Quem gosta de teatro já ouviu falar na Oficina dos Menestréis. Mesmo que não tenha assistido nada, já leu por aí a respeito dos musicais que eles promovem. A Oficina é, na verdade, um curso de teatro, dividido em grupos (há cursos para cadeirantes, pessoas da terceira idade, jovens, etc). Ao final do curso, os alunos apresentam um dos musicais do grupo (conheça os musicais aqui).sexta-feira, maio 23, 2008
Teatro
Quem gosta de teatro já ouviu falar na Oficina dos Menestréis. Mesmo que não tenha assistido nada, já leu por aí a respeito dos musicais que eles promovem. A Oficina é, na verdade, um curso de teatro, dividido em grupos (há cursos para cadeirantes, pessoas da terceira idade, jovens, etc). Ao final do curso, os alunos apresentam um dos musicais do grupo (conheça os musicais aqui).terça-feira, maio 20, 2008
Mês do jumento
O pão, a farinha, feijão, carne seca
Quem é que carrega?
Hi-ho
O pão, a farinha, o feijão, carne seca
Limão, mexerica, mamão, melancia
Quem é que carrega?
Hi-ho
O pão, a farinha, feijão, carne seca
Limão, mexerica, mamão, melancia
A areia, o cimento, o tijolo, a pedreira
Quem é que carrega?
Hi-ho
A jumenta está carregando os pães, limões e areias de muita gente.
Mas quando a carcaça ameaça rachar
Que coices
Que coices
Que coices que dá.
Antes de sair dando coice, tente acreditar: TODO ESFORÇO SERÁ RECOMPENSADO.
Não estou pregando nada, gente, não é auto-ajuda. É pra mim mesma isso.
quinta-feira, maio 15, 2008
Dica
O tempo pode virar totalmente e você vai passar o dia suando feito uma porca. Ou, se conforto for uma prioridade na sua vida, você vai passar o dia desfilando por aí com uma blusa horrenda, talvez manchada, quem sabe até furada, veja só!
A situação pode se complicar ainda mais se o seu chefe te chamar para uma reunião de última hora. Neste caso, o conforto vai ser deixado de lado, você vai colocar a blusa de lã por cima e torcer para o seu novo cliente ter uma sala de reunião com ar-condicionado, e ainda: torcer para que o ar esteja ligado em temperatura glacial.
Um dia eu aprendo.
segunda-feira, maio 12, 2008
Pari(mos) um novo filho
Se você já precisou fazer um trabalho acadêmico, provavelmente passou pela situação de encontrar várias publicações na internet, mas não saber ao certo qual a sua procedência. Dá um medinho de fazer citações a autores-fantasma, ou de ler uma grande bobagem bem escrita que engana qualquer um, menos o professor que vai avaliar o seu trabalho.
Se você já precisou apresentar algum texto ou portfólio a alguém, pode ser que tenha encontrado dificuldades em enviar arquivos muito pesados por email. Ah! Pode ser também que você tenha escrito um livro, um conto, poemas ou até um gibi, mas nunca tenha tido um espaço para mostrar este material para as pessoas.
Foi pensando nisso que a Neotix criou o NeoReader, um portal para publicação e compartilhamento de arquivos. Para se cadastrar é muito simples: basta inserir seu nome e e-mail, e começar a publicar. As pessoas cadastradas podem personalizar a página inicial, nomeando as caixinhas conforme os assuntos de seu interesse. Assim, ela é avisada sobre novas publicações com o assunto desejado.
A versão beta do portal entrou no ar na semana passada, e já conta com centenas de publicações. Esta blogueira que vos fala foi a responsável por todos os textos do site, e aproveitou para criar também um novo blog. Lá, eu falo sobre dicas de uso e conto todas as novidades sobre o projeto!
sexta-feira, maio 09, 2008
Bernardo e sua musa
Bernardo tem 19 anos. Parece menos, quando se olha pra ele. Parece mais, quando se começa a conversar. Acostumado a ajudar em casa desde pequeno, tem uma maturidade incomum aos garotos de sua idade.É um menino romântico. Pouco se importa com as atrizes pornôs que seus colegas cismam em mostrar a ele. Porque ele quer um amor de verdade. Apesar da pouca idade, ele prefere escolher uma só menina e se dedicar a ela.
Foi assim no amor platônico que nutriu pela filha de seu chefe. Conheceram-se na internet, e mesmo sabendo do abismo que havia entre eles, e do risco de perder o emprego, ele insistiu. E ela dava bola, do tipo que sabe que é bonita. Mas eram muitas as diferenças, e a qualquer momento o chefe poderia descobrir e acabar com a vida dele. Não deu certo.
E foi na estação de metrô que ele nomeou sua nova musa. A menina aparentava ter a mesma idade dele. Linda, cabelos castanhos caídos nos ombros, olhos verdes. Cruzaram-se alguns dias, ele a caminho do curso, ela provavelmente a caminho da faculdade, porque levava sempre muitos livros, e ele tinha vontade de pedir pra ajudar a carregá-los.
