais focados e concentrados desde cedo. Raramente se vê um grupinho de pessoas jogando conversa fora (igualzinho a gente rs) e mesmo as pausas são rápidas.
Eles não se apegam às pessoas. Estão lá pra trabalhar e pronto. No máximo, alguém te pergunta por educação como foi o seu fim de semana, mas pouca gente está de fato interessada em saber como você está e o que fez. Não se vê muita amizade entre eles e mesmo algumas pessoas com as quais tenho contato próximo não se despediram quando foram embora no meu último dia.
Mesmo assim, de um modo geral me senti muito bem recebida por todos e vi que, apesar das diferenças, a rotina em si - e-mails, calls, reuniões de status - é muito parecida. Os problemas com os clientes são os mesmos, as discussões com a criação também. Com a diferença de que é tudo um pouco mais estruturado e menos "jeitinho brasileiro".
Voltei com saudade dos longos almoços e conversas regadas a saladas de frutas. Do calor das pessoas, das risadas… Mas, também, voltei disposta a trabalhar mais focada e concentrada. Vamos ver no que vai dar!
:)
Em tempo: passei mais uma semana no México, pra conhecer a Y&R e a Colgate. Lá, eles entram às 8h e saem às 17h30, e também não costumam sair pra almoçar. A grande maioria leva comida. Ah, também fui muito bem recebida por nossos amigos chicanos.
| Tem no mundo todo :) |
| Fachada do prédio da Y&R NY, na Columbus Circle |
Eles não costumam sair pra almoçar. Os almoços no Brasil são parte importante do nosso dia. Às vezes, passamos um bom tempo discutindo sobre onde comer e outro bom tempo pra almoçar. Isso quando não temos que passar na farmácia ou no sapateiro. Enfim, o fato é que costumamos levar pelo menos uma hora. Eles não. É muito raro saírem pra comer, o que torna cada almoço um super programa. O costume é pedir algo e comer na mesa, ou, no caso da Y&R, ir até o terceiro andar onde tem um café e comprar uma salada ou um lanche. E também não tem muito horário certo pra isso.
| Terceiro andar do prédio, onde fica o café e restaurante |
Eles não se apegam às pessoas. Estão lá pra trabalhar e pronto. No máximo, alguém te pergunta por educação como foi o seu fim de semana, mas pouca gente está de fato interessada em saber como você está e o que fez. Não se vê muita amizade entre eles e mesmo algumas pessoas com as quais tenho contato próximo não se despediram quando foram embora no meu último dia.
| Meu cantinho por 15 dias. |
Voltei com saudade dos longos almoços e conversas regadas a saladas de frutas. Do calor das pessoas, das risadas… Mas, também, voltei disposta a trabalhar mais focada e concentrada. Vamos ver no que vai dar!
:)
Em tempo: passei mais uma semana no México, pra conhecer a Y&R e a Colgate. Lá, eles entram às 8h e saem às 17h30, e também não costumam sair pra almoçar. A grande maioria leva comida. Ah, também fui muito bem recebida por nossos amigos chicanos.
| Escritório mudérno da Colgate México |
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