Mostrando postagens com marcador Amsterdam. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amsterdam. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Heineken Experience - Amsterdam

"Nós não somos o museu da Heineken, nós somos a Heineken Experience". É assim que se apresenta este museu interativo que funciona na antiga fábrica da cervejaria em Amsterdam. A estrutura permite uma verdadeira imersão no conceito e na história da Heineken, desde quando era uma cervejaria regional, até a padronização mundial das garrafas e o famoso patrocínio a eventos esportivos (há um espaço enorme sobre isso).

Lá, é possível “ser a cerveja”, uma projeção que te coloca no lugar de uma garrafa e mostra todo o trajeto que a bebida percorre, da fermentação ao engarrafamento. Além disso, é oferecida uma degustação orientada, em que te ensinam a ouvir, ver e sentir a cerveja, e você pode criar um rótulo personalizado com seu nome para a famosa garrafa verde.



Descobri, também, que os “es” de Heineken estão levemente curvados, sorrindo subliminarmente (como não havia percebido antes?), fiz um vídeo hilário cantando uma música tradicional holandesa e ainda pude assistir a todas as propagandas da Heineken, separadas por ano (foto acima)

Passando por Amsterdam, vale muito a pena conhecer!
Mais informações aqui.

sábado, outubro 10, 2009

Chororô

Locais e situações que me emocionaram em 4 países diferentes, sem ordem cronológica, alfabética ou de grandeza.

Catedral de Notre Dame - Paris
Olhando de fora, ela é essa monstruosidade ao lado. Em estilo gótico, a igreja
foi construída em homenagem à mãe de Jesus - Notre Dame = Nossa Senhora - e me fez lembrar na hora do documentário "O equilibrista", em que Phillipe Petit se aventura atravessando estas duas torres aí (ao vivo parecem ainda mais altas). Mas o que realmente me impressionou foi o interior dela, sombrio e ladeado por enormes vitrais coloridos, contrastando com o fundo escuro. Lágrimas vieram instantaneamente e
compulsivamente. O cheiro e a energia daquele lugar são inexplicáveis, mas acredito que dê para ter uma ideia no vídeo abaixo.



Regina Spektor - Amsterdam
Paradiso é uma casa de shows e balada que ocupa as construções de uma antiga igreja em Amsterdam. Os donos mantiveram toda a estrutura e os vitrais, transformando apenas o altar em um palco que, durante as temporadas, recebe os mais diversos artistas. Tive a sorte de pegar dois shows neste lugar mágico que, por si só, já é um programa interessante; e mais sorte ainda de um deles ter sido o da Regina Spektor. A russa, que além de linda tem uma voz impecável, tocou, cantou, brincou com a platéia, falou besteira e me fez chorar várias vezes, como em "Laughing with" e "Fidelity":



Igreja ao lado da Kaiser-Willhelm-Gedächtniskirche
Esta igreja de nome tipicamente alemão - e impronunciável - é esta aí da foto. Ela foi semi-destruída na Segunda Guerra Mundial, e mantida assim, como uma forma de mostrar as atrocidades de que uma guerra é capaz. Foram celebradas algumas missas no local,
mas por falta de segurança pararam e houve uma reforma que procurou manter a estrutura antiga o mais fielmente possível. Para que se pudesse continuar celebrando missas ali, foi construído ao lado um 'caixote octogonal' (infelizmente não me lembro de ter visto o nome), com vitrais azuis e um jesus dourado que parece flutuar. Aquela atmosfera de dor e resignação, o silêncio, tudo isso me emocionou demais.



Arte de rua - parte II (ou Músico em Veneza)
Com o calor infernal que fazia em Veneza (apesar da brisa, as temperaturas certamente estava em torno de 40ºC), sentamos em frente à igreja Santa
Maria Gloriosa dei Frari, em Veneza, para descansar. Um senhor, aparentando seus 60 anos, tocava alguns clássicos do rock, acompanhado de um instrumento X amarrado ao seu pé. Resolvemos não entrar na igreja - até porque pagava-se 3 euros e dava para ver o interior através de uma janela grande - e ficamos ali, aproveitando a sombra e a boa música. Lembrando da família, já no final da viagem, e repassando tudo o que acontecera nos quase 30 dias anteriores, não contive a emoção mais uma vez.

Porque tem horas que a gente não consegue (nem precisa) se conter.

Fotos: Paulo Henrique Schneider

terça-feira, agosto 18, 2009

Arte de rua - parte I

Uma das coisas com as quais mais fiquei impressionada durante esta passagem pela Europa foram os diversos grupos e artistas de rua. Começou com uma dupla no Vondelpark em Amsterdam, violino e violão, que me fez chorar logo de cara. Aquele parque lindo, um final de tarde ensolarado em uma das cidades mais charmosas pelas quais já passei, e o som do violino a me arrepiar a espinha.

A partir daí, foram inúmeras apresentações, passando por estátuas vivas, um flautista que tocava duas flautas doces de uma vez só - e com as narinas! -, sanfoneiros, cantores e até marionetes. É engraçado o quanto se aprende sobre a cultura de um país através de seus artistas de rua.

É comum aos passantes deixar uma moeda ou um punhado delas para os instrumentistas, ainda que não parem para assistir à apresentação. Essa não deixa de ser uma forma de manter a arte viva nas ruas, encher as vielas e praças de música e, consequentemente, de alegria.

Abaixo, um vídeo que fiz na Dam Square, em Amsterdam, onde fica o Palácio Real*. Um dos companheiros do grupo, que estava ao lado "gerenciando" a apresentação, me contou que eles eram russos, e fiquei encantada com o quanto eles viajavam na música, improvisavam e se divertiam, sempre liderados pela baixinha que tocava o instrumento mais exótico dos três.

Se alguém souber o nome destes instrumentos, me ajuda!



*Dias depois descobri que a família real não mora mais lá, mas sim em uma cidade menor, próxima à capital. Mas quem se importa?