Passadas duas semanas, depois de se cruzarem diversas vezes na mesma estação, Bernardo teve uma idéia: havia trocado de celular naquela semana e, na ocasião, portava o novo e o antigo. Resolveu entregar a ela o antigo, com a desculpa de que ligaria mais tarde para conversarem. Tomou coragem e foi até a garota que, sem falar nada, pegou o celular e seguiu seu caminho.
Um pouco aliviado por ter feito tudo conforme o planejado, mas ainda sem saber o que na verdade a menina tinha achado, Bernardo desceu em sua estação e foi para a fila do ônibus. Pegou o celular novo nas mãos, estudando a melhor abordagem, a hora certa de ligar... Iria propor um almoço? Um cinema? Não sabia ao certo.
Foi quando uma nuvem pairou sobre a sua cabeça. Como naqueles desenhos, em que você anda e a nuvenzinha acompanha, e todo o restante está ensolarado e só você está nublado e os pensamentos se misturam e sua visão fica embaçada...
Naquela hora ele se lembrou que NÃO HAVIA LIGADO O CELULAR!
Ou seja, se houvesse alguma possibilidade de a menina querer falar com ele, ela não conseguiria, porque o celular exigiria uma senha para ser habilitado e, obviamente, ela não sabia esta senha! E, pra completar, com o final de seu curso ele não poderia mais sair naquele horário em que se cruzavam.
Sentiu-se um completo idiota. Como poderia ter esquecido esse detalhe tão importante? Pensara em tudo, a forma de falar, a roupa que estava vestindo, a abordagem... Mas esquecera do principal.
Perdera a garota e o celular.
quinta-feira, maio 08, 2008
Fordunço cultural
Eu era uma das espremidas aí no meio.No primeiro horário, precisava escolher: Mariana Aydar ou Dona Inah? Confesso que a primeira faz mais o meu tipo, mas, como paramos perto do Largo de Santa Efigênia, acabei assistindo à apresentação da sambista, convidada da comunidade Samba da Vela. Como estava no início do evento, a pista ainda estava vazia, o que me permitiu sambar e cantar horrores... Adorei.
Eram mais de 19h quando deixei o Palco dos Bambas, em direção ao Pateo do Colégio. Talvez desse tempo de pegar alguma coisa do Mundo Livre S/A, não fosse a pouca noção do centro que tinha, somada à falta de orientação dos policiais que tentaram me auxiliar. Resultado: cheguei ao palco Bandas Independentes na contramão de centenas de pessoas, que deixavam o show. Mas peguei o Vanguart, grupo folk de Cuiabá, que estava animadíssimo e demonstrou muita qualidade musical.
Terminado o Vanguart, passei pela pista de reggae, onde o rastafári Sine Calmon começava sua apresentação. Centenas de regueiros se amontoavam para ver o músico, que já foi muito criticado por sua postura religiosa em relação à música. Arrumei um lugar bacana na lateral, e vi o show inteiro.
Depois disso, corri para tentar pegar alguma coisa do show da Gal, que acontecia no palco São João. Que sorte! Consegui escutar as duas últimas músicas, e senti que talvez não precisasse ter ouvido mais que isso. Foi lindo participar de um coro de milhares de pessoas cantando “Trem das Onze”, e do final emocionante com “Sampa”.
Daí, era escolher: assistir Marina De La Riva na Rio Branco, enfrentar uma fila para tentar assistir Sá, Rodrix e Guarabyra, ou ficar por lá mesmo e aguardar o Zé Ramalho. Como muitas pessoas saíam do local, preferi ficar por lá mesmo, e me posicionei perto do palco. Mal sabia eu que, em poucos minutos, o lugar se transformaria num inferno.
Se não foi o momento mais claustrofóbico da minha vida, foi um dos três mais. Faltando meia hora para o show, muitas e muitas pessoas queriam se aproximar do palco, causando um empurra-empurra que me fez sentir como uma porta giratória de banco. Está rindo? É porque você não sabe o que eu passei. De rasteirinha ainda, meu Deus! Será que eu não aprendo nunca?
Muitos pisões e empurrões depois, decidi sair dali. Caminhei muito lentamente, até que cheguei a um local em que pelo menos dava pra respirar com tranqüilidade. Ou melhor, mais ou menos, porque era próximo aos banheiros químicos e, por mais que se quisesse respirar, o odor não era dos melhores.
Enfim, assisti (ops, escutei) ao show do Zé Ramalho de lá mesmo, assustada com os moradores de rua que escalavam os banheiros químicos e quase os derrubavam. Medo, muito medo. Tanto que sequer cogitei esperar os Mutantes às 3h da matina, e fui embora assim que Zé Ramalho finalizou.
No domingão, mesmo com várias opções bacanésimas para assistir (não queria ter perdido Cachorro Grande e Arnaldo Antunes, buá), não tive ânimo pra voltar pro centro. A noite anterior fora extremamente desgastante. Preferi sentar no Bar do Peixe com as amigas e apreciar patinhas de camarão e porções de cação regadas a uma cerveja bem gelada. Juro que não me arrependi.
(Foto: Marcus Desimoni - Uol)
terça-feira, maio 06, 2008
Quase duas semanas depois...
Estivemos no Sky Live Multimídia, um evento patrocinado pela TV por assinatura Sky que tinha como objetivo mostrar diversas formas de interação entre música e imagem. Por isso, o Espaço das Américas foi equipado com diversas instalações, como um totem que mesclava imagens de celebridades e partes do corpo de pessoas que se deixavam filmar; um lounge (foto), em que se podia interagir com as projeções que desciam nos tecidos; e a oficina de VJ, onde pessoas aprendiam os princípios de um software de mixagem de imagens.quinta-feira, abril 24, 2008
Música até dizer chega (dicas para o final de semana cultural na metrópole)
SEXTA-FEIRA
Sky Live Multimídia
Com Embolex Live (X), Dj Nepz (Y) e ADDICTIVE TV (EXCELENTE!)
SÁBADO
Virada Cultural com:
Zé Ramalho
Sá, Rodrix e Guarabyra – Passado, Presente, Futuro (1972)
DOMINGO
Jair Rodrigues, Fabiana Cozza & Zimbo Trio - O Fino da Bossa (1964)
Mutantes
Osvaldinho da Cuica e Sílvio Modesto
O Teatro Mágico
Overcoming trio: Mallu Magalhães, Helio Flanders e Zé Mazzei
Cachorro Grande
Bruna Caram
Arnaldo Antunes
Orquestra Imperial
Dona Ivone Lara e Nelson Sargento
Lobão
Inezita Barroso - Vamos Falar de Brasil (1958)
Jorge Ben Jor
Ultraje a Rigor - Nós Vamos Invadir Sua Praia (1981)
Mais informações em: http://viradacultural.org/
(Quadro: Music Life, de Gockel)
quarta-feira, abril 16, 2008
Onde eles trabalham e se divertem
Logo na recepção, os tapetes de bolinhas vermelhas, amarelas, verdes e azuis faziam lembrar uma loja de brinquedos.Fomos recebidos por uma tela LCD, que anunciava: "bem-vindo! Digite seu nome e assine ao lado." Havia uma tablet, em que colocamos nossas assinaturas e, automaticamente, foi impresso um adesivo com nossos nomes. "Colem em algum lugar visível", anunciou a recepcionista.
Sentamos para aguardar o representante comercial da empresa, em confortáveis sofás coloridos. Tudo em vermelho, amarelo, verde e azul. Uma caixinha de madeira, no formato dos chiclet´s, continha muitos deles dentro. À vontade, só pegar.
Alexandre nos recebeu com um belo sorriso no rosto. Possuía uma simpatia natural, não parecia que ele estava forçando, apenas para nos conquistar como clientes. Vai saber, o povo da área comercial é sempre meio suspeito. "Querem um café, um chocolate quente?"
Então, nos levou ao refeitório da empresa, no quinto andar. Além de um buffet farto, mesas brancas contrastavam com as cadeiras coloridas - vermelhas, amarelas e azuis. No canto esquerdo, ao lado das grandes janelas de vidro, toda sorte de jogos: pingue-pongue, pinball, pebolim... Imagina só, acabar de almoçar e disputar um mini-campeonato de pebolim? Sempre fui boa nisso, ser canhota me ajudava a defender os chutes...
"Café, chá, cappuccino?" Aceitamos um café, é claro, porque uma reunião às 13h30 logo após o almoço pedia algo forte para acordar. E descemos para o sexto andar, onde ficavam as salas de reunião.
O saguão do andar de baixo era semelhante ao anterior: potes com balas diversas, sofás e cadeiras coloridos e funcionários sorrindo o tempo todo. "Que vida boa eles devem ter por aqui", supus, e confirmaria mais tarde.
Passamos pelas salas Pense bem, Pogobol e Peteca. "Nossa reunião é na sala Playmobil", disse Alexandre, e despertou boas risadas. "Aqui, cada sala tem um nome de brinquedo. E o mais legal é que, dentro das salas, há o brinquedo que as nomeiam." Fez questão de nos mostrar o Pogobol da sala ao lado, e o pião da sala que ficava no fim do corredor.
Na sala Playmobil, uma mesinha lateral continha copos d´água e uma série de bonequinhos. Divertidíssimo. Durante mais de duas horas, Alexandre nos mostrou as novas ferramentas disponibilizadas pela empresa, sempre muito didático. Contou-nos que chegara do México naquela manhã, pois estava em um congresso, e que estava um pouco gripado. Mas que tudo bem, porque em breve ele iria pra casa.
A reunião terminou por volta das 16h30, e Alexandre nos levou para conhecer o local de trabalho das pessoas de lá. Bom, eu não sei em que horário eles trabalham, mas quando passamos por lá não havia quase ninguém. Somente duas meninas, que baixavam as fotos da viagem para o México pra colocar no Orkut.
Chamou a atenção a quantidade de bonequinhos nas mesas das pessoas, um mais interativo e moderno que o outro. "Nós temos uma verba destinada a comprar miniaturas para as mesas", disse, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Em que outra empresa isso acontece?, fiquei me perguntando.
E foi então que ele nos levou para conhecer a "sala de descompressão". Eu devo ser meio caipira, porque fiquei completamente deslumbrada com a gigantesca mesa de sinuca com o logo da empresa, e com o sofá de almofadas coloridas, e com a tela de 42 polegadas, e com as guitarras e o controle do wii...
Em um dos cantos da sala, um frigobar cheio de Red Bull. Ao lado dele, uma geladeira com refrigerantes, água, chás gelados de todo tipo. Uma parede forrada de salgadinhos e chocolates, que sonho. "É aqui que fazemos happy hours", Alexandre explicou.
Abobada, fui embora. E assim foi minha tarde no Google Brasil.
domingo, abril 13, 2008
Um dia desses, num desses encontros casuais
- Bom dia.
- Posso falar com a senhora um minuto?
- Eu não posso perder o ônibus, se você quiser me acompanhar até o ponto pode vir.
- Já que a senhora está falando, então eu vou.
- Não me chama de senhora.
- Tudo bem. É o seguinte, meu nome é Márcio e eu tenho 27 anos. Você mora por aqui?
- Moro.
- Então, eu moro embaixo daquele viaduto. Eu, minha esposa e minha filha Beatriz, de dois anos. Ela é a coisa mais linda do mundo, moça.
- Sei.
- Então, eu já fui até analista na Embraer, mas acabei caindo nas drogas e fui preso.
- Preso por que?
- Assalto à mão armada.
- Hmm.
- Mas agora eu estou solto, e preciso dar de comer pra minha filha.
- É, eu já fui assaltada. Complicado... essas coisas podem traumatizar uma pessoa. Será que você se arrependeu do que fez?
- Muito, moça.
- Então menos mal, pelo menos pagou pelas coisas que fez. Toma - entregando uma nota de R$1.
- Obrigado. Mas, infelizmente, a minha sentença já foi dada - finalizou, triste, mostrando as feridas que se espalhavam pelos braços e pernas, decorrentes do HIV. E saiu.
Chorando, a moça seguiu seu caminho, sem saber a quem culpar.
quinta-feira, março 27, 2008
Minha semana e a nova campanha da Seda
25/03 - Mariana folheia a Revista Caras enquanto aguarda para fazer as unhas. Lê uma notícia a respeito da apresentação do Cirque de Soleil "só para celebridades", em que Taís Araújo e Adriane Galisteu apareceram com o mesmo vestido. Perguntava-se: coincidência? Olhando bem, reparei que não. Os dois vestidos eram cor-de-rosa, com pequenas exclamações onduladas. A-há!
26/03 - Mariana vai à farmácia comprar shampoo. Bate o olho em um shampoo Seda com um símbolo que lhe parece familiar: uma exclamação ondulada. Resolve ligar para o 0800 e saber do que se trata. Taís Araújo atende o telefone, explicando que em breve surgirá uma novidade, não se sabe sobre o que. Só fala sobre a relação das mulheres com seus cabelos e diz que, ao final da gravação, poderia ser gravado um depoimento, com o tema: A vida não pode esperar, e que as gravações seriam exibidas no site de mesmo nome.
27/03 - Mariana acessa o site http://www.avidanaopodeesperar.com.br/. Lá, podem-se ouvir as gravações feitas por mulheres de todo o Brasil, falando sobre momentos em que a vida não pode esperar. Não fala nada a respeito do produto que será divulgado, somente abre espaço para cadastro de e-mail e telefone e anuncia mais uma vez a "breve novidade".
No início, eu me perguntava: mas por quê diabos eles não colocaram um site? Em nenhum lugar (nem no MSN Messenger, que reparei depois que continha uma janela com aquela bendita exclamação no fundo cor-de-rosa) eles colocaram o site. Somente o 0800.
Só depois eu fui lembrar que as ações de mobile estão começando a entrar no Brasil, e provavelmente a Seda é uma das primeiras grandes empresas a investir neste tipo de publicidade. Ao entrar no site A vida não pode esperar, há a opção de se cadastrar para receber mais novidades, em que são obrigatórios nome e e-mail, e também há a opção de inserir o celular e assinalar: "quero receber mais informações em meu celular". Espertinhos... eu me cadastrei! Mas não coloquei o celular.
quinta-feira, março 20, 2008
Quem saberá a cura se não eu
Por fim escolhemos, mas eu sabia que não seria o suficiente para quebrar aquela muralha dentro de mim. Sempre tive muito medo de dirigir, ou pelo menos achava que tinha. A simples possibilidade de pilotar um carro já me causava os sintomas básicos do pânico: pernas tremendo, mãos suando, coração acelerado...
Como pessoa aficionada por listas, fiz a minha relação de objetivos para 2008, que incluía desde coisas materiais até metas de comportamento e postura em relação à vida. O primeiro item da lista era: "perder o medo de dirigir". Já estava insustentável ter que depender de outras pessoas para fazer o que quisesse. Um evento no Sesc Pompéia, por exemplo, esquece! Visitar as amigas em um sábado à tarde, só de metrô ou ônibus!
Eu nunca tinha tido coragem de sair sozinha - e veja bem, isso depois de 5 anos de carta - e já estava acostumada com a insegurança minha e dos meus pais. "Fechou, filha, fechou!", diziam eles sobre o farol, que se tornava amarelo dali a 100 metros. "Breca, breca!", muitos e muitos metros antes do carro da frente.
Até que eles viajaram, e o meu carrinho ficou lá, lindo, cheirando a novo, pedindo que eu saísse nele. "Vamos lá, mulher! Uma pessoa que pega a BR-101 e ultrapassa caminhões com AQUELES buracos, AQUELA chuva..."
Foi então que resolvi pegar o carro sozinha pela primeira vez. Nunca vou esquecer: foi no dia 8 de fevereiro. Confesso que não dormi muito bem na noite anterior, pensando no que me aguardava, refazendo o trajeto na cabeça... sim, porque além do medo de dirigir, tinha (e tenho) o agravante de não ter NENHUM senso de direção!
Antes de sair, separei o primeiro cd do Otto: "é você quem vai me acompanhar nessa, meu querido". Respirei fundo, ajeitei os espelhos, liguei o som baixinho pra não me atrapalhar e liguei o carro.
Só sei que as minhas pernas não tremeram naquele dia. Nem o coração ficou acelerado, nem as mãos suaram. Tranquilamente, percorri os quilômetros que separam minha casa do escritório, enfrentando toda sorte de problemas: inconseqüente na contra-mão, ambulância, trânsito paradíssimo... entrei no prédio como se subisse num pódio: "é a primeira etapa, e eu venci".
A partir daquele dia, percebi que não tinha mais medo. Vi que toda aquela insegurança e aquele medo eram fantasmas, que eu exorcizava ao som de "o celular de Naná é a lua/a lua é o celular de Naná"...
Agora eu venho de carro todos os dias, e já consigo trocar de CD e passar batom enquanto dirijo (periiiigo...). É, ainda faço umas barbeiragens - lógico - mas também, não tinha especificado nada disso no desejo de ano novo!
sexta-feira, março 14, 2008
É de noite, é de dia
A faxineira também.
O pedreiro não calculou a quantidade certa de azulejos.
Aliás, errou feio.
E ainda cortou o dedo com a serra elétrica.
A obra não sai como desejado.
A faxineira não faz metade do que lhe é solicitado.
A conta de água subiu de R$ 25 para R$ 670.
A tv a cabo cobra serviços a mais.
A chefe a assedia moralmente todo dia.
Ela bateu o carro.
Ele também.
Transferiram-no pra onde não queria.
Querem roubar seu melhor cliente.
E isso lhe faz sentir-se no direito de não dizer "bom dia".
Eles reclamam.
E com motivo.
Mas que eu não aguento mais, eu não aguento.
terça-feira, março 11, 2008
Tarsila Viajante na Pinacoteca
Tarsila do Amaral nasceu em berço de ouro. Filha de um abastado fazendeiro de café, passou metade da vida viajando por diversos lugares do Brasil e do mundo, e a outra metade retratando estas viagens em belas e coloridas telas.Com o objetivo de mostrar a influência destas viagens em sua arte, a Pinacoteca abriga, até o dia 16 de março, a mostra "Tarsila Viajante". São 35 pinturas e mais de 100 desenhos de diversas fases de sua vida, que retratam paisagens de toda parte, sempre com os traços grossos, as cores fortes e as formas exageradas que marcam sua pintura.
Pode parecer clichê, mas fiquei emocionada de verdade ao me deparar com o "Abaporu" (em tupi-guarani, "homem que come homem"), concebido em uma fase em que Tarsila resgatou as lendas contadas nas fazendas em que passou a infância. Essa obra foi dada a Oswald de Andrade, na época seu marido, e deu início ao Manifesto Antropófago (ou seria antropofágico?), que buscou restagar o instinto e as origens da cultura brasileira, em resposta às críticas recebidas na Semana de Arte Moderna.
Foi muito interessante, também, ver o tamanho do quadro "Operários", pintado após uma viagem à Rússia - a qual só foi possível porque Tarsila vendeu alguns quadros, porque com a crise cafeeira de 29 seu pai perdeu grande parte de seus bens. Convivi boa parte da minha vida com esta obra, pois ilustrava a capa de um livro de história do colégio, e isso trouxe um resgate bacana em minha memória.
Se você ainda não foi, faça como eu: deixe para a última hora, mas não deixe de contemplar esta obra primorosa. A organização, excelente, garante a pouca espera nas filas inclusive aos sábados, quando a entrada é gratuita.
Serviço
Tarsila Viajante
Somente até 16 de março
Pinacoteca do Estado
Praça da Luz, 2 – Luz
(11) 3229-9844
Terça a domingo, das 10h às 18h
_________________________
Quadro: "Religião Brasileira", de 1927. Ao desembarcar no Porto de Santos depois de uma de suas viagens à Europa, Tarsila parou para comprar doces em uma casa de pescadores. Deparou-se com um altar cheio de santos e flores, e rapidamente fez um rascunho que se tornou essa bela obra. Quem não queria ter uma dessas na sala de casa?
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Como me fudi no show dos Los Hermanos (sic)
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Meu carnaval? Senta aí que eu te conto!
E aí, sobe um pouco mais. Enquanto sobe, olha a vegetação, típica das regiões montanhosas. Muito pinheiro, araucária... Também, são mais de 1.400 metros de altitude, lá é a região da Serra da Mantiqueira. E não deixa de reparar também no rio que passa sempre ao lado da estradinha de terra. Volumoso, faz aquele barulho de água que é gostoso de ouvir pra dormir.
Em um determinado momento, você vai ver uma grande placa da prefeitura, dando as boas-vindas aos visitantes. Como protesto, em cima dela, uma faixa feita pelos moradores: “Visitantes, desculpem os buracos. A prefeitura de Itatiaia não se importa com a região”. É, realmente o trajeto seria bem mais rápido e seguro se não tivesse tanto buraco.
Um pouco mais de subida, passam diversas placas. Tem hora que parece que sua cabeça vai entrar em parafuso! São realmente muitas placas, apontando para pousadas, campings, restaurantes, cachoeiras... Ah sim, porque o que mais tem por lá são cachoeiras.
Bom, você sobe até chegar à vila de Maringá. Também é uma graça. Cheia de lojas de decoração e artesanato, um centrinho com restaurantes, fábrica de chocolate... Aquele mesmo esquema: tudo de madeirinha, um charme só. Mas também não foi aí que eu fiquei.
Foi na última e mais alternativa das vilas que eu me hospedei: Maromba. É lá que os hippies se instalaram hehe (você tinha alguma dúvida de que eu ficaria nesta vila?). Terra de maluco mesmo, onde o point da cidade chama-se Jamaica e a única alternativa à noite é o bar do Raulzito, em que toca muita música brasileira e, é claro, Raul Seixas pra dar e vender. Em frente à igreja, barraquinhas de artesanato. Na casa ao lado, a placa: favor não estacionar seu cavalo aqui. Achei um barato!
No primeiro dia do carnaval, estava um dia lindo! Você pode imaginar pela foto do nascer do sol, né? Armamos o acampamento com a maior estrutura: gazebo, churrasqueira, mesa, cadeiras... Só faltou o frango e a farofa! Hahahaha. Mas é gostoso acampar assim, sabe, porque não passa perrengue!
Bom, aproveitamos o tempo bom e fomos conhecer a cachoeira mais famosa do local: a do Escorrega (foto abaixo). Ela leva esse nome porque a água desce por uma pedra que, com o passar do tempo, transformou-se em um enorme escorregador. Eu experimentei a sensação de entrar numa máquina de lavar roupa assim que toquei a água. Você é literalmente arremessado contra a água, e por mais que se esforce, não tem como evitar que vire uma cambalhota pra trás. Saí da água toda entupida, mas valeu a pena, foi bacana.
Só sei que, na primeira noite, começou a chover forte e não parou mais. O gazebo virou refúgio, e passávamos boa parte do dia sob sua lona, fazendo churrasco. Quando dava uma trégua, íamos conhecer algumas cachoeiras, mas era impossível entrar. Foi assim na cachoeira de Santa Clara e no Véu da Noiva, dois lugares lindos, mas a água era tão gelada que, se você mergulhasse o pé, ele começava a doer igual quando a gente mexe muito no gelo e fica doendo, sabe? Daquele jeito.
No Véu da Noiva, fomos acompanhados pelo Bruno, um menino muito simpático de 12 anos – apesar de parecer bem menos. A mãe do Bruno é de lá mesmo, e o pai é de Passa Quatro, em Minas. Ah sim, porque lá fica bem na divisa Rio-Minas, então é legal que às vezes você se depara com umas placas assim: em frente: Rio de Janeiro, pra direita: Minas Gerais. Alguns passos, e você estará em outro Estado.
O Bruno é muito corajoso. Quando perguntei que tipo de bicho tinha por lá, ele respondeu sem pensar: cobra. Segundo ele, é só chover e fazer sol em seguida que elas saem pra tomar sol. Ele mesmo já viu várias e quase não tem medo!
Lá é assim. A cada esquina, você conhece uma história nova, seja do sócio do bar que saiu de Santo André e nunca mais voltou, seja do rastafári que saiu de São Paulo em dezembro do ano passado de bicicleta e está subindo devagar, conhecendo pessoas, aprendendo ofícios... Atualmente, ele é auxiliar do padeiro, e já está aprendendo a fazer pães integrais recheados. Se quiser conhecer seu trabalho, vá até a estradinha do Escorrega. Você vai ver uma placa em que se lê: “puxe a corda para chamar o padeiro”. Muito original.
Enfim, o lugar é lindo, a energia é incrível e valeu muito a pena ter ido pra lá. Mas eu quero voltar lá com sol! Talvez na Páscoa, quem sabe? Me acompanha?
Vamos fugir? Pra onde haja um tobogã, onde a gente escorregue...
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Arte pop no MuBE
Se você pretende ficar em São Paulo neste carnaval, nada melhor do que aproveitar a preciosa calmaria para fazer programas culturais pela metrópole. Uma boa opção é a exposição do fotógrafo americano David LaChapelle, que pode ser visitada no MuBE até o dia 5 de fevereiro.
Pupilo de Andy Warhol (o que já nos faz esperar fortes traços da pop art), o fotógrafo ficou famoso com campanhas publicitárias para grandes marcas internacionais, ensaios de moda e retratos de celebridades.
Além de fotógrafo, LaChapelle também dirigiu videoclipes de astros pop, como Britney Spears e Jennifer Lopez, e arriscou-se também como diretor cinematográfico em RIZE, que já foi exibido em festivais brasileiros.
Todo este trabalho pode ser conferido na exposição, entitulada “Heaven to Hell: Belezas e Desastres”, e baseada no livro homônimo do artista, lançado em 2006. Com fotos, montagens e muita criatividade, LaChapelle consegue mostrar, ao mesmo tempo, o lado belo e bizarro de diversas pessoas e situações. Destaca-se a série de fotos feita para a revista Vogue Itália, em 2005, que mostra modelos em cenários catastróficos.
MuBe - Museu Brasileiro da Escultura
Av. Europa, 218
De terça a domingo, das 10h às 19h – somente até 5 de fevereiro
Entrada gratuita
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Magic Flag
Dança é meditação ativa... Ao dançarmos, vamos para além do pensamento, da mente e da nossa individualidade. Tornamo-nos UM no êxtase divino da união com o Espírito Cósmico. Essa é a essência da experiência do transe através da dança.Goa Gil
terça-feira, janeiro 15, 2008
Calor?
Uma coisa bacana de trabalhar na Berrini é que tem sempre alguma coisa diferente acontecendo. Considerada a "nova Paulista" por causa do grande número de empresas que migraram para esta região, a Berrini é palco para muitas campanhas de marketing de guerrilha (estratégias adotadas por empresas para "combater" concorrentes).
Ano passado mesmo, estava eu voltando do almoço quando me deparo com dois surfistas, trajando vestes de neoprene e empunhando pranchas. Poucas coisas são tão non-sense quanto dois surfistas em plena Berrini. A roupa estampava o endereço: praiaemsampa.com.br.
Não adianta acessar porque hoje o site não está mais ativo, mas na época eu entrei e falava sobre uma exposição de esculturas de areia no bairro de Interlagos. Bastou um clique para descobrir que, na verdade, era a promoção de um novo condomínio de luxo que, dentre as utilidades e futilidades oferecidas, possuía piscina com ondas e areia para simular uma praia. Reconheço que a idéia foi boa.
Aí ontem - um desses dias de calor insuportável - eu olhava pela janela do escritório enquanto pensava em como seria bom tomar um sorvete, quando de repente avisto um enorme bloco de gelo. Esfreguei os olhos: seria uma miragem? Desci para checar. Tratava-se da campanha Efeito Gelado, promovida pela Neutrogena para divulgar um novo protetor solar aerosol.
Um artista esculpiu 8 toneladas de gelo de modo que se crie um pequeno cenário dentro dos grandes cubos, e a brincadeira é adivinhar quanto tempo o gelo vai levar para derreter por completo. A campanha começou em Copacabana e já passou pelo Guarujá, e nos dois lugares o gelo levou pouco mais de um dia para derreter. Quem adivinhar ganha uma necessaire de produtos da Neutrogena!
Hoje de manhã, parte do gelo tinha derretido e já mostrava a parte de cima do guarda-sol (vide foto). Ainda dá tempo de chutar!
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Virada Paralela
Pista principal, palco ao fundo Em meio à atual crise conceitual em que a cena trance brasileira se encontra, houve quem acreditasse que a oitava edição do festival de arte e cultura alternativa Universo Paralello (que aconteceu de 27 de dezembro a 4 de janeiro em Pratigi, na Bahia) não escaparia da finalidade estritamente comercial que tem rondado as festas nos últimos tempos.
O crescimento desordenado foi um dos fatores que gerou esta crise e, segundo Alok, um dos organizadores do U.P., "na realidade crescemos muito pouco como cena Trance genuína. O que cresceu foi a utilização do formato por gente pouco comprometida com o movimento, somada à utilização de um conceito barato e musicalmente questionável que acabou causando o inchaço disto que pode ser chamado mais de mercado do que exatamente de cena”.
Porém, em vez de seguir esta infeliz tendência, colocando em risco o divertimento e o conforto dos participantes, a organização optou por profissionalizar e aprimorar ainda mais o evento, oferecendo uma estrutura jamais antes vista em um festival no Brasil.
Eram três campings – cada um com sua própria área de banho e sanitários – mais de 40 opções de alimentação, tenda infantil com monitores especializados, espaço multicultural e cinco ambientes musicais:
Main Floor
Formada por muitas tendas coloridas que ofereciam sombra, e com o palco repleto de imagens de deuses indianos, a pista principal teve início na manhã do dia 29 de dezembro com o live da produtora Vixen. Nele se apresentaram ícones da cena trance mundial, como Etnica (Itália), Tristan (Inglaterra), Xerox & Illumination (Israel) e Kox Box (Dinamarca), além de projetos nacionais e alguns estreantes, como Logica (de Alok e Bhaskar), e 28 (formado por Shove e Pedrão). Na virada do ano, o sul africano Shane Gobi mostrou uma seleção impecável de músicas.
Pista Alternativa
Direcionado para as vertentes menos aceleradas da música eletrônica, como o house, minimal e electro, este espaço possuía um grande barco de madeira em que se podia subir para dançar. Por ele, passaram os brasileiros Claudio Brio e Act Sense e o dinamarquês Jokke, dentre muitas outras atrações.
Palco Paralello
Espaço totalmente dedicado à exposição do trabalho de bandas regionais, o mais brasileiro dos palcos contou com apresentações diferenciadas, como o grupo paraibano Cabruera, os mineiros do Sete Estrelo e até o projeto Benzina, de Edgard Scandurra. No penúltimo dia, Liquidus Ambiento e Pedra Branca reuniram um grande número de pessoas sob a grande cúpula cor de laranja.
Pista Goa
Verdadeiro laboratório musical que integrou “dinossauros” da cena e novatos, a pista Goa foi criada para proporcionar uma experiência diferente, que relembrasse as primeiras festas no Brasil. Por isso, decoração, sistema de som e seleção de artistas foram cuidadosamente projetados. Gramado e um pouco mais protegido da brisa marítima, era um local extremamente agradável, com sombra e duchas. O set de Goa Trance executado em vinil por Rica Amaral, no terceiro dia, assim como a apresentação do sueco Atmos, foram históricos.
Chill OutPara boa parte do público, o ambiente mais bonito do festival. Formado por imensas estruturas de bambu e palha – semelhantes a leques –, com tecidos trabalhados e mesas feitas com garrafas pet reaproveitadas, o chill out lembrava uma grande oca. Espaço reservado para o dub, reggae, MPB, jazz, ambient e música experimental em geral, contou com o bom gosto dos DJs brasileiros Schasco, Smurf, Soneca e Ekanta, além da criativa apresentação de Chico Correa & Pocket Band, entre muitos outros artistas.
Valorizando o conceito de psicodelia ao misturar estilos musicais, eletrônicos ou orgânicos, o Universo Paralello procurou fazer uma seleção variada. Mesmo com alguns atrasos e desfalques, o line up apresentou artistas competentes e talentosos.
Alok comenta: "o UP sempre traz artistas que estão na ponta da produção musical, muitos deles desconhecidos, o que é bom não só para o festival mas também pra toda a cena, porque nos ajuda a estar atualizados com os passos seguintes do psytrance. O U.P. não é um desfile de nomes de artistas famosos, nacionais ou internacionais. É um festival de arte e cultura alternativa.”
Para tornar este evento possível, houve um forte envolvimento da comunidade local do município de Ituberá, que atuou nos mais diversos serviços, como bares, caixas, limpeza e transporte. Havia também um grande número de seguranças circulando pelos campings, mas mesmo assim houve casos de roubo de barracas para os que não deixaram objetos de valor no guarda-volumes.
A todo o momento, era nítida a importância do festival para a cidade, pois, além de empregar pessoas, o evento atrai o interesse de turistas para a região. Bastava uma rápida conversa com qualquer um dos funcionários para perceber o entusiasmo em estar ali.
“A geração de empregos é um dos objetivos do evento e muitas de nossas estratégias vão nesta direção. Priorizamos sempre que possível a contratação de pessoas da região, e não nos arrependemos nem um minuto. É sempre um imenso prazer termos nossos parceiros de Ituberá, em seus vários níveis de atuação, colaborando com a realização do evento. É uma gente honesta, trabalhadora e com toda a certeza é uma das razões do sucesso do festival"¸ disse Alok.
Um dos ofícios que emprega muitos ituberaenses é a coleta e separação do lixo. Todos os resíduos produzidos no evento são separados e posteriormente vendidos e reciclados.
“Fazemos também o tratamento biológico de todos os dejetos humanos, trabalhando em parceria com quem cuida da gestão de resíduos tóxicos de grandes empresas do Brasil”.
Por todos estes motivos, o Universo Paralello já entrou para o circuito dos principais festivais alternativos do mundo, fato que se comprovou com a presença em massa de visitantes de diversos continentes. Pessoas da Rússia, Peru, Coréia e Holanda, entre outros países, vieram ao Brasil exclusivamente para prestigiar o U.P..
Alok atribui este fato ao sucesso da última edição do evento: "no ano passado causamos um grande impacto no público estrangeiro. A conjunção de um line up sério, um local paradisíaco à beira da praia, a receptividade da comunidade local e o nível de organização e infra-estrutura fez com que muitos levassem a notícia de forma bastante positiva e eles realmente se planejaram para vir ao Brasil neste ano”.
Aproximadamente 10 mil pessoas escolheram esta celebração psicodélica na paradisíaca Praia de Pratigi para comemorar a virada do ano. Com arte, boa música e resgate da essência trance, o Universo Paralello trouxe a esperança de uma virada também conceitual, necessária à cena.
Com Paulo Henrique Schneider (texto e fotos)



